Direito_Sa�de e Bio�tica -- 07.03.2002
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Observa��o de Celso Galli Coimbra
sobre o texto abaixo:
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Segue-se o relato de um pai que mostra facetas grav�ssimas
da _"Mafia Transplantadora"_  no Brasil,  que vitimou seu filho
de 10 anos, enganando-o a respeito da morte dele para fins
de retirada de �rg�os, INCLUINDO o desvio de verbas
P�blicas da Uni�o, "aparentemente"  destinadas para
transplantes.
 
 
 
O assunto morte encef�lica e seu procedimento declarat�rio
HOMICIDA vem sendo denunciado perante as autoridades
brasileiras por brasileiros de todo o pa�s, que me conferiram
procura��o para esclarecer o MOMENTO REAL
DA IRREVERSIBILADADE DA MORTE ENCEF�LICA,
que N�O �  aquele  usado para fins de transplantes de
�rg�os vitais �nicos, porque para esse procedimento
criminoso � preciso a retirada de �rg�os
de um ser ainda vivo, e com possibilidades
de retorno a uma vida normal em 80% dos
casos de retirada de �rg�os.
 
 
 
Toda essa criminosa farsa transplantadora repousa sobre
um procedimento  "m�dico"  homicida,  previsto na Resolu��o
1.480/97 do CFM, e sobre o qual esse �rg�o vem fugindo
de esclarecer � sociedade todo o questionamento m�dico cient�fico
que lhe foi oposto pela via judicial, em demonstra��o
de seus ERROS de procedimento, EM ESPECIAL
pelo uso do TESTE DA APN�IA, cuja �nica raz�o
de ser real � a retirada dos �rg�os
da v�tima, e n�o o diagn�stico de morte.
 
 
 
Esse teste pode SER PRO�BIDO por quem
quiser proteger-se de eventual situa��o sua
ou de familiares dentro de hospitais onde
impera a vontade transplantadora apenas.
 
 
 
Quem quiser receber c�pia da �ltima a��o interpelat�ra
ajuizada pode solicitar para o meu endere�o eletr�nico
 
 
Quem quiser integrar o grupo de Interpelantes sem gasto
algum pode solicitar envio de procura��o para o mesmo
endere�o.
 
 
J� � o momento de come�armos a organizar uma
Associa��o Civil ampla para defender interesses de sa�de
no Brasil que est�o desprotegidos, e pelos quais o Poder
P�blico nada ir� fazer.
 
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" Meu nome � Paulo Airton Pavesi, sou analista de sistemas em uma empresa de seguros. Tenho 34 anos, sou casado e tive um casal de filhos, hoje configurado apenas pela minha filha de 7 anos, a Adriana.
 
 
 
 
Meu filho, Paulo Veronesi Pavesi, n�o est� mais conosco, ap�s ter um traumatismo craniano, e ter sido em seguida, submetido ao teste de apn�ia, que o levou � morte encef�lica.
 
 
 
 
Tudo aconteceu em Po�os de Caldas. Paulinho brincava na �rea de lazer do pr�dio onde mor�vamos nesta cidade. Ao se debru�ar em uma grade de prote��o, cuja altura era de 1,05m, e tendo colocado o peso do corpo para frente, teve sua sustenta��o comprometida e caiu por 10 metros at� atingir o solo.
 
 
 
 
Ao cair, bateu com a cabe�a diretamente no ch�o, ap�s ter amortecido sua queda, raspando seu corpo pela parede numa tentativa talvez de agarrar-se em algo que pudesse ajud�-lo a n�o chegar at� o ch�o. Logo depois da queda, Paulinho se levantou e j� possuia naquele momento um grnade incha�o ao redor dos olhos. Chorava e chamava pela m�e. As pessoas que viram o acidente, correram para a grade onde ele escorregou, e gritaram para que ele se sentasse, j� que estava sobre uma laje, e ainda havia a possibilidade de cair mais alguns metros.
 
 
 
 
Um vizinho imediatamente colocou uma escada que pudesse alcan�ar a laje e retirou Paulinho o mais r�pido que p�de.
 
 
 
 
Ao lado deste pr�dio onde aconteceu o acidente, funciona o Hospital Pedro Sanches, que � adminsitrado por um grupo de m�dicos e pela ma�onaria. Este grupo, m�dicos e ma�onaria, possuem um conv�nio particular de sa�de, e ao mesmo tempo estavam credenciados pelo SUS para atender a popula��o.   No entanto, ao dar entrada no hospital, fomos colocados como "interna��o particular",   porque minha esposa disse na emerg�ncia que n�o possu�amos um conv�nio m�dico.   A interna��o de emerg�ncia se deu no dia 19/04/2000 �s 14h00.   Paulinho foi internado totalmente consciente e gritava para que a m�e lhe tirasse �s �culos. Com o incha�o ao redor dos olhos, Paulinho pensou que estivesse usando �culos.
 
 
 
 
No registro do hospital, Paulinho entrou  para interna��o inconsciente e com parada respirat�ria. Estranhamente, j� que foi internado nestas condi��es, ele foi levado para uma sala de suturas, onde teve seu rosto costurado em v�rias partes. Depois deste procedimento, os registros apontam que Paulinho foi submetido a uma s�rie de chapas de Raio X para detectar a extens�o dos danos em sua estrutura �ssea. Por volta das 15h30 do mesmo dia, ele foi tranferido �s pressas para uma cl�nica no centro da cidade para a realiza��o de uma tomografia, j� que o hospital n�o apresentava condi��es b�sicas de atendimento de emerg�ncia. �s 16h15, Paulinho foi trazido de volta para o Hospital Pedro Sanches, sem o resultado do exame. Estranhamos mais uma vez a demora no atendimento de emerg�ncia e descobrimos que o exame n�o veio com o meu filho, porque era necess�rio que se efetuasse um pagamento no valor de R$ 360,00. Minha esposa imediatamente conseguiu um carro emprestado e se dirigiu a cl�nica para apanhar tal exame e retornou o mais r�pido que pode para'o hospital.
 
 
 
 
Todo este pesadelo que aconteceu eu n�o pude assistir. Eu trabalho em S�o Paulo e quando ocorreu o acidente, eu n�o estava em Po�os. Ao ser comunicado, por volta das 14h40, me desloquei imediatamente pela estrada at� chegar ao hospital.
 
 
 
 
�s 18h20, eu ainda n�o havia chegado, e os m�dicos resolveram operar o Paulinho, porque estavam preocupados com o incha�o e a press�o interna no cr�nio. A cirurgia teve in�cio �s 18h40, quando cheguei no hospital.   Da hora do acidente, at� o momento da cirurgia, foram 4h40.   Paulinho saiu da cirurgia �s 21h00 e estava agitado.   Tentou por v�rias vezes desconectar-se dos tubos colocados em sua boca.   Teve de ser contido pelos m�dicos e suas m�os foram seguradas por algum tempo.   Ele ent�o foi medicado com calmantes e entrou em coma induzido.
 
 
 
 
Foram os �ltimos movimentos que v� do meu filho.   Fui pra casa e voltei ao hospital por volta das 02h00 da madrugada de 19/20 de abril.  O m�dico intensivista,  Dr. Jos� Luis Bonfito, nos comunicou que estava tudo correndo como o esperado, embora n�o pudesse ainda dizer nada sobre sua poss�vel recupera��o.   Fui informado ent�o naquele momento que Paulinho corria risco de morte. No entanto, o m�dico nos deu uma informa��o de esperan�a.   Ele respondia a est�mulos verbais, dolorosos e sua pupila n�o estava dilatada.   Respondia aos reflexos de luz.
 
 
 
 
Dia 20/04/2000, �s 08h00, nos dirigimos ao hospital para obter informa��es sobre o estado de sa�de dele.   Logo no in�cio da conversa, o m�dico intensivista nos disse que durante a madrugada houve uma invers�o das condi��es cl�nicas. Paulinho estava entrando em uma vida vegetativa e sem chances de recupera��o.
 
 
 
 
O M�dico neurologista nos procurou por volta das 09h00 e disse que Paulinho n�o estava respondendo a nenhum est�mulo e suas condi��es neurol�gicas n�o permitiam mais que seu cora��o e sua respira��o funcionassem sem aparelhos.   Nos preparou para o pior. Neste momento, movido pela inten��o �nica e simples de ajudar algu�m que estaria precisando de uma vida nova, disse ao m�dico que pretend�amos doar os �rg�os, caso houvesse a morte.   O m�dico ent�o me disse que j� estava "diagnosticada" a suspeita da morte encef�lica.   Pedi para que ele n�o comentasse meu desejo com ningu�m e que cuidasse do meu filho com todos os esfor�os que pudesse. �s 10h00, fomos comunicados de sua morte encef�lica.
 
 
 
 
Por�m, n�o havia sido ainda diagnosticada atrav�s de qualquer exame, tal morte encef�lica, pois segundo o m�dico, havia realizado um exame cl�nico que permitia definir este est�gio.
 
 
 
 
Pediu permiss�o para acionar a central de transplantes e como eu desconhecia a lei at� ent�o, aceitei.
 
 
 
 
Uma equipe chamada MG SUL TRANSPLANTE veio ao hospital por volta das 13h00 do mesmo dia.   �lvaro Ianhez, o coordenador desta central, iniciou a prepara��o para a realiza��o do exame de constata��o de morte encef�lica e assim o fez.  Segundo as anota��es de enfermagem, �lvaro ministrou ATROPINA e REVIVAN, minutos antes de iniciar o exame.   Paulinho foi submetido a uma arteriografia cerebral. O Resultado confirmou:  "Paulinho estava vivo !".   Ainda havia fluxo sanguineo em seu c�rebro e segundo o m�dico �lvaro, ele estava morto, mas, a lei n�o permitia que iniciassem a remo��o dos �rg�os, enquanto n�o houvesse a parada completa e definitiva deste fluxo. Todos estes fatos est�o documentados atrav�s de depoimentos que �lvaro deu a imprensa na �poca.
 
 
 
 
�lvaro passou a medicar o meu filho por telefone, receitando ainda ATROPINA e REVIVAN.   Aplicaram tamb�m alumas solu��os para "hidratar"o corpo dele.
 
 
 
 
No dia 21/04/2000, �s 08h00, �lvaro Ianhez foi ao hospital e resolveu transfer�-lo para a Santa Casa de Po�os de Caldas.  Este hospital para onde Paulinho seria transferido, possuia credencial para a realiza��o de transplantes e segundo o m�dico, os exames de arteriografia seriam realizados com mais seguran�a.  Paulinho foi transferido para o Hospital da Santa Casa de Po�os de Caldas, �s 13:00.  Isso se deu pelo fato de que a di�ria da UTI, iniciava-se �s 11h00 e o hospital Pedro Sanches, pediu para que o m�dico esperasse at� depois deste hor�rio para poderem cobrar a mesma.  �lvaro aceitou.  Neste per�odo antes da transfer�ncia, entre 08h00 e 13h00, Paulinho foi submetido a exames cl�nicos e tamb�m foi submetido ao exame de APN�IA.
 
 
 
 
�s 13h00, deu-se in�cio a transfer�ncia.   O respirador falhou no caminho at� o hospital, e o m�dico neurologista, ao abrirem a porta da UTI M�VEL, bombeava um respirador manual.   Paulinho deu entrada na Santa Casa e foi direto para a sala onde seria realizado o exame de Arteriografia.   �lvaro realizou o exame e diagnosticou definitivamente a morte encef�lica.   Em seguida, procedeu com a retirada dos �rg�os.   Por volta das 19:00, entregou o corpo para n�s, sem permitir que fizessem a necr�psia, que n�s tamb�m desconhec�amos a necessidade.
 
 
 
 
Dia 22/04/2000, �s 08h00, Paulinho foi sepultado.
 
 
 
 
Motivados pela atua��o dos m�dicos de transplantes, que se mostraram honestos, �teis  e acolhedores, juntamente com uma total sensa��o de perda, decidimos entregar aos m�dicos intensivista, neurologista e ao coordenador de transplantes, placas de prata em agradecimento aos servi�os prestados, numa mensagem carinhosa e que naquele momento, julgamos justa.
 
 
 
 
No dia 25 fui ao hospital pagar a conta e come�ou um novo pesadelo.   O hospital estava cobrando por 3 di�rias de UTI, e materias com pre�os exorbitantes, muitas vezes ultrapassando o �gio de 1.430%.   Al�m disso, a quantidade de material utilizada, n�o correspondia com a quantidade de material que vimos utilizarem.
 
 
 
 
Procurei pela lei de transplantes 9.434/97 e decreto 2.268/97 que hoje conhe�o perfeitamente.   Nesta lei encontrei o seguinte:
 
 
 
 

CAP�TULO I

DAS DISPOSI��ES GERAIS

 

Art. 1o.   A disposi��o gratuita de tecidos, �rg�os e partes do corpo humano, em vida ou post mortem, para fins de transplante e tratamento, � permitida na forma desta Lei.

 

 

No decreto:

 

Art. 33.   Caber� aos estabelecimentos de sa�de e �s equipes especializadas autorizados a execu��o de todos os procedimentos m�dicos previstos neste Decreto, que ser�o remunerados segundo os respectivos valores fixados em tabela aprovada pelo Minist�rio da Sa�de.

 

Par�grafo �nico.   Os procedimentos de diagn�stico de morte encef�lica, de manuten��o homeost�tica do doador e da retirada de tecidos, �rg�os ou partes, realizados por estabelecimento hospitalar privado, poder�o, conjunta ou separadamente, ser custeados na forma do caput, independentemente de contrato ou conv�nio, mediante declara��o do receptor, ou, no caso de �bito, por sua fam�lia, na presen�a de funcion�rios da CNCDO, de que tais servi�os n�o lhe foram cobrados.

 

 

O Hospital Pedro Sanches, se negou a acatar a lei.  Tentei fazer com que eles entendessem a lei e o decreto de transplantes e eles simplesmente se negaram a aceitar.   Descobrimos ent�o que no ato da interna��o, chamaram uma vizinha nossa, Daniele Ramos, e exigiram dela um cheque cau��o no valor de R$ 5.000,00.   A empresa que eu trabalhava na �poca, ao saber das dificuldades em arcar com as despesas, juntamente com um grupo de colegas de trabalho, juntaram o montante da conta, R$ 11.686,00 e depositaram na conta da minha micro-empresa.   O Hospital come�ou a amea�ar colocar o cheque da vizinha e imediatamente por uma quest�o moral, troquei o cheque dela por um cheque da empresa.   Ao trocar o cheque, o hospital exigiu que ele fosse preenchido com o valor total da conta, o que passou a ter um efeito legal lament�vel.   N�o se tratava mais de um cheque cau��o e o hospital come�ou a entender como "VALOR DA CONTA ACEITA PELA FAM�LIA",   uma vez que pagamos com um cheque,  como foi descrito acima.   Mandei que sustassem o cheque, mesmo tendo o valor em dinheiro na conta corrente, por me sentir coagido diante tais absurdos. 

 

 

Alguns meses se passaram, e o hospital come�ou a nos amea�ar, telefonando muitas vezes no meu local de trabalho, dizendo que iriam pedir a fal�ncia da minha empresa. Tamb�m diziam que depois de falirem a empresa, iriam cobrar de n�s, pessoas f�sicas, o valor devido.   Segundo eles, eu n�o teria chance de escapar desta cobran�a. Percebendo que a minha posi��o era irredut�vel,  o hospital entrou ent�o com o pedido de fal�ncia, como havia ame�ado.   Esta micro-empresa era a �nica fonte de renda que t�nhamos e eu precisava dela funcionando para sobreviver.

 

 

Ent�o, no dia 05/11/2000 enviei um e-mail para a ABTO, Associa��o Brasileira de Transplantes de �rg�os, pedindo ajuda para que esclarecessem ao hospital sobre o decreto 2.248/97.   Imediatamente o Dr. Henry Holanda e o Dr. Osmar Medina me telefonaram dizendo que j� haviam levado o caso ao Minist�rio da Sa�de, que �lvaro Ianhez j� havia sido comunicado e que estaria revendo a conta do hospital para detectar tais cobran�as.   Conversei tamb�m com �lvaro pelo telefone, que confirmou ter visto os itens e que realmente haviam sido cobrados indevidamente. Pedi para que ele me enviasse os �tens cobrados para que eu levasse at� o hospital.   Com o pedido de fal�ncia da empresa, tive que contratar um advogado.  Este advogado, que n�o me lembro o nome agora, disse que era amigo de �lvaro Ianhez e que iria pegar a lista com ele.   Passaram-se alguns dias e nenhuma lista foi entregue, at� que resolvi levar o caso a impresa, uma vez que estava percebendo a m� vontade em resolverem a quest�o.   At� este momento, eu n�o tinha a menor no��o do que estava se passando.   Acreditava apenas em um conflito de informa��es divergentes e queria apenas resolv�-la.   Enviei um e-mail para a Rede Globo, programa Fant�stico, no dia 13/11/2000.   No dia 14/11, o advogado ora contratado, sabendo da minha den�ncia a imprensa, vai at� minha casa e me faz uma proposta:   "�lvaro juntamente com a ABTO, est� lhe oferecendo um desconto de R$ 2.000,00.   Acho melhor voc� aceitar."   Mais uma vez me senti coagido a aceitar uma situa��o completamente ilegal.   Liguei para a ABTO na frente do meu "advogado", e disse a eles que iria � imprensa.   Liguei para a Rede Globo e marquei a realiza��o da reportagem para o dia seguinte.   O "advogado" me orientou para que eu n�o citasse nomes, nem dos hospitais, nem dos m�dicos.   Pediu ainda que eu levasse a equipe para o escrit�rio dele, que ele conduziria a reportagem.   Dispensei o advogado naquele momento.   N�o precisa dele.

 

 

Alguns minutos depois, ligam de Bras�lia para a minha casa.   Era a Dra. Rosana Nothen, na �poca, Coordenadora Nacional dos Transplantes do Minist�rio da Sa�de. Foi agressiva dizendo que eu estava promovendo sensacionalismo.   Me disse tamb�m que eu deveria ter procurado as autoridades antes de chamar a Rede Globo.   Eu disse a ela que comuniquei a ABTO e que a ABTO teria informado o Minist�rio.   Descobri ent�o que JAMAIS A ABTO AVISOU O MINIST�RIO DA SA�DE.   Rosana Nothen disse que nunca foi informada do que estava acontecendo ali.

 

 

Na reportagem, �lvaro Ianhez confirma ter sido cobrado da fam�lia porque ele n�o se interessou em pagar a conta, e disse com todas as letras.   "EU DEVERIA TER IDO ATR�S DA CONTA, MAS N�O FUI.   ERREI...".   Quanto a transfer�ncia tardia de Paulinho para a Santa Casa, ele diz:   "ERREI EM N�O LEV�-LO ANTES.  FOI UM LAPSO DA CENTRAL."

 

 

Durante a grava��o, o Dr. Omero Junqueira, administrador do hospital Pedro Sanches, disse a rep�rter Helena de Grammont, que eu n�o conseguiria nada com esta reportagem e citou o nome do Deputado Federal Carlos Eduardo Venturelli Mosconi, como o guardi�o dos transplantes.   Al�m disso, alertou que o munic�pio possuia a gest�o plena da sa�de, onde o dinheiro, a auditoria e tudo mais, era controlado por eles mesmos.

 

 

No dia seguinte,  �lvaro e os m�dicos do Hospital Pedro Sanches,  convocam a imprensa e come�am a denegrir a minha imagem, publicando frases nos jornais do tipo  "Ele estava mal intencionada desde o in�cio.  Sab�amos que ele queria dar o calote !",  se referindo a mim.  Uma chuva de acusa��es ca�ram sobre nossas cabe�as e n�o t�nhamos na imprensa, qualquer chance de defesa, como ainda n�o temos at� hoje. �lvaro em um programa de r�dio, chegou a dizer que eu deveria ser processado pelo minist�rio p�blico.   Alguns meses depois, at� a cadeia disseram que eu merecia.

 

 

A Pol�cia Civil abre um inqu�rito local para apurar a den�ncia e chega a seguinte conclus�o:  "O PAI, PAULO AIRTON PAVESI, CONFESSA TER CHAMADO A REDE GLOBO PARA DAR ENTREVISTA".   Diz ainda   "O HOSPITAL FEZ DE TUDO PARA SALVAR O MENINO E NADA O DESABONA EM CONDUTA OU QUALQUER OUTRA SITUA��O"

 

 

O Minist�rio da Sa�de realizou ent�o uma auditoria e descobrimos o que jamais poderiamos imaginar.

 
 
 
- �lvaro Ianhez trabalhava de forma ilegal numa central que existia clandestinamente.
 
 
 
 
- Os hospitais estavam forrados de irregularidades.
 
 
 
 
- O Prontu�rio do Paulinho estava revirado e sumiram laudos e exames de tomografia, arteriografia, chapas de raio x, exames laboratoriais.   Al�m disso, o prontu�rio estava todo rasurado e nenhuma informa��o sobre alta m�dica, transfer�ncia, morte encef�lica, ou qualquer outra que existisse, estavam ali.
 
 
 
 
- A Santa Casa, � administrada por um m�dico j� condenado por desviar dinheiro do INSS.
 
 
 
 
- O Deputado Carlos Mosconi, al�m de ser membro do corpo cl�nico dos dois hospitais, era transplantador e foi o pioneiro na cidade.   Al�m disso, era membro da ABTO e relator da lei presumida de doadores de �rg�os.
 
 
 
 
- A ABTO ainda possu�a em seu quadro de diretores, o irm�o de �lvaro Ianhez, como conselheiro consultivo.   Luiz Estevam Ianhez,   tranplantador renal.
 
 
 
 
- Os �rg�os doados, foram desviados da fila de espera.
 
 
 
 
- As c�rneas foram implantadas em pessoas de CUIAB�, atrav�s do instituto Penido Burnier, de Campinas.
 
 
 
 
- A Auditora de Sa�de era irm� do Secret�rio de Sa�de, que administrava a verba de sa�de da cidade (Gest�o Plena), e casada com um membro da equipe de �lvaro Ianhez.
 
 
 
 
A Pol�cia federal, entrou no caso e aprendeu partes do prontu�rio e de outros casos, na resid�ncia de �lvaro Ianhez e em sua Institui��o de Doentes Cr�nicos Renais - PR�RIM.
 
 
 
 
Os documentos referentes � morte encef�lica n�o possu�am assinaturas e estavam rasurados.   O Documento que eu assinei autorizando a doa��o, estava com a data rasurada.   Apareceram exames de Paulinho datados de 22/04/2000, data esta em que ele j� estava sepultado.   Outro documento demonstra que Paulinho estava  "sem M.E." no in�cio da cirurgia para a retirada de �rg�os.   Ainda descreve que Paulinho foi ANESTESIADO, numa cirurgia que come�ou �s 17h30 e terminou �s 19h30.   O Hor�rio do �bito no atestado � 19h00.   O laudo da �ltima arteriografia, apareceu meses depois com o Deputado Mosconi, que o exibia �s c�meras de um programa de televis�o, faltando uma assinatura e com o hor�rio de 13h35 do dia 21/04/2000.   Neste dia e hor�rio, Paulinho estava come�ando a ser transferido para a Santa Casa, que no documento de interna��o,  registrou a entrada dele na Santa Casa, �s 18h30.   As c�rneas foram retiradas por um m�dico que n�o possuia credenciamento no Minist�rio da Sa�de para realizar este procedimento como determina a lei.   Odilon Trefiglio Neto, foi indiciado nos artigos 14 e 16 da lei 9.434/97, que trata de retirada e implante de �rg�os em desconformidade com a lei.   �lvaro Ianhez, Cl�udio Rog�rio Fernandes e Celso Scafi   (cunhado do secret�rio de sa�de),  tamb�m foram indiciados.
 
 
 
 
Come�ou ent�o a batalha.   O Deputado Mosconi, que em seguida foi denunciado por compra de ve�culos de luxo com notas frias e lobby no Minist�rio da Sa�de, vai a plen�rio e amea�a:  "Se o Ministro da Sa�de,  Jos� Serra,  n�o aliviar a situa��o dos m�dicos,  vou voltar a favor da CPI DA CORRUP��O   para banir estes ladr�es corruptos do Brasil, contrariando o que o presidente FHC recomendou.
 
 
 
 
O Minist�rio da Sa�de enviou uma nota ao deputado, dizendo que toda a reportagem foi montada e editada.   Que tinha muito apre�o pelos pr�stimos que a equipe deu ao pa�s e que ningu�m seria injusti�ado neste caso.
 
 
 
 
Para se ter uma id�ia do n�vel em que chegamos,  o hospital algum tempo depois estava atuando sem alvar� da vigil�ncia sanit�ria e com as credencias para a realiza��o de transplantes vencidas.   Aberto Beltrame em depoimento na pol�cia federal, acusa Mosconi de pressionar v�rias vezes o Minist�rio para que o caso fosse abafado.
 
 
 
 
Exumaram meu filho 1 ano depois do sepultamento, para identificar se foram retirados mais �rg�os do que os que foram informados.  J� sab�amos que o corpo estava totalmente decomposto e a an�lise seria apenas da ossada.   Ao abrirem o caix�o, havia uma enorme quantidade de serragem.   Os peritos disseram que era um procedimento normal preencher um cad�ver com serragem.   Mas esqueceram-se de que a necr�psia, momento em que geralmente fazem tal procedimento, n�o foi realizada.   O Laudo foi entregue ao m�dico �lvaro Ianhez, antes de chegar �s m�os da pol�cia federal.   Mesmo sabendo disso, a pol�cia federal n�o tomou qualquer provid�ncia para apurar os motivos.
 
 
 
 
Fiz uma investiga��o e descobri o que faltava para juntar o quebra-cabe�a:
 
 
 
 
Descobri que Po�os de Caldas, havia recebido em 2000, R$ 1.310.000,00 para campanhas de transplantes.
 
 
 
 
 
Denunciei � Pol�cia Federal, e esta descobriu que nunca foi utilizado 1 centavo em propaganda.   Ent�o o Minist�rio mudou as informa��es que colhi no site deles, de "CAMPANHA DE TRANSPLANTES" para "TRANSPLANTES REALIZADOS".
 
 
 
 
E ent�o ficou pior, porque:
 
 
 
em 2000, o Minist�rio da Sa�de  pagava R$ 11.023,00 para cada transplante renal realizado em Po�os de Caldas.
 
 
 
 
Neste ano foram realizados 40 transplantes.   40 x R$ 11.023,00 = R$ 440.920,00
 
 
 
 
Considerando que foram pagos R$ 1.310.000,00, estariam sobrando R$ 869.080,00.
 
 
 
 
Ap�s a den�ncia e constata��o do carnaval dos transplantes, piorou !
 
 
 
 
Em 2001, o Minist�rio da Sa�de  pagava R$ 19.272,00 para cada transplante renal realizado em Po�os de Caldas.
 
 
 
Neste ano foram realizados 12 transplantes. 12 x R$ 19.272,00 = R$ 231.264,00.
 
 
 
Considerando que foram pagos R$ 1.210.000,00, estariam sobrando R$ 978.736,00.
 
 
 
 
A minha situa��o hoje � a seguinte:
 
 
 
 
A Pol�cia Civil tem agido sob os mandos do hospital.  Emitiram um documento liberando os m�dicos de realizarem os exames de necr�psia.  Certo dia, a Pol�cia Civil, cujo delegado Lacy de Moraes (que assinou a libera��o da necr�psia) e � amigo de inf�ncia de uma tia da minha esposa, convidou-a para ir at� a delegacia para falar sobre o passado, a inf�ncia e coisas assim.  Ao chegar l�, ela foi interrogada pelo �lvaro Ianhez, que a amea�ava dizendo que iria acabar com a minha vida, com a presen�a do delegado. O delegado ainda disse a ela,  que eu era um vagabundo e que merecia cadeia.
 
 
 
 
Tive que mudar de madrugada para S�o Paulo. denunciei tal fato a pol�cia federal e ainda assim, nada fizeram.
 
 
 
 
A �ltima atualiza��o do caso � esta: O procurador Jos� Jairo Gomes, que vem recebendo os m�dicos com frequ�ncia em seu gabinete em Belo Horizonte, e que diz estar com pena de v�-los chorando como crian�as, entrou com um pedido na justi�a, para que eu seja obrigado a realizar um exame de SANIDADE MENTAL. Ele alega que � para a minha prote��o.  Mais absurdo ainda, � que nunca pude sequer exibir um documento pois est�o sob sigilo de justi�a.   No entanto, o promotor de Po�os de Caldas, DR. Renato Maia (promotor que conduziu o inqu�rito da pol�cia civil que me acusa de confessar ter chamado a Rede Globo),  divulgou o pedido do exame a imprensa.
 
 
 
 
Muitas coisas aconteceram, mas que para divulgar ficar�amos com um livro para ler.
 
 
 
Com o tempo e o debate, irei revelando os fatos para ilustrar melhor a atividade deste grupo, que continua atuando em Minas gerais.
 
 
 
 
Preciso de Ajuda.
 
 
 
 
Precisamos combater a M�fia dos transplantes, que vem vitimando milhares de crian�as como meu filho, apenas com uma "SUSPEITA" de MORTE ENCEF�LICA, comprovada ap�s o exame de APN�IA.
 
 
 
 
Obrigado pela aten��o"
 
Paulo Pavesi
 

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ENDERECOS SOBRE MORTE ENCEFALICA 
E TRANSPLANTES 
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Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
===
INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
80% de transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
===
ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
===
DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
===
ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
===
DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
===
PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
http://www.yahoogroups.com/files/direito_saude/
===
INSCRICAO, enviar mensagem em branco para:
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