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Ci�ncia e poesia - Terapia n� 2
Bula:
Indica��o: Mentira e sofisma.
Modo de usar: Poema a ser lido para o mentiroso, cara a cara.
Posologia: Dose �nica. Se n�o cessarem os sintomas, � recomend�vel que a v�tima procure uma fonoaudi�loga, e solicitar que ela fa�a-lhe nhem, nhem nhem tamb�m, seja l� o que isto for, deve ser bom e resolver.
Via de administra��o: Utilizar tom direto, e proteger-se da rea��o, como v�mito desconexo.
Efeito desejado: Perceber que a Verdade nada teme, e que os poderosos devem ser contariados para se manterm ou tornarem humanos. Ou apenas lembrados que morrem tamb�m, nus e s�s, como todos os outros seres humanos.
 
Trechos
 
A verdade, se ela existe
Verse-� que s� consiste
Na procura da verdade
Porque a vida � s� metade    
 
Teu in�til dever
Quanta obra fa�a cobrir� a terra
Como ao que a fez, nem haver� de ti
Mais que a breve mem�ria
 
Fernando Pessoa (1888-1935) Poeta portugu�s
 
Respostas concretas a tais agress�es (que s�o clamorosamente pessoais):
 
- Nada foi feito de concreto:
    Nosso proposta inicial era conscientizar, e isso foi conseguido! Vide o Triol�gico, o tema desta elei��o e o papo inflamado neste grupo! Os planos a longo prazo est�o sendo atingidos, ou algu�m acha que antes de conscientizarmos a todos poder�amos ter alcan�ado apoio interno para a��es? Agora, sim, est� claro que termos respaldo para a��es mais e mais concretas, que � o desejo de todos.
 
- N�o obtivemos resultados:
    Que resultados esperava? Ou apenas desejava o que n�s todos queremos? Se souberem a solu��o m�gica, venham correndo aplic�-la, pois estamos, como sempre, abertos �s sugest�es. Algu�m deseja uma lista de resultados? Ou achamos que ser� f�cil ganharmos mais, com tantos m�dicos sendo gerados?
 
- Que fomos omissos:
    Mas ao mesmo tempo cita que fizemos at� o que a AMB deveria ter feito. Isso � omiss�o?
    TCCs, TAP, pareceres, 2 F�runs de Def Prof, C�maras T�cnicas em CRMs, palestras em v�rios estados, idas � AMB, CFM, Bras�lia, etc, etc, assim, se perder dias de consult�rio e noites se sono � mordomia, bem, temos um escandalo! Ora, somos amadores, mas mesmo que nos dedic�ssemos em tempo integral, restaria muito a ser feito e fica muito f�cil ser criticado. Mas tal cr�tica �cida e deselegante ï¿½ mero sinal de que a Defesa Profissional deve ser fortalecida, e isto amb�m custa mais. E n�o aceitamos nem vamos tolerar tais cr�ticas de forma e conte�do e pol�tico-eleitoreiro, venham de quem vier!    
 
- Fomos covardes:
    Nem mereceria resposta, mas j� que tocou no assunto...
    Covardia � se deixar acuar, como alguns, por press�o acad�mica. Verdadeira covardia seria amea�ar ou pressionar de forma ostensiva ou velada. Mas pergunto: que for�a acham que eu tenho para prejudicar algu�m? Sou um mero m�dico assistencial no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Que mal poderia fazer a algu�m?
    Imaginam que eu poderia reprovar seu filho na Resid�ncia ou Mestrado? N�o lhe proteger no Doutorado? N�o aceit�-lo em meu Servi�o? N�o lhe convidar para meus Cursos e Congressos? Executar-lhe um boicote nacional? Acham que eu poderia ser impunemente grosseiro a ponto de tentar quase expuls�-lo do meu site de minha Disciplina de minha Universidade p�blica?
    Ou ser� apenas inc�modo por ter de suport�-lo opinando e argumentando com clareza no meu site, demonstrando minha ignor�ncia em assuntos que n�o domino, e ainda mais fazendo a cabe�a de meus disc�pulos gentilmente criados e disciplinados por mim - era para pensarem como nosso grupo pensa, como eu penso, para que eu tenha bastante influ�ncia e poder?
    Quem seria este ousado covarde que clamorosamente e nas minhas barbas de professor doutor ousa estimular os mais jovens a serem totalmente independentes, com pensamento aut�nomo, dizendo o que pensam, um sonoro n�o ï¿½ tirania, � manipula��o e � press�o de quem deveria ensinar por obriga��o e voca��o, e n�o por simpatia ou favor a ser cobrado? 
 
    Afinal, ser� impress�o nossa, ou est�o ofendidos com estarmos participando de seu site, onde � grosseria discordar do chefe, mas ele pr�prio assiste e alberga ofensas gratuitas, e parece querer que saiamos e deixemos este grupo ao seu dom�nio. Ora, quanta vaidade, pretens�o e vazio estaria escondendo?
 
    Isto pareceria mais desespero de quem acha que foi tra�do por seus disc�pulos, e descobriu que o voto secreto lhe surpreendeu com uma rejei��o � tal emp�fia metida a elegante que lhe caracteriza. Pois �, aqueles adesivos colados � for�a n�o garantiram o voto...
    E que absurdo inesperado, ele foi sem medo enfrentado!
 
- Que gastamos muito, que tais gastos abalaram a SBORL, e pede auditoria:
    Pe�o tamb�m e pedi por 2 vezes � Stella Maris e ao tesoureiro (da sua chapa) que mostrasse quanto a Defesa gastou, para justamente demonstrar que foi gasto muito pouco, perto do que foi feito. Ainda n�o fui atendido. E algu�m espera que a Defesa d� lucro direto, com patroc�nio de conv�nios? E saibam mais: a Assessoria Jur�dica foi cortada por press�o justamente do seu candidato a tesoureiro, da� a inevit�vel discord�ncia da Defesa Profissional, que protestou � �poca, e somente agora obteve a necess�ria recontrata��o.
 
- Fizemos nhem-nhem-nhem com fonos:
    Afinal, fiquei curioso, isso � bom ou mau? � gostoso? Bem, quanto a garantir o espa�o profissional de direito do ORL dependemos de a��es profissionais (e n�o amadoras e emocionais) de forte base jur�dica que resultem em benef�cios (sem arriscar piorar a situa��o). N�o d� para ser impetuoso e v�o nesta interven��o - intervir de forma competente neste campo de fronteiras � uma das prioridades determinadas pelo F�rum de Natal, e que devem ser atendidas, com a Assessoria Jur�dica e buscando refor�o na AMB, no CFM e no Legislativo. Ah, vale lembrar que v�rias especialidades t�m problemas (Oftalmo, Ortopedia, Fisiatria., Psiquiatria, etc.), que estamos articulando fortes a��es conjuntas, e que isto tudo importa em mais custos, como contar com advogado que o tesoureiro inviabilizou.
    E mais, se est� se referindo a reagir pouco �s invas�es, vale citar a retalia��o oficial que foi feita � atitude oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabe�a e Pesco�o, cuja democracia � t�o transparente que sabemos seu pr�ximos presidentes com anos anteced�ncia. O que aconteceu? Ora, ao mudar a regra de seu t�tulo de especialista, suprimindo a aceita��o de ORL como pr�-requisito suficiente para sua Resid�ncia e TE, os dirigentes da SBCCP prejudicaram intencionalmente a carreira de v�rios colegas ORL que tinham potencial para desenvolver-se pelo seu campo oncol�gico, forma como ï¿½ vista a CCP na maior parte dos pa�ses. Assim, nosso rep�dio significou uma atitude forte, que criou um impasse e est� levando ao entendimento em bases muito mais l�gicas e justas.
  
- S� fizemos poesia:
    �, fizemos algumas, inspirados em tanta bobagem, mas n�o foi s� isso. E admito que ficamos devendo uma cr�tica liter�ria imparcial paga pela SBORL sobre a qualidade do meu pobre texto. E juro que nunca cobrei direitos autorais, mesmo porque acho que ningu�m aceitaria pagar... (A exist�ncia dessa queixa e a minha triste constata��o s�o brincadeira!)
 
"Quando voc� enfrenta um ditador h� sempre riscos. Mas o maior risco � n�o enfrentar um ditador"
 Margareth Thatcher, ex-primeira ministra brit�nica
 
Marcos Sarvat

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