LEIAM !!!
DANIEL
-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quinta-feira, 7 de Março de 2002 11:51
Assunto: [Direito Penal] CRIME NOS TRANSPLANTES E DESVIO DE VERBAS PUBLICAS

Direito_Saúde e Bioética -- 07.03.2002
______________________________

Observação de Celso Galli Coimbra
sobre o texto abaixo:
--
 
Segue-se o relato de um pai que mostra facetas gravíssimas
da _"Mafia Transplantadora"_  no Brasil,  que vitimou seu filho
de 10 anos, enganando-o a respeito da morte dele para fins
de retirada de órgãos, INCLUINDO o desvio de verbas
Públicas da União, "aparentemente"  destinadas para
transplantes.
 
 
 
O assunto morte encefálica e seu procedimento declaratório
HOMICIDA vem sendo denunciado perante as autoridades
brasileiras por brasileiros de todo o país, que me conferiram
procuração para esclarecer o MOMENTO REAL
DA IRREVERSIBILADADE DA MORTE ENCEFÁLICA,
que NÃO é  aquele  usado para fins de transplantes de
órgãos vitais únicos, porque para esse procedimento
criminoso é preciso a retirada de órgãos
de um ser ainda vivo, e com possibilidades
de retorno a uma vida normal em 80% dos
casos de retirada de órgãos.
 
 
 
Toda essa criminosa farsa transplantadora repousa sobre
um procedimento  "médico"  homicida,  previsto na Resolução
1.480/97 do CFM, e sobre o qual esse órgão vem fugindo
de esclarecer à sociedade todo o questionamento médico científico
que lhe foi oposto pela via judicial, em demonstração
de seus ERROS de procedimento, EM ESPECIAL
pelo uso do TESTE DA APNÉIA, cuja única razão
de ser real é a retirada dos órgãos
da vítima, e não o diagnóstico de morte.
 
 
 
Esse teste pode SER PROÍBIDO por quem
quiser proteger-se de eventual situação sua
ou de familiares dentro de hospitais onde
impera a vontade transplantadora apenas.
 
 
 
Quem quiser receber cópia da última ação interpelatóra
ajuizada pode solicitar para o meu endereço eletrônico
 
 
Quem quiser integrar o grupo de Interpelantes sem gasto
algum pode solicitar envio de procuração para o mesmo
endereço.
 
 
Já é o momento de começarmos a organizar uma
Associação Civil ampla para defender interesses de saúde
no Brasil que estão desprotegidos, e pelos quais o Poder
Público nada irá fazer.
 
==================================
 
 
" Meu nome é Paulo Airton Pavesi, sou analista de sistemas em uma empresa de seguros. Tenho 34 anos, sou casado e tive um casal de filhos, hoje configurado apenas pela minha filha de 7 anos, a Adriana.
 
 
 
 
Meu filho, Paulo Veronesi Pavesi, não está mais conosco, após ter um traumatismo craniano, e ter sido em seguida, submetido ao teste de apnéia, que o levou à morte encefálica.
 
 
 
 
Tudo aconteceu em Poços de Caldas. Paulinho brincava na área de lazer do prédio onde morávamos nesta cidade. Ao se debruçar em uma grade de proteção, cuja altura era de 1,05m, e tendo colocado o peso do corpo para frente, teve sua sustentação comprometida e caiu por 10 metros até atingir o solo.
 
 
 
 
Ao cair, bateu com a cabeça diretamente no chão, após ter amortecido sua queda, raspando seu corpo pela parede numa tentativa talvez de agarrar-se em algo que pudesse ajudá-lo a não chegar até o chão. Logo depois da queda, Paulinho se levantou e já possuia naquele momento um grnade inchaço ao redor dos olhos. Chorava e chamava pela mãe. As pessoas que viram o acidente, correram para a grade onde ele escorregou, e gritaram para que ele se sentasse, já que estava sobre uma laje, e ainda havia a possibilidade de cair mais alguns metros.
 
 
 
 
Um vizinho imediatamente colocou uma escada que pudesse alcançar a laje e retirou Paulinho o mais rápido que pôde.
 
 
 
 
Ao lado deste prédio onde aconteceu o acidente, funciona o Hospital Pedro Sanches, que é adminsitrado por um grupo de médicos e pela maçonaria. Este grupo, médicos e maçonaria, possuem um convênio particular de saúde, e ao mesmo tempo estavam credenciados pelo SUS para atender a população.   No entanto, ao dar entrada no hospital, fomos colocados como "internação particular",   porque minha esposa disse na emergência que não possuíamos um convênio médico.   A internação de emergência se deu no dia 19/04/2000 às 14h00.   Paulinho foi internado totalmente consciente e gritava para que a mãe lhe tirasse ós óculos. Com o inchaço ao redor dos olhos, Paulinho pensou que estivesse usando óculos.
 
 
 
 
No registro do hospital, Paulinho entrou  para internação inconsciente e com parada respiratória. Estranhamente, já que foi internado nestas condições, ele foi levado para uma sala de suturas, onde teve seu rosto costurado em várias partes. Depois deste procedimento, os registros apontam que Paulinho foi submetido a uma série de chapas de Raio X para detectar a extensão dos danos em sua estrutura óssea. Por volta das 15h30 do mesmo dia, ele foi tranferido às pressas para uma clínica no centro da cidade para a realização de uma tomografia, já que o hospital não apresentava condições básicas de atendimento de emergência. Às 16h15, Paulinho foi trazido de volta para o Hospital Pedro Sanches, sem o resultado do exame. Estranhamos mais uma vez a demora no atendimento de emergência e descobrimos que o exame não veio com o meu filho, porque era necessário que se efetuasse um pagamento no valor de R$ 360,00. Minha esposa imediatamente conseguiu um carro emprestado e se dirigiu a clínica para apanhar tal exame e retornou o mais rápido que pode para'o hospital.
 
 
 
 
Todo este pesadelo que aconteceu eu não pude assistir. Eu trabalho em São Paulo e quando ocorreu o acidente, eu não estava em Poços. Ao ser comunicado, por volta das 14h40, me desloquei imediatamente pela estrada até chegar ao hospital.
 
 
 
 
Às 18h20, eu ainda não havia chegado, e os médicos resolveram operar o Paulinho, porque estavam preocupados com o inchaço e a pressão interna no crânio. A cirurgia teve início às 18h40, quando cheguei no hospital.   Da hora do acidente, até o momento da cirurgia, foram 4h40.   Paulinho saiu da cirurgia às 21h00 e estava agitado.   Tentou por várias vezes desconectar-se dos tubos colocados em sua boca.   Teve de ser contido pelos médicos e suas mãos foram seguradas por algum tempo.   Ele então foi medicado com calmantes e entrou em coma induzido.
 
 
 
 
Foram os últimos movimentos que ví do meu filho.   Fui pra casa e voltei ao hospital por volta das 02h00 da madrugada de 19/20 de abril.  O médico intensivista,  Dr. José Luis Bonfito, nos comunicou que estava tudo correndo como o esperado, embora não pudesse ainda dizer nada sobre sua possível recuperação.   Fui informado então naquele momento que Paulinho corria risco de morte. No entanto, o médico nos deu uma informação de esperança.   Ele respondia a estímulos verbais, dolorosos e sua pupila não estava dilatada.   Respondia aos reflexos de luz.
 
 
 
 
Dia 20/04/2000, às 08h00, nos dirigimos ao hospital para obter informações sobre o estado de saúde dele.   Logo no início da conversa, o médico intensivista nos disse que durante a madrugada houve uma inversão das condições clínicas. Paulinho estava entrando em uma vida vegetativa e sem chances de recuperação.
 
 
 
 
O Médico neurologista nos procurou por volta das 09h00 e disse que Paulinho não estava respondendo a nenhum estímulo e suas condições neurológicas não permitiam mais que seu coração e sua respiração funcionassem sem aparelhos.   Nos preparou para o pior. Neste momento, movido pela intenção única e simples de ajudar alguém que estaria precisando de uma vida nova, disse ao médico que pretendíamos doar os órgãos, caso houvesse a morte.   O médico então me disse que já estava "diagnosticada" a suspeita da morte encefálica.   Pedi para que ele não comentasse meu desejo com ninguém e que cuidasse do meu filho com todos os esforços que pudesse. Às 10h00, fomos comunicados de sua morte encefálica.
 
 
 
 
Porém, não havia sido ainda diagnosticada através de qualquer exame, tal morte encefálica, pois segundo o médico, havia realizado um exame clínico que permitia definir este estágio.
 
 
 
 
Pediu permissão para acionar a central de transplantes e como eu desconhecia a lei até então, aceitei.
 
 
 
 
Uma equipe chamada MG SUL TRANSPLANTE veio ao hospital por volta das 13h00 do mesmo dia.   Álvaro Ianhez, o coordenador desta central, iniciou a preparação para a realização do exame de constatação de morte encefálica e assim o fez.  Segundo as anotações de enfermagem, Álvaro ministrou ATROPINA e REVIVAN, minutos antes de iniciar o exame.   Paulinho foi submetido a uma arteriografia cerebral. O Resultado confirmou:  "Paulinho estava vivo !".   Ainda havia fluxo sanguineo em seu cérebro e segundo o médico Álvaro, ele estava morto, mas, a lei não permitia que iniciassem a remoção dos órgãos, enquanto não houvesse a parada completa e definitiva deste fluxo. Todos estes fatos estão documentados através de depoimentos que Álvaro deu a imprensa na época.
 
 
 
 
Álvaro passou a medicar o meu filho por telefone, receitando ainda ATROPINA e REVIVAN.   Aplicaram também alumas soluçãos para "hidratar"o corpo dele.
 
 
 
 
No dia 21/04/2000, às 08h00, Álvaro Ianhez foi ao hospital e resolveu transferí-lo para a Santa Casa de Poços de Caldas.  Este hospital para onde Paulinho seria transferido, possuia credencial para a realização de transplantes e segundo o médico, os exames de arteriografia seriam realizados com mais segurança.  Paulinho foi transferido para o Hospital da Santa Casa de Poços de Caldas, às 13:00.  Isso se deu pelo fato de que a diária da UTI, iniciava-se às 11h00 e o hospital Pedro Sanches, pediu para que o médico esperasse até depois deste horário para poderem cobrar a mesma.  Álvaro aceitou.  Neste período antes da transferência, entre 08h00 e 13h00, Paulinho foi submetido a exames clínicos e também foi submetido ao exame de APNÉIA.
 
 
 
 
Às 13h00, deu-se início a transferência.   O respirador falhou no caminho até o hospital, e o médico neurologista, ao abrirem a porta da UTI MÓVEL, bombeava um respirador manual.   Paulinho deu entrada na Santa Casa e foi direto para a sala onde seria realizado o exame de Arteriografia.   Álvaro realizou o exame e diagnosticou definitivamente a morte encefálica.   Em seguida, procedeu com a retirada dos órgãos.   Por volta das 19:00, entregou o corpo para nós, sem permitir que fizessem a necrópsia, que nós também desconhecíamos a necessidade.
 
 
 
 
Dia 22/04/2000, às 08h00, Paulinho foi sepultado.
 
 
 
 
Motivados pela atuação dos médicos de transplantes, que se mostraram honestos, úteis  e acolhedores, juntamente com uma total sensação de perda, decidimos entregar aos médicos intensivista, neurologista e ao coordenador de transplantes, placas de prata em agradecimento aos serviços prestados, numa mensagem carinhosa e que naquele momento, julgamos justa.
 
 
 
 
No dia 25 fui ao hospital pagar a conta e começou um novo pesadelo.   O hospital estava cobrando por 3 diárias de UTI, e materias com preços exorbitantes, muitas vezes ultrapassando o ágio de 1.430%.   Além disso, a quantidade de material utilizada, não correspondia com a quantidade de material que vimos utilizarem.
 
 
 
 
Procurei pela lei de transplantes 9.434/97 e decreto 2.268/97 que hoje conheço perfeitamente.   Nesta lei encontrei o seguinte:
 
 
 
 

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

 

Art. 1o.   A disposição gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida ou post mortem, para fins de transplante e tratamento, é permitida na forma desta Lei.

 

 

No decreto:

 

Art. 33.   Caberá aos estabelecimentos de saúde e às equipes especializadas autorizados a execução de todos os procedimentos médicos previstos neste Decreto, que serão remunerados segundo os respectivos valores fixados em tabela aprovada pelo Ministério da Saúde.

 

Parágrafo único.   Os procedimentos de diagnóstico de morte encefálica, de manutenção homeostática do doador e da retirada de tecidos, órgãos ou partes, realizados por estabelecimento hospitalar privado, poderão, conjunta ou separadamente, ser custeados na forma do caput, independentemente de contrato ou convênio, mediante declaração do receptor, ou, no caso de óbito, por sua família, na presença de funcionários da CNCDO, de que tais serviços não lhe foram cobrados.

 

 

O Hospital Pedro Sanches, se negou a acatar a lei.  Tentei fazer com que eles entendessem a lei e o decreto de transplantes e eles simplesmente se negaram a aceitar.   Descobrimos então que no ato da internação, chamaram uma vizinha nossa, Daniele Ramos, e exigiram dela um cheque caução no valor de R$ 5.000,00.   A empresa que eu trabalhava na época, ao saber das dificuldades em arcar com as despesas, juntamente com um grupo de colegas de trabalho, juntaram o montante da conta, R$ 11.686,00 e depositaram na conta da minha micro-empresa.   O Hospital começou a ameaçar colocar o cheque da vizinha e imediatamente por uma questão moral, troquei o cheque dela por um cheque da empresa.   Ao trocar o cheque, o hospital exigiu que ele fosse preenchido com o valor total da conta, o que passou a ter um efeito legal lamentável.   Não se tratava mais de um cheque caução e o hospital começou a entender como "VALOR DA CONTA ACEITA PELA FAMÍLIA",   uma vez que pagamos com um cheque,  como foi descrito acima.   Mandei que sustassem o cheque, mesmo tendo o valor em dinheiro na conta corrente, por me sentir coagido diante tais absurdos. 

 

 

Alguns meses se passaram, e o hospital começou a nos ameaçar, telefonando muitas vezes no meu local de trabalho, dizendo que iriam pedir a falência da minha empresa. Também diziam que depois de falirem a empresa, iriam cobrar de nós, pessoas físicas, o valor devido.   Segundo eles, eu não teria chance de escapar desta cobrança. Percebendo que a minha posição era irredutível,  o hospital entrou então com o pedido de falência, como havia ameçado.   Esta micro-empresa era a única fonte de renda que tínhamos e eu precisava dela funcionando para sobreviver.

 

 

Então, no dia 05/11/2000 enviei um e-mail para a ABTO, Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, pedindo ajuda para que esclarecessem ao hospital sobre o decreto 2.248/97.   Imediatamente o Dr. Henry Holanda e o Dr. Osmar Medina me telefonaram dizendo que já haviam levado o caso ao Ministério da Saúde, que Álvaro Ianhez já havia sido comunicado e que estaria revendo a conta do hospital para detectar tais cobranças.   Conversei também com Álvaro pelo telefone, que confirmou ter visto os itens e que realmente haviam sido cobrados indevidamente. Pedi para que ele me enviasse os ítens cobrados para que eu levasse até o hospital.   Com o pedido de falência da empresa, tive que contratar um advogado.  Este advogado, que não me lembro o nome agora, disse que era amigo de Álvaro Ianhez e que iria pegar a lista com ele.   Passaram-se alguns dias e nenhuma lista foi entregue, até que resolvi levar o caso a impresa, uma vez que estava percebendo a má vontade em resolverem a questão.   Até este momento, eu não tinha a menor noção do que estava se passando.   Acreditava apenas em um conflito de informações divergentes e queria apenas resolvê-la.   Enviei um e-mail para a Rede Globo, programa Fantástico, no dia 13/11/2000.   No dia 14/11, o advogado ora contratado, sabendo da minha denúncia a imprensa, vai até minha casa e me faz uma proposta:   "Álvaro juntamente com a ABTO, está lhe oferecendo um desconto de R$ 2.000,00.   Acho melhor você aceitar."   Mais uma vez me senti coagido a aceitar uma situação completamente ilegal.   Liguei para a ABTO na frente do meu "advogado", e disse a eles que iria à imprensa.   Liguei para a Rede Globo e marquei a realização da reportagem para o dia seguinte.   O "advogado" me orientou para que eu não citasse nomes, nem dos hospitais, nem dos médicos.   Pediu ainda que eu levasse a equipe para o escritório dele, que ele conduziria a reportagem.   Dispensei o advogado naquele momento.   Não precisa dele.

 

 

Alguns minutos depois, ligam de Brasília para a minha casa.   Era a Dra. Rosana Nothen, na época, Coordenadora Nacional dos Transplantes do Ministério da Saúde. Foi agressiva dizendo que eu estava promovendo sensacionalismo.   Me disse também que eu deveria ter procurado as autoridades antes de chamar a Rede Globo.   Eu disse a ela que comuniquei a ABTO e que a ABTO teria informado o Ministério.   Descobri então que JAMAIS A ABTO AVISOU O MINISTÉRIO DA SAÚDE.   Rosana Nothen disse que nunca foi informada do que estava acontecendo ali.

 

 

Na reportagem, Álvaro Ianhez confirma ter sido cobrado da família porque ele não se interessou em pagar a conta, e disse com todas as letras.   "EU DEVERIA TER IDO ATRÁS DA CONTA, MAS NÃO FUI.   ERREI...".   Quanto a transferência tardia de Paulinho para a Santa Casa, ele diz:   "ERREI EM NÃO LEVÁ-LO ANTES.  FOI UM LAPSO DA CENTRAL."

 

 

Durante a gravação, o Dr. Omero Junqueira, administrador do hospital Pedro Sanches, disse a repórter Helena de Grammont, que eu não conseguiria nada com esta reportagem e citou o nome do Deputado Federal Carlos Eduardo Venturelli Mosconi, como o guardião dos transplantes.   Além disso, alertou que o município possuia a gestão plena da saúde, onde o dinheiro, a auditoria e tudo mais, era controlado por eles mesmos.

 

 

No dia seguinte,  Álvaro e os médicos do Hospital Pedro Sanches,  convocam a imprensa e começam a denegrir a minha imagem, publicando frases nos jornais do tipo  "Ele estava mal intencionada desde o início.  Sabíamos que ele queria dar o calote !",  se referindo a mim.  Uma chuva de acusações caíram sobre nossas cabeças e não tínhamos na imprensa, qualquer chance de defesa, como ainda não temos até hoje. Álvaro em um programa de rádio, chegou a dizer que eu deveria ser processado pelo ministério público.   Alguns meses depois, até a cadeia disseram que eu merecia.

 

 

A Polícia Civil abre um inquérito local para apurar a denúncia e chega a seguinte conclusão:  "O PAI, PAULO AIRTON PAVESI, CONFESSA TER CHAMADO A REDE GLOBO PARA DAR ENTREVISTA".   Diz ainda   "O HOSPITAL FEZ DE TUDO PARA SALVAR O MENINO E NADA O DESABONA EM CONDUTA OU QUALQUER OUTRA SITUAÇÃO"

 

 

O Ministério da Saúde realizou então uma auditoria e descobrimos o que jamais poderiamos imaginar.

 
 
 
- Álvaro Ianhez trabalhava de forma ilegal numa central que existia clandestinamente.
 
 
 
 
- Os hospitais estavam forrados de irregularidades.
 
 
 
 
- O Prontuário do Paulinho estava revirado e sumiram laudos e exames de tomografia, arteriografia, chapas de raio x, exames laboratoriais.   Além disso, o prontuário estava todo rasurado e nenhuma informação sobre alta médica, transferência, morte encefálica, ou qualquer outra que existisse, estavam ali.
 
 
 
 
- A Santa Casa, é administrada por um médico já condenado por desviar dinheiro do INSS.
 
 
 
 
- O Deputado Carlos Mosconi, além de ser membro do corpo clínico dos dois hospitais, era transplantador e foi o pioneiro na cidade.   Além disso, era membro da ABTO e relator da lei presumida de doadores de órgãos.
 
 
 
 
- A ABTO ainda possuía em seu quadro de diretores, o irmão de Álvaro Ianhez, como conselheiro consultivo.   Luiz Estevam Ianhez,   tranplantador renal.
 
 
 
 
- Os órgãos doados, foram desviados da fila de espera.
 
 
 
 
- As córneas foram implantadas em pessoas de CUIABÁ, através do instituto Penido Burnier, de Campinas.
 
 
 
 
- A Auditora de Saúde era irmã do Secretário de Saúde, que administrava a verba de saúde da cidade (Gestão Plena), e casada com um membro da equipe de Álvaro Ianhez.
 
 
 
 
A Polícia federal, entrou no caso e aprendeu partes do prontuário e de outros casos, na residência de Álvaro Ianhez e em sua Instituição de Doentes Crônicos Renais - PRÓRIM.
 
 
 
 
Os documentos referentes à morte encefálica não possuíam assinaturas e estavam rasurados.   O Documento que eu assinei autorizando a doação, estava com a data rasurada.   Apareceram exames de Paulinho datados de 22/04/2000, data esta em que ele já estava sepultado.   Outro documento demonstra que Paulinho estava  "sem M.E." no início da cirurgia para a retirada de órgãos.   Ainda descreve que Paulinho foi ANESTESIADO, numa cirurgia que começou às 17h30 e terminou às 19h30.   O Horário do óbito no atestado é 19h00.   O laudo da última arteriografia, apareceu meses depois com o Deputado Mosconi, que o exibia às câmeras de um programa de televisão, faltando uma assinatura e com o horário de 13h35 do dia 21/04/2000.   Neste dia e horário, Paulinho estava começando a ser transferido para a Santa Casa, que no documento de internação,  registrou a entrada dele na Santa Casa, às 18h30.   As córneas foram retiradas por um médico que não possuia credenciamento no Ministério da Saúde para realizar este procedimento como determina a lei.   Odilon Trefiglio Neto, foi indiciado nos artigos 14 e 16 da lei 9.434/97, que trata de retirada e implante de órgãos em desconformidade com a lei.   Álvaro Ianhez, Cláudio Rogério Fernandes e Celso Scafi   (cunhado do secretário de saúde),  também foram indiciados.
 
 
 
 
Começou então a batalha.   O Deputado Mosconi, que em seguida foi denunciado por compra de veículos de luxo com notas frias e lobby no Ministério da Saúde, vai a plenário e ameaça:  "Se o Ministro da Saúde,  José Serra,  não aliviar a situação dos médicos,  vou voltar a favor da CPI DA CORRUPÇÃO   para banir estes ladrões corruptos do Brasil, contrariando o que o presidente FHC recomendou.
 
 
 
 
O Ministério da Saúde enviou uma nota ao deputado, dizendo que toda a reportagem foi montada e editada.   Que tinha muito apreço pelos préstimos que a equipe deu ao país e que ninguém seria injustiçado neste caso.
 
 
 
 
Para se ter uma idéia do nível em que chegamos,  o hospital algum tempo depois estava atuando sem alvará da vigilância sanitária e com as credencias para a realização de transplantes vencidas.   Aberto Beltrame em depoimento na polícia federal, acusa Mosconi de pressionar várias vezes o Ministério para que o caso fosse abafado.
 
 
 
 
Exumaram meu filho 1 ano depois do sepultamento, para identificar se foram retirados mais órgãos do que os que foram informados.  Já sabíamos que o corpo estava totalmente decomposto e a análise seria apenas da ossada.   Ao abrirem o caixão, havia uma enorme quantidade de serragem.   Os peritos disseram que era um procedimento normal preencher um cadáver com serragem.   Mas esqueceram-se de que a necrópsia, momento em que geralmente fazem tal procedimento, não foi realizada.   O Laudo foi entregue ao médico Álvaro Ianhez, antes de chegar às mãos da polícia federal.   Mesmo sabendo disso, a polícia federal não tomou qualquer providência para apurar os motivos.
 
 
 
 
Fiz uma investigação e descobri o que faltava para juntar o quebra-cabeça:
 
 
 
 
Descobri que Poços de Caldas, havia recebido em 2000, R$ 1.310.000,00 para campanhas de transplantes.
 
 
 
 
 
Denunciei à Polícia Federal, e esta descobriu que nunca foi utilizado 1 centavo em propaganda.   Então o Ministério mudou as informações que colhi no site deles, de "CAMPANHA DE TRANSPLANTES" para "TRANSPLANTES REALIZADOS".
 
 
 
 
E então ficou pior, porque:
 
 
 
em 2000, o Ministério da Saúde  pagava R$ 11.023,00 para cada transplante renal realizado em Poços de Caldas.
 
 
 
 
Neste ano foram realizados 40 transplantes.   40 x R$ 11.023,00 = R$ 440.920,00
 
 
 
 
Considerando que foram pagos R$ 1.310.000,00, estariam sobrando R$ 869.080,00.
 
 
 
 
Após a denúncia e constatação do carnaval dos transplantes, piorou !
 
 
 
 
Em 2001, o Ministério da Saúde  pagava R$ 19.272,00 para cada transplante renal realizado em Poços de Caldas.
 
 
 
Neste ano foram realizados 12 transplantes. 12 x R$ 19.272,00 = R$ 231.264,00.
 
 
 
Considerando que foram pagos R$ 1.210.000,00, estariam sobrando R$ 978.736,00.
 
 
 
 
A minha situação hoje é a seguinte:
 
 
 
 
A Polícia Civil tem agido sob os mandos do hospital.  Emitiram um documento liberando os médicos de realizarem os exames de necrópsia.  Certo dia, a Polícia Civil, cujo delegado Lacy de Moraes (que assinou a liberação da necrópsia) e é amigo de infância de uma tia da minha esposa, convidou-a para ir até a delegacia para falar sobre o passado, a infância e coisas assim.  Ao chegar lá, ela foi interrogada pelo Álvaro Ianhez, que a ameaçava dizendo que iria acabar com a minha vida, com a presença do delegado. O delegado ainda disse a ela,  que eu era um vagabundo e que merecia cadeia.
 
 
 
 
Tive que mudar de madrugada para São Paulo. denunciei tal fato a polícia federal e ainda assim, nada fizeram.
 
 
 
 
A última atualização do caso é esta: O procurador José Jairo Gomes, que vem recebendo os médicos com frequência em seu gabinete em Belo Horizonte, e que diz estar com pena de vê-los chorando como crianças, entrou com um pedido na justiça, para que eu seja obrigado a realizar um exame de SANIDADE MENTAL. Ele alega que é para a minha proteção.  Mais absurdo ainda, é que nunca pude sequer exibir um documento pois estão sob sigilo de justiça.   No entanto, o promotor de Poços de Caldas, DR. Renato Maia (promotor que conduziu o inquérito da polícia civil que me acusa de confessar ter chamado a Rede Globo),  divulgou o pedido do exame a imprensa.
 
 
 
 
Muitas coisas aconteceram, mas que para divulgar ficaríamos com um livro para ler.
 
 
 
Com o tempo e o debate, irei revelando os fatos para ilustrar melhor a atividade deste grupo, que continua atuando em Minas gerais.
 
 
 
 
Preciso de Ajuda.
 
 
 
 
Precisamos combater a Máfia dos transplantes, que vem vitimando milhares de crianças como meu filho, apenas com uma "SUSPEITA" de MORTE ENCEFÁLICA, comprovada após o exame de APNÉIA.
 
 
 
 
Obrigado pela atenção"
 
Paulo Pavesi
 

======================================
ENDERECOS SOBRE MORTE ENCEFALICA 
E TRANSPLANTES 
======================================
Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
===
INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
80% de transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
número 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
===
ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
===
DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
===
ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
===
DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
===
PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
http://www.yahoogroups.com/files/direito_saude/
===
INSCRICAO, enviar mensagem em branco para:
[EMAIL PROTECTED]
===
PARA outras finalidades acessar
a pagina principal deste Grupo:
http://www.yahoogroups.com/group/direito_saude
===
 
 

---
Outgoing mail is certified Virus Free.
Checked by AVG anti-virus system (http://www.grisoft.com).
Version: 6.0.330 / Virus Database: 184 - Release Date: 28/2/2002
-----------------------------------
Endereços da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
-----------------------------------

clique aqui Grupos.com.br
página do grupo diretório de grupos diretório de pessoas cancelar assinatura

-----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
-----------------------------------

clique aqui Grupos.com.br
p�gina do grupo diret�rio de grupos diret�rio de pessoas cancelar assinatura

Responder a