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Prezado Elvan, Por
certo não fiques impressionado com a constatação desta
realidade.
Não há mais como esconder por temeridade...
ou fadiga... de olhar e fazer de conta que não
vê.
O que
vem sendo como água em pedra dura, cobrado das autoridades,às
punições cabíveis.
Administrativamente... é difícil de se
encontrar uma solução eficaz, pois depende-se de provas...,
depoimentos, testemunhos...etc.
Humanamente pode ser feito pelo rastro da
indignação.
Existem
poucos grupos mobilizados que fazem da indignação um processo de
alerta a sociedade e vigilância.
O que
Graças a Deus vem sendo paulatinamente denunciado, pela impressa.
É preciso vozes grandes... ou estaríamos ainda em duros tempos...
é um grande hospital de custódia.
A LEP
tem 14 anos, recentemente foi criado o Conselho Comunitário, sob o manto
da proteção estatal,
o que
confere segurança...para o trabalho.
Gostaria de tua participação. Este final de
mês temos reunião no Tomas de Aquino.
É isso aí, vamos descansar! abraços! Dina
*
Caríssima Dina, Quem vive o problema diariamente tem uma noção bem real. O maior castigo de um condenado é ter que conviver com gene de sua espécie. O público de fora só tem contacto com esta realidade através da arte. A peça de Plínio Marcos "Barrela" explora esta problemática e produziu grande impacto. A sociedade tem de se esforçar no sentido de não permitir e não tolerar que tais atitudes (que se caracterizam, sobretudo, por falta de piedade e probidade) sejam adotadas pelos que estão fora das grades. Note-se que já nem estamos falando de ressocialização do detento, ou seja, fazer com que ele mude os seus sentimentos. Mas, isso é trabalho. Divirta-se que hoje é sexta! Elvan----- Original Message ----- From: DinaTo: [EMAIL PROTECTED]Cc: PENAL ; Juris ; direitoSent: Friday, August 11, 2000 12:38 AM Subject: [Juris-L] MORTE SOB CUSTÓDIA - Assassínio Indireto Caro Elvan, Esta semana recebi uma cartinha que dizia assim: " Dra. tenho muito respeito e estima pela senhora, mas sobre o pedido que a senhora me fez e fiquei de lhe responder, agora lhe trago minha resposta. Tudo pode acontecer...não posso lhe garantir nada." Esta preso por 157 simples, foragido de São Paulo, passou 23 anos de sua vida preso, tem 43 anos, condenado a mais de 180 anos, 16 mortes dentro da penitenciária de SP. Eu tinha pedido para que ele parasse, que isso não ia levar ele a lugar nenhum, etc, etc...Cerca de 1.50 de altura e uma mente brilhante, me pediu uma concessão para não "passar o dia pensando besteira, arquitetando e fumando a erva" ( palavras dele). Disse se eu conseguisse que eu ia subir 2 degraus lá dentro..., etc, etc, eu dei um leve sorriso; "não pense nisso, não faço nada em troca de outra coisa, ou pela importância de alguém, a sua importância nem vc conhece"A lei lá dentro é do cão. Os próprios presos se encarregam com as próprias mãos de justiçarem. As 23 mortes na PPBC no ano passado, foi uma lavagem a ferro e fogo que fizeram contra os presos que estrupavam mães, filhas, irmãs, entre outras visitas dos próprios presos. O que acontece nesses casos é o rodízio, chamados "medida de segurança". Agora vou ver o Jó, Um pedagofo que passou 130 vezes pela Febem. Se tiver tempo e for permanecer em Recife, vou lhe convidar para o Conselho Comunitário. Sdçs, Dina
Caro Waldemir, A morte de presos nas celas muita vez não passa de um asassínio indireto. O preso é posto numa determinada cela para morrer. Não importa que implore de joelhos para não ser morto. Os carcereiros podem ser mais cruéis do que os piores marginais. A notícia publicada anteontem, aqui no Recife, deixou-me impressionado. ASSASSINATO DENTRO DO PRESÍDIO ----------------------------------- Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] Mensagens: http://www.mail-archive.com/[email protected] Bate-papo: http://www.grupos.com.br/grupo/bate_papo.phtml?grupo=penal ----------------------------------- http://www.iBazar.com.br/index.cgi?FU706347 |
