... carimbos, etiquetas, adesivos,
cart�es, selos de qualidade. Infelizmente nada disso � suficiente para conter a
a��o dos maus profissionais, isto em qualquer �rea de atua��o, m�dica ou n�o. O
que vale mesmo � o esclarecimento da popula��o. Sim, a e d
u c a � � o e a informa��o s�o as principais armas para
defesa do paciente e do bom profissional. N�o acredito que um selinho brilhoso
seja capaz de evitar a a��o dos "curiosos". Cabe ao paciente se informar,
atrav�s de outros pacientes, atrav�s dos Conselhos e Sociedades sobre a
idoneidade e qualifica��o do m�dico que lhe oferece
atendimento.
Selos de qualidade n�o impedem, por
exemplo, que alimentos sejam adulterados ou falsificados, caso analisados
apenas uma vez, no momento da concess�o da qualifica��o e n�o houver uma
fiscaliza��o peri�dica quando definitivamente comercializados. Sen�o acabamos
bebendo milho torrado ao inv�s de caf�.
Por outro lado, qualquer m�dico, com
respaldo legal, inclusive do c�digo de �tica, est� habilitado a executar atos e
procedimentos aos quais se considere apto. Falhas, eventuais erros, imper�cia,
neglig�ncia ou imprud�ncia, s�o julgados no Conselho. Acredito que falte, na
realidade, uma maior severidade no controle do exerc�cio profissional, num
contexto geral. Algo mais abrangente que o simples exerc�cio da especialidade.
Se os mecanismos de autorregulamenta��o do exerc�cio da medicina funcionassem
perfeitamente, punindo os m�dicos infratores, e/ou (mais v�lido) encaminhando-os
� reciclagem profissional, n�o precisar�amos "carregar uma 'melancia' no peco�o"
a fim de provar ao nosso paciente que sabemos o que fazemos e estamos preparados
para resolver seu problema. Ser� que teremos que ostentar placas, quadros,
enfeites, c�pia de t�tulos nas paredes e outros badulaques, adesivos, etiquetas
e afins?
N�o. N�o acho um caminho muito
interessante para a solu��o do problema. Fiscaliza��o do exerc�cio profissional,
agindo com rigor nos casos necess�rios. � para isso que existem o Conselhos
Regionais e Federal. L� ser�o julgadas as "bobagens" que por ventura venham a
ser feitas.
Esta � apenas a minha
opini�o.
Espero a manifesta��o dos colegas do
grupo. Afinal de contas estamos pr�ximos de ver discutidas estas e outras
quest�es pertinentes no 2� F�rum
Nacional de
�tica e Defesa Profissional em Otorrinolaringologia 16 de outubro de 2000 - Natal
RN .
Um abra�o a todos.
Silvio
Dias
-----Mensagem Original-----
De: Gustavo A. P. Caldeira <[EMAIL PROTECTED]>
Para: <[EMAIL PROTECTED]>
Enviada em: Domingo, 17 de Setembro de 2000 22:24
Assunto: [otorri.] "Selo de Qualidade"
Achei muito interessante o uso por parte da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Pl�stica, o SELO DE QUALIDAE E QUALIFICA��O.
J� que se estamos t�o preocupados com a qualidade da ORL e de quem atende,
por que n�o implantarmos? Hoje em dia qualquer um coloca na tabuleta :
"OUVIDO , NARIZ E GARGANTA" e sai por a� fazendo amigdalectomia e, �s vezes
umas bobagens.
Um abra�o a todos.
Gustavo.
