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Cara colega Val�ria
Lannes:
Agrade�o sua iniciativa de defender a
Otorrinolaringologia, e gostaria que todos fizessem o mesmo, j� que,
vale citar, defesa n�o � um ato passivo (ningu�m se
defende ficando parado ou escondido), mas ativo (depende de
a��o concreta).
E de minha parte, comprometo-me a colaborar no
que estiver a meu alcance para que os fatos relatados sejam apurados e as
conseq��ncias cab�veis sejam alcan�adas, com toda a Justi�a.
Parab�ns, e abra�os do
Marcos Sarvat
----- Original Message -----
Sent: Friday, September 29, 2000 9:09
AM
Subject: [otorri.] Re: [otorri.] Re:
[otorri.] D�vidas e den�ncias
Caro colega Marcos Sarvat
Agrade�o seu apoio e o de outros colegas do grupo e venho
informar que j� comecei a tomar as medidas necess�rias de acordo com sua
orienta��o e confiando no Cremerj e Dpto. de Defesa Profissional da SBORL,
�rg�os que tem a fun��o de nos proteger e dignificar nossa profiss�o e
especialidade.
Gostaria ainda de conclamar os colegas que estejam passando
pela mesma situa��o que n�s, ORL de Tr�s Rios, que fa�am o mesmo pois s� assim
poderemos nos tornar fortes, j� que sou adepta do antigo ditado que diz
"Uma andorinha s� n�o faz ver�o".
Val�ria Lannes.
Prezada Val�ria
Lannes:
Ol�, como vai?
Permita-me a franqueza: sou solid�rio com sua
indigna��o, (realmente algo precisa ser feito), mas s� indigna��o n�o �
suficiente para mudar coisa alguma! Marquei
em vermelho no seu texto 3 (tr�s) afirma��es que, se devidamente
comprovadas, poderiam servir de substrato para a formaliza��o de
queixa ao CREMERJ. Como voc� sabe, sou
conselheiro atualmente, e percebo que voc� aponta tr�s delitos
�ticos:
1. anunciar uma especialidade que n�o possui,
permite den�ncia no CRM e � burla tamb�m ao paciente-consumidor -
sugiro que documente-se e envie ao CRM, SBORL, PROCON (art. 135 do
CEM);
2. falso atestado ou declara��o, permite
den�ncia ao CRM e Justi�a comum - sugiro que obtenha c�pia da tal carta e
envie ao CRM, SBORL e Justi�a (art. 110 do CEM);
3. Ela � apoiada como? Seja mais clara. Se
houver cartas comprometedoras, a den�ncia � vi�vel.
Gostaria de frisar que se um queixoso n�o
deseja se incomodar ou teme se expor ao apontar um delito, s� lhe cabe
ag�entar ou engolir tudo o que lhe incomodar ou parecer injusto,
anti�tico ou ilegal. Mas no caso de um m�dico queixoso, a
quest�o � mais s�ria, pois o artigo
19 do CEM determina ser obriga��o �tica do m�dico "denunciar ao
CRM os atos que contrariem os postulados �ticos".
Entenda tamb�m que o CRM, apesar de ser �rg�o
normatizador e fiscalizador da Medicina, depende de queixas formais ou fatos
not�rios e p�blicos, para agir (not�cia em jornal, por ex). Depende-se de
uma queixa, seja do paciente, do m�dico ou de qualquer cidad�o que queira
denunciar algo. N�o � vi�vel (e talvez n�o seja recomend�vel) ao CRM uma fun��o investigativa espont�nea sobre cada
m�dico.
E mais, para finalizar, as den�ncias s�o
sempre sigilosas (todos s�o inocentes at� prova em contr�rio),
e devem ser feitas ao CRM, e nunca, fique claro, nunca
devem ser feitas publicamente, como num grupo de debates da
Internet, por exemplo. Tal a��o, se levar � identifica��o da
colega, pode configurar delito �tico tamb�m do
denunciante!
Abra�os, estou a seu dispor!
Diretor de Defesa Profissional da
SBORL
Tels. 21-537-3115 e 527-0943
CREMERJ - Sede - tel. 21-559-0018
Seccional Petr�polis - tel. 24-243-4373
----- Original Message -----
Sent: Monday, September 25, 2000 8:22
PM
Subject: [otorri.] Re: [otorri.]
D�vida
Gostaria de tamb�m lan�ar minha
indigna��o com rela��o � colegas que se auto intitulam otorrinolaringologistas e
ainda, s�o apoiados por professores de
Faculdade, os quais assinam cartas corroborando com uma mentira e
desvalorizando nossa especialidade. � o que est�
acontecendo em Tr�s Rios (RJ), cidade em que uma colega al�m de trabalhar
na Prefeitura nessa especialidade, ainda , pasmem, conseguiu entrar para
a Unimed local. A colega n�o opera, n�o sabe interpretar
audiometrias, TC ou videolaringoscopias. Sou propriet�ria de um Servi�o de
ORL na cidade e nenhum exame pode ser mandado para ela sem laudo. � uma
enganadora e que inclusive agora, no Congresso de Natal pretende
apresentar um trabalho, sem que nenhum comprovante de especialidade lhe
tenha sido exigido. � apoiada por colegas
da cidade de Petr�polis (bem pr�xima � nossa) por�m n�o
conseguiu l� nenhum emprego p�blico nem entrar para nenhum conv�nio (por
qu� ??????). O que a diferencia de n�s, que tanto sacrif�cio fizemos para
fazer uma Resid�ncia M�dica e at� quando estaremos � merc� desses
enganadores ?
Val�ria Lannes.
Prezado
Pedro e demais
Colegas,
Vamos
considerar a real situa��o da distribui��o dos otorrinos no Brasil: uns
300 munic�pios brasileiros com otorrinos, etc... como foi discutido
anteriormente. Pois bem, � uma pr�tica muito comum no interior do
Brasil, e n�o precisa ir muito longe (posso citar a minha cidade que �
Franca-SP), alguns colegas que fizeram um estagio n�o reconhecido,
n�o completaram a resid�ncia, ou terminaram a gradua��o e se
lan�aram no mercado de trabalho e na parede em letras garrafais
colocam : OUVIDO, NARIZ E GARGANTA, prestando atendimento em
otorrinolaringologia, tomando espa�os de quem fez tudo direitinho.. N�o
s�o membros da SBORL, n�o tem t�tulos de especialista e n�o
completaram a resid�ncia. Fazem algumas cirurgias de A+A, septo,
tumorzinho, etc... e quando a coisa complica, vaselinam e encaminham o
caso para a gente ou outros colegas e n�s seguramos a "bucha".
Atendem conv�nios tanto quanto a gente, n�o complicam para eles,
pedem poucos exames e s�o adequados para aquilo que interessa aos
patr�es da medicina de grupo, barganham pre�o baixo de consultas e
e de exames de audio ( muitas vezes explorando as fonoaudi�logas) em
benef�cio pessoal excluindo a concorr�ncia do plano de sa�de e
concordando com pre�os mais baixos da consulta e procedimentos,
etc... N�o
discuto o direito deste colega em exercer a medicina no que bem
entende, mas concorrem com a gente corpo a corpo, se adequam ao
"sistema" e na hora do vamos ver o paciente quer resolver sua otite,
amigdalite e, muitas vezes nem sabe o nome do m�dico que o conv�nio
encaminhou e emitiu a guia.
A
realidade do interior, mesmo em cidades maiores como a nossa � dif�cil.
Em cidades grandes ou em capitais a realidade profissional � outra.
Ent�o o que fazer para proteger o colega que fez residencia, tem o
t�tulo de especialista, � membro da SBORL em dia com suas
anuidades. Eu lhes pergunto, ser� mesmo que idealmente ocorrer� o
credenciamento universal ??? Eu acho que na minha cidade isto nunca
ocorrer�... seria �timo, mercado de trabalho livre, f�rum de discuss�o,
o ideal... mas colegas, o buraco � mais embaixo. Enquando o CRM permitir
o livre exerc�cio de especialidades, sem crit�rios, sem
provas de t�tulos e reexames peri�dicos, todos e quaisquer um poder�o
fazer o que bem entende. Os conv�nios contratam quem bem lhes conv�m,
pagam oque querem e para cada um que sai tem dois para entrar no
lugar. Uma
outra situa��o que reflete a realidade de como se exerce a medicina no
interior do Brasil � a necessidade do colega ser cotista de um hospital
que detem um conv�nio para trabalhar. Cobra-se de US$ 40.000 a US$
80.000 para ser membro daquele hospital e por conseguinte ter acesso
aqueles doentes conveniados e, n�o � s� em institui��es particulares, a
Unimed de Franca pediu R$ 50.000 para que o colega pudesse entrar
para a cooperativa, internar e operar no hospital da cooperativa e
na Santa Casa, que �
p�blica. Que
reservassa de mercado !!!! Pr� trabalhar ou � rico ou bem nascido !!!
Coitado daquele como eu que quando come�ou n�o tinha nem onde cair
morto. Reserva de mercado para quem pode
mais...
Este � o mundo verdadeiro, real e selvagem da medicina, aqui e
agora. Acho
que a SBORL est� no caminho certo, o Dep. Defesa Profissional, na pessoa
do Marcos e de outros tantos � excelente, o Ricardo teamb�m tem boas
ideias,
mas... Os
planos de defesa e avan�os devem ser planejados e executados a curto
m�dio e longo prazo. Qual a for�a juridica da SBORL como sociedade para
impedir o inadequado exerc�cio da ORL??? quanto tempo voces acham que
vai demorar para se efetivarem as mudan�as?? E aqui no interior
paulista, em Macap� ou
Xanxer�??? Achei
mesmo interessante o selo, podem at� achar papagaiada mas, sinceramente,
tenho orgulho de ser membro da SBORL, da SBCCP, ter seus T�tulos de
Especialista e fix�-los na parede, foi dif�cil para mim, para meu colega
l� em Boa Vista ou Macap� ou mesmo em Passo Fundo e para tantos outros
chegarmos l�. Por que n�o valorizarmos o que j� � nosso, est� em
nossas m�o e n�o custar� tanto
??? Um
grande abra�o a todos e...desculpem-nos o
desabafo. Gustavo.
At 19:12 19/09/00 -0300, you wrote:
Confesso que gostaria de
entender a senten�a: Hoje em
dia qualquer um coloca na tabuleta : > "OUVIDO , NARIZ E
GARGANTA" e sai por a� fazendo amigdalectomia" escrita por alguem do grupo. alguem poderia me ajudar nessa
tarefa?
Obrigado
pedro
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