O Sarvat devia falar e escrever menos e agir mais porque at� agora n�o mostrou a que veio na Defesa Profissional da ORL.
 
 
Ricardo Bento
 
-----Mensagem Original-----
Enviada em: S�bado, 14 de Abril de 2001 17:25
Assunto: Re: [otorri.] Defesa Profissional

    Caros colegas:
 
    P�scoa � tempo de Ressurrei��o, s� que alguns n�o entenderam bem a quest�o. N�o se trata de fazer ressurgir um candidato morto - e olha que curioso, logo na cidade de Natal! - sugestivo, n�o �?
    Pior, confundir com desuni�o, pregando abertamente a ruptura de uma representatividade nacional e democr�tica - que a nada leva! E confundir com insurrei��o, atentando contra o Bom Senso e acreditando em mentiras - de que nada se est� fazendo!
    Assim, acabam tamb�m em mera confus�o - ou maus len��is, lembram da figura?
 
    Mas sendo tempo de Ressurrei��o, trataram de pegar um para Cristo...
    Bem, se � esse o tema (relat�rio de queixas) temos algumas outras para apontar, em ordem de import�ncia do maior problema (1) para o menor(10) - aqui minha mera opini�o:
    1. Ministro da sa�de candidato e economista;
    2. Ministro da educa��o abridor de escolas de Medicina;
    3. Professores de especialistas que n�o ensinam �tica, seja na pr�tica ou na teoria;
    4. Planos e seguros de sa�de escravagistas;   
    5. Fonoaudi�logos (e m�dicos) metidos a otorrinolaringologistas;
    6. M�dicos muito reclamantes com cr�ticas muito pouco construtivas;   
    7. O enorme tempo dedicado ao trabalho na SBORL pela Diretoria;  
    8. Ter�o os mais sens�veis percebido a otorrino-poesia?
    9. Queria lhes poupar, mas como carioca n�o resito � rima final com paulista...
    10. Quer mais? Fa�a tamb�m a sua lista de 1 a 10, e envie para [EMAIL PROTECTED] !
 
    Bem, de qualquer modo, vejo com satisfa��o que o paciente, no caso n�s m�dicos, estamos tomando cada vez mais consci�ncia da import�ncia de pensarmos e agirmos coletivamente em termos de Defesa Profissional. E exatamente como nossos pacientes, parece que precisamos piorar, nos incomodarmos mais, termos mais sinais e mais sintomas, para ent�o a� sim nos deixarmos operar por uma equipe, n�o de leigos, mas que efetivamente tenha estudado o assunto - o que n�o nos isenta de participarmos ativamente de cada decis�o terap�utica, e aceitarmos os eventuais efeitos colaterais. Ou ser� que exigimos solu��es m�gicas, como fazem nossos piores pacientes? Aja e Haja!  
 
    At� pouco tempo atr�s, nossa maioria sempre atribuiu � tal defesa profissional uma a��o de defesa pecuni�ria, a ser levada por um pequeno grupo de sindicalistas - meio sub-doutores, n�o merecedores de ter seus temas favoritos inclu�dos em Semin�rios, Encontros, Jornadas, Congressos ou Reuni�es Cient�ficas onde assuntos acad�micos extremamente relevantes para a Medicina eram debatidos, sem quaisquer interesses estranhos ou v�nculos com empresas patrocinadoras. Perceberam a ironia?
 
    Pensem bem, nos eventos promovidos pelos denunciantes, j� viram algo, algum dizer, pequeno que seja, sobre tais assuntos aparentemente indignos de sua nobreza?
 
    O lema da verdadeira Defesa Profissional sempre foi algo como "Agir para viabilizar que cada m�dico possa aplicar tudo que aprendeu em sua pr�tica, de forma �tica e eficiente, de modo que possa viver dignamente, com prest�gio e rendimentos � altura de sua relevante fun��o social". N�o concordam que isso mereceria mais espa�o acad�mico?
 
    Agora pergunto: algum residente antigo ou novo teve aulas, debates ou conversas sobre isso?
 
    N�o, e sabem por que? Porque a grande parte de nossos professores-doutores, com sua vis�o reducionista e elitizada exerceu muito mal suas fun��es. Nossa forma��o universit�ria (p�blica e privada), por eles determinada, excluiu deliberadamente os temas por eles definidos como pol�ticos (sabem l� o que seja Pol�tica?), o que significaria pensar e ensinar �tica e Papel Social do M�dico em todas as cadeiras, disciplinas e nobres c�tedras.
 
    E l� fora, na selva, pior, agem livres, protegidos por suas pessoas jur�dicas, alguns (ou muitos) industriais propriet�rios de cl�nicas que tanto subverteram o espir�to artesanal da Medicina. Afinal, ganhar sem trabalhar parece irresist�vel, e os conv�nios s�o maravilhosos nisso, e porisso existem - e os (maus?) m�dicos os querem. Os credenciados recebem a carteira de clientes para explorar (ordenhar) e os que quiserem trabalhar ter�o de lhes pedir acesso. Que boa id�ia! Assim, podem p�r profissionais novos e baratos (sejam m�dicos ou fonos) e faturar de longe, sem competi��o. E quem ir� se insurgir contra isto? Uma sociedade brasileira de otorrinos - paralela, sem representividade na AMB ou no CFM? A tend�ncia atual � de fus�o entre Sociedades, como acaba de fazer (acompanhei bem de perto) a Soc Bras e o Conselho Bras de Oftalmologia, justamente para ganharem for�as! E vem agora alguns insensatos proporem divis�o!
 
    Meus parab�ns ao colega Gustavo Caldeira. � isso a�: a Medicina (e a ORL n�o poderia ser diferente), � uma atividade artesanal, feita pelo profissional, com suas m�os, para cada cliente, exatamente como ele declara. Ou�amos o Bom Senso de uma conduta a ser seguida e entendida como partida para a solu��o! Afinal, n�o s�o nossos pares otorrinos (ou quem entende de ORL - outros m�dicos?) que contratam fonos e m�dicos para fazerem o servi�o industrial ficar mais barato? - e ganharem no atacado? Este � o termo - no atacado-atentado � �tica profissional...
 
     Agora, voltando � abalada base acad�mica, onde estavam eles que n�o souberam da realidade l� fora, que estava se de-formando? Logo eles que deveriam estudar tanto, serem enfim capazes de prever a evolu��o, e corrigir seus desvios na origem?
    Ouso responder: estavam eles mais ocupados em alongar seus cabe�alhos de receitu�rio, que � �poca lhes rendiam pacientes privados, e nossos professores-doutores (n�o generalizar, por favor) foram levando a coisa do jeito que lhes interessava, pois quanto pior a forma��o, mais eles se sobressa�am. Que heresia, n�o exageremos, mas d� para pensar!  Aqui abro parenteses para render homenagem ao Prof. Marcial Salaverry, que al�m de grande cientista, tamb�m foi um grande homem, cidad�o e professor, de fato, de como educar m�dicos, e n�o formar meros t�cnicos, no caso, em ouvidos, nariz e garganta.
 
    Agora, tentando recuperar esse tempo perdido por nossos sonhadores professores, a SBORL mostrou-se uma Sociedade pioneira no despertar para essa tem�tica, e sofreu cr�ticas maldosas, quando diziam que se deixassem, os homens da defesa ocupariam todo o Congresso com isso.... E foi justamente a partir dessa insistente op��o por esse debate, que tivemos alguma tomada de Consci�ncia do M�dico! Assim, a SBORL foi a 1� Sociedade M�dica a intensificar essa Defesa Profissional, de forma s�ria, respons�vel e profissionalizada, �s custas de muito investimento e esfor�os.
 
    E, finalizando, a SBORL como um todo (e a Defesa Profissional em especial) est� agindo intensamente (ficou claro o termo?) para corrigir todos os desvios relatados pelos colegas, e outros mais, com v�rias reuni�es, considera��es jur�dicas, idas � Brasilia, encontros no CFM, sendo que este tem sido muito sens�vel e ativo nesse processo.de defesa do Ato M�dico, especificamente em ORL.  
    Assim, tranquilizo-os dizendo que v�rias a��es coordenadas est�o em andamento, e devem dar seus frutos em breve. Pe�o aos bem intencionados que aguardem e ter�o seus justos anseios atendidos, dentro do que for realista e poss�vel, em termos l�gicos, �ticos, legais e pol�ticos.
    E estou otimista, ali�s como sempre!
    (�pa: n�o � verdade, n�o sou otimista quanto � recupera��o de falta de car�ter - � caso perdido!)
 
    Abra�os a todos
 
    Marcos Sarvat
    Diretor de Cursos da SBORL
 
PS: Boa P�scoa e Boa Campanha da Voz para todos!
Ali�s, falando nisso, a trincheira de luta tamb�m � l� mesmo, na rua e no hospital, falando alto, pondo a cara pro tomate - falando sobre Voz - rouquid�o, pigarro, dor na garganta e dificuldade em engolir. Ou a quem mais caber� esse assunto? Vejam a grande cobertura nacional sobre a Campanha!
 
Colega: conhe�a o novo site da Central
e acesse ao Banco de Dados que permite r�pida busca de M�dicos, Servi�os e Cl�nicas
(muito mais que um plano de sa�de)
Liberdade de Escolha - Autonomia e Dignidade para m�dicos e pacientes
Central de Conv�nios
�rg�o das Entidades M�dicas do Estado do Rio de Janeiro
SOMERJ   CREMERJ   SINMEDs   Sociedades de Especialidades 
 
 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, April 11, 2001 10:48 PM
Subject: Re: [otorri.] defesa profissional

> ---------------------------------------------------------------
> Mensagem enviada por [EMAIL PROTECTED]
> ---------------------------------------------------------------
>
> ...
> Cara Jana�na e Colegas,
>
> Parab�ns pela discuss�o sobre o assunto da invas�o profissional.
> H� anos falamos sobre o assunto e sempre se achou que estavamos exagerando.
> Repetimos mais uma vez:
> A fonoaudiologia estar� para a otorrinolaringologia como a psicologia esteve
> para a psiquiatria.
> O problema � muito grave e acho que j� perdemos o p�, pois a SBORL sempre
> foi omissa neste assunto e as fonoaudi�logas cresceram sem contr�le. Alguem
> no grupo falou que s�o 5.000, errado j� s�o 20.000 !!!! e nos proximos anos
> (5 anos) dobrar�o pelo n�mero de faculdades funcionando. � uma escola barata
> para se montar, barata para manter e portanto altamente lucrativa. A maioria
> dos profissionais n�o s�o arrimo de fam�lia e portanto aceitam trabalho a
> sal�rio barato. Para os centros de diagn�sticos por exemplo � muito mais
> barato contratar fonos do que m�dicos para dar laudo de audiometria,
> otoneuro, bera e pasmem, fibroscopia de laringe, depois quem assina � o
> m�dico respons�vel pelo centro. Os outros especialistas n�o precisam mais
> encanminhar para o ORL para fazer estes exames pois o laudo do centro
> diagn�stico j� vem pronto e depois � s� tratar o doente....
> Existe um grande problema nisso tudo. Fonoaudiologia � uma profiss�o como
> Medicina, eles tem um Conselho Federal que por sinal � muito ativo. O ORL
> n�o tem um Conselho Federal, portanto quem tem que se contrapor ao Conselho
> da fono � o Conselho da Medicina. Para o nosso Conselho este problema �
> menor, pois a otorrino � uma das muitas especialidades. A SBORL teria que
> martelar diariamente no CFM quanto a isso e efetivamente entrar com a��es na
> justi�a de exerc�cio ilegal da profiss�o de m�dico.Pelo numero elas tem
> muito mais lobby que n�s no Congresso Nacional e portanto ganham todas, s�
> se o CFM nos ajudasse. V�rias portarias j� foram publicadas com assuntos
> pr�-fonopublicou. No final do ano passado o Di�rio Oficial, publicou
> resolu��o na qual � o FONOAUDI�LOGO e n�o o m�dico, o respons�vel pela
> triagem neo-natal para surdez. No mesmo dia eu mesmo mandei uma c�pia para a
> SBORL pedindo provid�ncias e at� agora nada aconteceu, e provavelmente nada
> acontecer�. Nestas coisas, meus amigos, a a��o tem que ser r�pida, pois
> sen�o n�o reverte.
> A hist�ria j� relatada por voc�s dos panfletos, �nibus com an�ncios de que
> problemas de surdez e voz devem ser tratados por fonos etc.. tamb�m j� foi
> discutida nesta p�gina v�rias vezes, quem acompanha faz tempo j� viu. E j�
> viu tamb�m que mandamos protocolada e oficialmente para a SBORL tais coisas
> e nem resposta tivemos, nenhuma a��o foi tomada.
> Estamos montando um grupo extra SBORL para que possamos tomar a��es
> concretas para estabelecimento das reais atitudes que devemos tomar. A SBORL
> fez reuni�es com as fonos chamadas de camaras setoriais que s� deram em
> discuss�o com elas e nenhuma conclus�o chegou. Quem tem que fazer isso � o
> CFM, pressionado pela SBORL ou grupos de ORL extra SBORL, j� que a mesma n�o
> o faz. O CFM deve publicar portarias com resolu��es de prote��o ao ORL, a
> SBORL deve pressionar.
> Bem... sabe-se l� os interesses em jogo....
> Continuem se organizando acho que o futuro dos mais jovems na especialidade
> passa por a�.
>
> Ricardo Bento
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "janacrn" <[EMAIL PROTECTED]>
> To: <[EMAIL PROTECTED]>
> Sent: Wednesday, April 11, 2001 9:39 PM
> Subject: Re: [otorri.] defesa profissional
>
>
> ---------------------------------------------------------------
> Mensagem enviada por "janacrn"<[EMAIL PROTECTED]>
> ---------------------------------------------------------------
>
> ...
>  Caro Ivo, j� enviei por e-mail, s� que a sociedade me
> pediu para enviar mensagem por escrito, via correio, .
> Acredito, por�m que deve ser uma atitude nacional da
> especialidade um manifesto em conjunto com enfoque de
> todos- jana�na
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