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----- Original Message -----
From: Celso Galli
Coimbra
Cc: [EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED] ; Estado de Sao Paulo
Forum do Leitor ; Folha de Sao Paulo Painel do Leitor ; Gina
Sent: Monday, September 04, 2000 8:25 AM
Subject: [Direito_Saude] DOR E MORTE Folha de Sao Paulo 03.09.2000
O Artigo da revista "Anaesthesia", mencionado abaixo na Folha de S�o Paulo de ontem, foi um dos muitos materiais utilizados na Interpela��o Judicial proposta sobre os crit�rios da morte encef�lica, com mais de 70 Autores de todo o Brasil em junho deste ano. � importante registrar que a revista n�o sugeriu a
anestesia geral do "doador" ela recomendou enfaticamente a anestesia
geral.
REVISTA ANAESTHESIA Na �ltima Revista Anaesthesia, n�mero 55, de 2000, p�ginas 105 e 106 (Young and Matta), � recomendado ser feita ANESTESIA GERAL nos doadores de �rg�os devido � arbitrariedade diagn�stica dos testes para determina��o da morte encef�lica. Na Inglaterra os m�dicos est�o recusando-se a
diagnosticar morte encef�lica e a fazer transplantes.
Na Esc�cia, em maio, os transplantes card�acos foram
suspensos porque n�o havia m�dico aceitando faz�-los.
Em maio esse assunto que agora chega aos jornais foram
noticiados em direito_sa�de, considerando que essas informa��es nos chegam
diretamente de seus protagonistas via e-mail e postal e S�O CONSEQ��NCIA
DO QUE EST� ACONTECENDO NO BRASIL MESMO (N�O NO EXTERIOR), EM S�O PAULO,
ENVOLVENDO O CREMESP E O CFM, E QUE A M�DIA BRASILEIRA - SALVO RARAS EXCE��ES
COMO O JORNAL DO BRASIL - N�O NOTICIA, SUBTRAINDO-SE AO DEVER DE INFORMAR
A POPULA��O, PARA N�O COMPROMETER A MILION�RIA PROPAGANDA GOVERNAMENTAL
TRANSPLANTISTA, que n�o respeita a vida do doador enquanto ela ainda pode ser
salva.
Isso � muito grave e ser� imposs�vel n�o ser lembrado
quando essa hist�ria hoje em curso for contada.
Quem estiver interessado em c�pia da Inicial da
Interpela��o Judicial ajuizada em junho para esclarecer os crit�rios
praticados no Brasil, demonstrando os erros na declara��o do momento da
irreversibilidade da morte encef�lica, pode solicit�-la pelo email
[EMAIL PROTECTED]
Quem possuir interesse em participar tamb�m das que
entrar�o em Bras�lia e S�o Paulo pode pedir o modelo de procura��o pelo mesmo
endere�o, sem despesa de esp�cie alguma para participa��o.
[]'s
Celso Galli Coimbra
OABRS 11.352
(PS.: os destaques colocados na not�cia abaixo
s�o nossos)
----- Original Message -----
From: Gina
Sent: Sunday, September 03, 2000 7:56 PM
Subject: [direito] DOR E MORTE Folha de S�o Paulo - 03 de setembro DOR E MORTE
At� pouco tempo atr�s, a vida, pelo menos a terrena, acabava quando o cora��o
cessava de bater. O in�cio da exist�ncia � um pouco mais complexo: fil�sofos e
cientistas ensaiaram as mais diversas respostas. Parece razo�vel, por�m, afirmar
que, em termos modernos, a vida come�ava com o nascimento ou, numa vis�o
especialmente cara aos religiosos, com a concep��o. Nos �ltimos anos, esses conceitos deixaram de fazer tanto sentido. Pela no��o
de morte encef�lica, por exemplo, � poss�vel declarar algu�m legalmente morto,
mesmo com seu cora��o ainda funcionando, o que possibilita a retirada de �rg�os
para transplantes. Nos pa�ses em que o aborto induzido � permitido, o feto s�
recebe prote��o legal por volta da 20� semana de gesta��o.
Se essas mudan�as j� eram dif�ceis de assimilar, estudos recentes e novas demandas da pesquisa cient�fica prometem torn�-las ainda mais complexas. Nas �ltimas semanas, o Reino Unido se viu tomado por uma pol�mica. Dois m�dicos sugeriram, em editorial na revista "Anaesthesia", que os doadores de �rg�os fossem anestesiados para o procedimento da retirada. Para os autores, o aumento da frequ�ncia card�aca e da press�o arterial verificado durante a cirurgia poderia ser um sinal de que o corpo sente dor. A administra��o de drogas analg�sicas seria uma garantia adicional de que o "paciente" n�o estaria sofrendo nada.
A discuss�o aqui se torna filos�fica. O que � a dor
sem consci�ncia e sem mem�ria? Faz sentido um conceito de dor que n�o pode ser
percebida nem lembrada? A maioria dos m�dicos tende a compreender uma dor nesses
termos como uma rea��o org�nica reflexiva, que perderia seu sentido de
"sofrimento". Pacientes cir�rgicos anestesiados apresentam maior
atividade cerebral do que pessoas com morte encef�lica. Na
cirurgia, seus sinais vitais exibem altera��es semelhantes �s verificadas nos
doadores. Mesmo assim, quando acordam,
n�o se queixam de ter sofrido durante o procedimento.
O Reino Unido foi apanhado por essa
pol�mica enquanto ainda tentava assimilar a not�cia de que o governo pretende
liberar pesquisas cient�ficas com embri�es de at� 14 dias, tamb�m para fins de
transplantes. As fronteiras que
determinavam o in�cio e o fim da vida est�o sendo alteradas. E num
grau que coloca problemas para a capacidade do homem de elaborar sistemas �ticos
que ofere�am respostas a essas quest�es. Mesmo assim, n�o parece uma tarefa imposs�vel.
No fundo, trata-se de decidir at� que ponto se pode dispor dos j�-n�o-vivos e
dos ainda-n�o-vivos para manter justamente a
vida. INSTRU��ES: INSCRI��O, enviar mensagem em branco para: [EMAIL PROTECTED] PARA ler os artigos sobre morte encef�lica: http://www.egroups.com/files/direito_saude/ PARA visitar os sites sobre morte encef�lica: http://www.egroups.com/links/direito_saude/ PARA acessar a p�gina principal deste Grupo: http://www.egroups.com/group/direito_saude COMUNICA��O com a Administra��o da lista: [EMAIL PROTECTED] ----------------------------------- Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] Mensagens: http://www.mail-archive.com/[email protected] Bate-papo: http://www.grupos.com.br/grupo/bate_papo.phtml?grupo=penal ----------------------------------- http://www.iBazar.com.br/index.cgi?FU706347 | ||||
