Car�ssima Dina,
 
    Quem vive o problema diariamente tem uma no��o bem real. O maior castigo de um condenado � ter que conviver com gene de sua esp�cie. O p�blico de fora s� tem contacto com esta realidade atrav�s da arte. A pe�a de Pl�nio Marcos "Barrela" explora esta problem�tica e produziu grande impacto.
 
    A sociedade tem de se esfor�ar no sentido de n�o permitir e n�o tolerar que tais atitudes (que se caracterizam, sobretudo, por falta de piedade e probidade) sejam adotadas pelos que est�o fora das grades. Note-se que j� nem estamos falando de ressocializa��o do detento, ou seja, fazer com que ele mude os seus sentimentos.
    Mas, isso � trabalho. Divirta-se que hoje � sexta!
 
                                    Elvan
 
 
----- Original Message -----
From: Dina
Sent: Friday, August 11, 2000 12:38 AM
Subject: [Juris-L] MORTE SOB CUST�DIA - Assass�nio Indireto

Caro Elvan, 
 
Esta semana recebi uma cartinha que dizia assim: 
" Dra. tenho muito respeito e estima pela senhora, mas sobre o pedido que a senhora me fez e
  fiquei de lhe responder, 
  agora lhe trago minha resposta. 
  Tudo pode acontecer...n�o posso lhe garantir nada." 
 
 
Esta preso por 157 simples, foragido de S�o Paulo, passou 23 anos de sua vida preso, tem 43 anos,  
condenado a mais de 180 anos, 16 mortes dentro da penitenci�ria de SP.
Eu tinha pedido para que ele parasse, que isso n�o ia levar ele a lugar nenhum, etc, etc...
 
Cerca de 1.50 de altura e uma mente brilhante, me pediu uma concess�o para n�o "passar o dia pensando besteira, arquitetando e fumando a erva" ( palavras dele).
Disse se eu conseguisse que eu ia subir 2 degraus l� dentro..., etc, etc,
eu dei um leve sorriso; 
"n�o pense nisso, n�o fa�o nada em troca de outra coisa,
ou pela import�ncia de algu�m, a sua import�ncia nem vc conhece"
A lei l� dentro � do c�o. Os pr�prios presos se encarregam com as pr�prias m�os de justi�arem.
As 23 mortes na PPBC no ano passado, foi uma lavagem a ferro e fogo que fizeram contra os presos que estrupavam m�es, filhas, irm�s, entre outras visitas dos pr�prios presos.
O que acontece nesses casos � o rod�zio, chamados "medida de seguran�a".
 
Agora vou ver o J�, Um pedagofo que passou 130 vezes pela Febem.
 
Se tiver tempo e for permanecer em Recife, vou lhe convidar para o Conselho Comunit�rio.
 
Sd�s, Dina
 
 
 
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