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Caro Silvio, concordo em g�nero, n�mero, grau e em
qualquer outra classifica��o, nova ou velha, com voc�.
Se deix�ssemos ressurgir a antiga e boa lei de
mercado, boa parte de nossos problemas acabaria. O paciente iria procurar este
ou aquele m�dico de acordo com indica��o de amigos, parentes, vizinhos,
colegas..... e depois, munido de recibo, ele se entenderia com seu plano de
sa�de. Ser� que um dia conseguiremos acabar com as listas de refer�ncia, de
"recursos" credenciados, etc?
Acho que dever�amos considerar, via Conselho
federal de Medicina, infra��o �tica grave (grav�ssima?) participar destas
listas, inclusive como cooperados. Abra�os, Pavan.
----- Original Message -----
Sent: Monday, September 18, 2000 1:14
AM
Subject: Re: [otorri.] "Selo de
Qualidade"
... carimbos, etiquetas, adesivos,
cart�es, selos de qualidade. Infelizmente nada disso � suficiente para conter
a a��o dos maus profissionais, isto em qualquer �rea de atua��o, m�dica ou
n�o. O que vale mesmo � o esclarecimento da popula��o. Sim, a
e d u c a � � o e a informa��o s�o as principais
armas para defesa do paciente e do bom profissional. N�o acredito que um
selinho brilhoso seja capaz de evitar a a��o dos "curiosos". Cabe ao
paciente se informar, atrav�s de outros pacientes, atrav�s dos Conselhos e
Sociedades sobre a idoneidade e qualifica��o do m�dico que lhe oferece
atendimento.
Selos de qualidade n�o impedem, por
exemplo, que alimentos sejam adulterados ou falsificados, caso analisados
apenas uma vez, no momento da concess�o da qualifica��o e n�o houver uma
fiscaliza��o peri�dica quando definitivamente comercializados. Sen�o acabamos
bebendo milho torrado ao inv�s de caf�.
Por outro lado, qualquer m�dico, com
respaldo legal, inclusive do c�digo de �tica, est� habilitado a executar atos
e procedimentos aos quais se considere apto. Falhas, eventuais erros,
imper�cia, neglig�ncia ou imprud�ncia, s�o julgados no Conselho. Acredito que
falte, na realidade, uma maior severidade no controle do exerc�cio
profissional, num contexto geral. Algo mais abrangente que o simples exerc�cio
da especialidade. Se os mecanismos de autorregulamenta��o do exerc�cio da
medicina funcionassem perfeitamente, punindo os m�dicos infratores, e/ou (mais
v�lido) encaminhando-os � reciclagem profissional, n�o precisar�amos "carregar
uma 'melancia' no peco�o" a fim de provar ao nosso paciente que sabemos o que
fazemos e estamos preparados para resolver seu problema. Ser� que teremos que
ostentar placas, quadros, enfeites, c�pia de t�tulos nas paredes e outros
badulaques, adesivos, etiquetas e afins?
N�o. N�o acho um caminho muito
interessante para a solu��o do problema. Fiscaliza��o do exerc�cio
profissional, agindo com rigor nos casos necess�rios. � para isso que existem
o Conselhos Regionais e Federal. L� ser�o julgadas as "bobagens" que por
ventura venham a ser feitas.
Esta � apenas a minha
opini�o.
Espero a manifesta��o dos colegas do
grupo. Afinal de contas estamos pr�ximos de ver discutidas estas e outras
quest�es pertinentes no 2� F�rum
Nacional de �tica e Defesa
Profissional em Otorrinolaringologia 16 de outubro de 2000 - Natal
RN .
Um abra�o a todos.
Silvio
Dias
-----Mensagem Original-----
Enviada em: Domingo, 17 de Setembro de 2000
22:24
Assunto: [otorri.] "Selo de Qualidade"
Colegas,
Achei muito interessante o uso por
parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl�stica, o SELO DE QUALIDAE E
QUALIFICA��O.
J� que se estamos t�o preocupados com a qualidade da ORL
e de quem atende, por que n�o implantarmos? Hoje em dia qualquer um coloca
na tabuleta : "OUVIDO , NARIZ E GARGANTA" e sai por a� fazendo
amigdalectomia e, �s vezes umas bobagens.
Um abra�o a
todos.
Gustavo.
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