Direito_Sa�de e Bio�tica -- 20.01.2002
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Saiba a verdade sobre a morte encef�lica
e os transplantes
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A VIOL�NCIA COME�A NO GOVERNO FHC



Laerte Braga



As causas da viol�ncia de um modo geral s�o conhecidas.
Um sem n�mero de cientistas sociais j� trataram do assunto,
a rigor, esgotaram-no, qualquer que seja a faceta, ou a sua raz�o.


O assassinato do prefeito de Santo Andr�, Celso Daniel tem todas
as caracter�sticas de crime pol�tico. Foi um ato de barbaridade,
t�pica rea��o de setores contrariados em seus interesses,
cujo objetivo � exemplar e servir de exemplo.  Mandar avisos.


Se remontarmos ao in�cio do governo de FHC vamos observar,
sem maiores esfor�os, que a viol�ncia contra l�deres populares,
sindicalistas e prefeitos, especificamente do PT -
Partido dos Trabalhadores - cresceu.


Foi assim com a prefeita Dorcelina Falador,
no Mato Grosso do Sul. Com o prefeito de Campinas,
Toninho e, agora, Celso Daniel. E registre-se que ambos tinham
altos �ndices de aprova��o em seus governos. O de Santo Andr�
havia sido reeleito com mais de 70% dos votos, numa cidade
de 650 mil eleitores e governava a cidade pela terceira vez.
Todos os tr�s, basicamente, acabaram com a corrup��o
nas respectivas administra��es municipais. Isso, por si s�,
significa um monte de interesses contrariados. Um leque imenso
de grupos afastados do poder. N�o que antes de FHC essa viol�ncia
n�o existisse. Claro que existia. Mas h� agravantes
no caso do governador geral do Brasil.


O massacre de Eldorado dos Caraj�s.
Os criminosos continuam impunes at� os nossos dias.
Um deles, o principal, o coronel Pantoja, foi assessor do governador
tucano do Par�, quando esse exercia um mandato de senador.
Com toda a certeza n�o vai para a cadeia. E se escrevo sobre
o massacre � para relembrar que a primeira manifesta��o
de Fernando Henrique Cardoso, logo ao tomar conhecimento
do crime, foi mais ou menos a seguinte:
"quem procura acha, a Pol�cia tem que agir".


S� mudou o discurso quando chegaram at� ele as not�cias
da p�ssima repercuss�o no exterior. Do destaque que o fato
ganhava nos jornais da redes de tev� no mundo inteiro e,
certamente, pois, divulgado � tardinha, ganharia, como ganhou,
em toda a m�dia em todo o mundo. Refiro-me a Caraj�s.


Isso para mim � cumplicidade, � sinal verde para execu��es
como as acontecem sistematicamente em todo o pa�s e agora
contra o prefeito de Santo Andr�.


O curioso � que as primeiras not�cias d�o conta que tanto
Celso Daniel, executado, como Jos� Rainha, alvo de um atentado,
foram baleados por pistolas 9mm.  N�o se pode descartar
a hip�tese de eventual liga��o entre os dois fatos.
N�o tanto pela arma, seria bobagem, mero palpite, � arma comum
entre criminosos e pistoleiros, jagun�os, mas por terem ocorrido
simultaneamente, ou quase.


� arma comum entre bandidos, repito, mas � preciso saber manej�-la.
N�o � qualquer principiante que consegue isso.
Quem n�o sabe n�o tem uma arma, tem um problema.


Falar da lentid�o da Justi�a, do despreparo, da corrup��o
e dos baixos sal�rios da Pol�cia � lugar comum, qualquer
um sabe disso, mas sabe tamb�m que as pol�cias, militares
ou civis, s�o corpora��es lato senso, estamentos e n�o segmentos
da sociedade. A pr�pria luta da maioria dos policiais corre por fora
do movimento sindical, pois sabem que s�o o bra�o do poder
e que beneficiam-se disso.


Em Minas, por exemplo, deve ocorrer em outros estados,
a Pol�cia Militar recebe no �ltimo  dia do m�s trabalhado,
ou primeiro dia �til do m�s seguinte. A quarta escala do magist�rio
vai receber seus vencimentos de dezembro amanh�, dia 21.


H� setores das elites brasileiras que vivem ainda
no tempo da escravid�o. Os latifundi�rios procedem
como se fossem senhores de escravos, com poder de vida
ou morte sobre as pessoas que trabalham para si e n�o hesitam
em promover matan�as para garantir privil�gios, muitas  vezes
de terras griladas, como por exemplo, uma das fazendas
de J�der Barbalho, ex senador e um dos principais aliados de FHC.
Vivem cercados por s�quitos de jagun�os.


A atividade criminosa permeia de tal forma a sociedade
que acaba criando la�os profundos com determinados setores
da pol�tica, do mundo dos neg�cios, gerando e disseminando
a corrup��o de tal forma que n�o existe no setor p�blico ou privado
quem n�o saiba disso e n�o s�o poucos os que se beneficiam
desse estado de coisas.


Roseana Sarney, a que vem para a campanha com pl�gio
de outra campanha, essa publicit�ria,  a de uma determinada marca
de cerveja (n�o � uma pessoa � um produto que o PFL
est� tentando vender) entre outros expedientes para vencer
as elei��es de 1994, usou o de relacionar seu advers�rio
com um assassinato e um assassino e assim evitar a derrota.


S�o Paulo � governado por um panaca, ou um banana
como dizemos aqui em Minas. Tivemos um governador assim,
Eduardo Azeredo. Todo mundo mandava e acabou o menor respeito
pela autoridade do governador na m�quina do Estado.


Alckimin � a mesma coisa. � mandado e governado dentro
de sua pr�pria casa. N�o tem vontade, nem estofo (express�o usada
por M�rio Lago, no "JB", para comparar pol�ticos de ontem
com os de hoje, sem an�lise do m�rito ideol�gico).
Produto do acaso. O governo caiu-lhe no colo e pensa que � s� olhar
para as c�meras, disparar bobagens, provocar risos ou salvar
S�lvio Santos de um seq�estrador. Pior, avalizou a vida do dito
e o dito, h� poucos dias, foi "executado em uma de "suas"
penitenci�rias. Nem isso consegue.


Essa conversa de todo o aparelho estatal para investigar,
achar os culpados, tomar provid�ncias, coloc�-los na cadeia,
existe desde os tempos de D. Jo�o Charuto e continua tudo dantes.


FHC, num desses surtos de viol�ncia, quando a onda cresce
a  popula��o d� sinais de insatisfa��o, lan�ou um tal plano nacional
de seguran�a. Ficou no papel. Serviu apenas para ocupar o notici�rio,
levou um ministro da Justi�a a uma rede nacional de tev�,
essas coisas todas que tucano, pefelista e a turma do J�der
fazem e n�o resolvem nada, s�o apenas joguinhos de cena.



A raz�o principal da viol�ncia contra lideran�as
de movimentos e partidos de oposi��o resulta dos interesses
incrustados das elites mais atrasadas do Brasil, no campo
e na cidade e, dentre outros fatores, ganhou for�a terr�vel,
seguran�a quanto a impunidade, como resultado da privatiza��o
do Estado brasileiro. S�o os maiores acionistas
e defendem a unha seus lucros.


O governo FHC, pelo seu car�ter neo liberal.
Pela corrup��o que � sua marca registrada. Pelos privil�gios
incomensur�veis com que cercou as classes dominantes do Pa�s,
numa primeira an�lise, � o principal respons�vel.
Depois vem o resto.


Alckimin, como disse, � s� um boc�.
O cara, ou caras  que dispararam os tiros meros instrumentos
ou conseq��ncias de uma sociedade doente, p�trida, f�tida,
mas que, com toda a certeza, o pior odor vem do Planalto,
mais precisamente do Pal�cio.



E l� que gente como os assassinos (mandantes ou executores)
de Celso Daniel, como de todos que tombaram nessa luta
por um Brasil no m�nimo diferente, nascem e prosperam.


O PFL mesmo perdeu deputados acusados de liga��es
com o tr�fico, assassinos, torturadores;
o PMDB perdeu J�der, um super empreiteiro (escapa-me o nome)
e boa parte deles continua solta.


A morte do prefeito de Santo Andr� � revoltante.
Pela gravidade causa engulhos. Indigna. Gente como Alckimin,
FHC, secret�rio de Seguran�a P�blica, delegados "experientes"
bem que poderiam nos poupar de declara��es repetidas ao longo
de muito anos em situa��es semelhantes
e que n�o mudaram coisa alguma.


Eu  tenho  certeza que os jornais v�o come�ar a noticiar,
nos pr�ximos dias, que a decis�o do governador geral do Brasil,
FHC, de dar uma r�pida entrevista coletiva, foi, antes, avaliada
sob o �ngulo de que estamos num ano eleitoral.
Ou seja: se vale ou n�o a pena falar.


A vida humana? Essa gente j� perdeu a dignidade
desde muito tempo. N�o d� a minima para isso,
s� para contas banc�rias.

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ENDERECOS  SOBRE MORTE ENCEF�LICA
E TRANSPLANTES
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Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
===
INFORME-SE:
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
80% DE transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO:
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
===
ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
===
DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
===
ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm
===
DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
===
PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude:
http://www.yahoogroups.com/files/direito_saude/
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[EMAIL PROTECTED]
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INSCRICAO, enviar mensagem em branco para:
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PARA outras finalidades acessar
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