Direito_Sa�de e Bio�tica -- 18.05.2002
______________________________
 
 
 
Deve-se examinar rigorosamente as responsabilidades das gest�es
do Conselho Federal de Medicina que v�m sendo
coniventes  com rela��o aos abusos
praticados na declara��o de morte encef�lica
no Brasil .
 
 
 
Suas responsabilidades est�o PREVENIDAS  
em Interpela��o Judicial onde AINDA n�o enfrentaram
a comprova��o dos erros
declarat�rios questionados em Ju�zo, 
passados mais de dois anos,
e suscitados pela primeira vez em 17 de setembro
de 1997.
 
 
 
 
O Tr�fico de �rg�os existe em TODO o Brasil.
Est� dentro da Medicina DEVIDO � liberalidade
declarat�ria de morte encef�lica ensejada
pela Resolu��o 1.480/97
do Conselho Federal de Medicina.
 
 
 
 
Com c�pia aberta para o Conselho Federal de Medicina.
 
 
[]'s
 
Celso Galli Coimbra
OAB_RS 11352
Porto Alegre
-----------------------------------------------
 
Hoje Em Dia - Minas
 
 
BH - 18/05/2002
 
Morte em MG pode mudar lei do transplante
 
 
Jeanette Santos

REP�RTER
 
 
A den�ncia do Minist�rio P�blico Federal contra quatro m�dicos, acusados de homic�dio doloso qualificado - oferecida ontem ao juiz da 4� Vara de Justi�a Federal em Minas Gerais -, pode ser o primeiro passo para derrubar a Resolu��o n� 1480/97, do Conselho Federal de Medicina, que determina os procedimentos para definir morte encef�lica (cl�nica).
 
 

A den�ncia diz respeito a um caso registrado em Po�os de Caldas, Sul do Estado, que pode significar a "ponta de um iceberg" na atua��o de uma "M�fia dos Transplantes" que come�a a ser desarticulada.
 
 

Se o juiz acatar a den�ncia, ser� a primeira vez no pa�s que os m�dicos responder�o criminalmente pela morte de um paciente nessas condi��es. Jos� Luiz Gomes da Silva, �lvaro Ianhez, Jos� Luiz Bonfitto e Marco Alexandre Pacheco da Fonseca s�o acusados de provocar a morte do garoto Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos.
 
 

V�tima de traumatismo craniano, ele n�o teria resistido aos dois exames de arteriografia - obrigat�rios para defini��o do estado do paciente e decisivo para o aproveitamento dos �rg�os em transplantes. O caso aconteceu em 23 de abril de 2000 em Po�os de Caldas, Sul de Minas e, na �poca, com a den�ncia da fam�lia, ganhou repercuss�o nacional.
 
 

Paulo Pavesi havia sofrido um acidente cinco dias antes. Ele caiu de uma altura de aproximadamente 10 metros quando brincava no playground do pr�dio onde morava. Socorrido imediatamente, a crian�a recebeu os primeiros cuidados no Hospital Pedro Sanches, onde teria sido submetido a primeira arteriografia.
 
 

Mais tarde, o menino foi encaminhado para a Santa Casa de Miseric�rdia, onde n�o teria recebido medicamentos para elevar a press�o arterial e, para complicar, teria sido novamente sedado e submetido mais uma vez ao mesmo exame, que ent�o constatou sua morte.
 
 

A realiza��o da arteriografia � um dos procedimentos definidos da Resolu��o n� 1480. O procedimento, no entanto, exige seda��o. E no caso de v�timas de traumatismo craniano isso diminui as chances de sobreviv�ncia, uma vez que a press�o arterial e intracraniana cai.
 
 

Uma das pe�as principais no inqu�rito da Pol�cia Federal foi o prontu�rio do paciente. Apesar das rasuras, o delegado C�lio Jacinto dos Santos detectou nos registros da enfermagem, tanto de um hospital quanto do outro, que medicamentos n�o foram aplicados.
 
 

Durante dois dias, mesmo com a incis�o no pesco�o, feita para injetar o contraste do primeiro exame, o menino teria ficado fora da UTI e mantida com press�o baixa. �Isto � fatal neste caso. Os vasos sang��neos ficam comprimidos", concluiu o delegado.
O inqu�rito administrativo, que apontou outra s�rie de irregularidades nos procedimentos, provocou mudan�as na legisla��o estadual sobre a capta��o e doa��o de �rg�os, at� ent�o coordenada pelo MG Transplantes. �N�o existe consenso entre os m�dicos e professores sobre a Resolu��o n� 1480. E neste caso nem ao menos o protocolo foi observado pelo m�dicos que o assistiram", acredita o procurador Ada�lson Ramos do Nascimento.
 
 

O procurador est� convencido que se os m�dicos forem indiciados e responderem a j�ri popular, estar� aberto a brecha para a sociedade questionar essa resolu��o no �mbito legislativo e cobrar do Minist�rio da Sa�de a elabora��o de uma outra regulamenta��o mais criteriosa, que leve em contra que os m�dicos n�o s�o infal�veis.
A pena para homic�dio doloso qualificado (com inten��o), segundo o C�digo Penal, varia de 16 a 40 anos.
 

____________________________________

SEIS INQU�RITOS INVESTIGAM ESQUEMA
____________________________________
 
 

As circunst�ncias da morte de Paulo Pavesi geraram outros seis inqu�ritos policiais, ainda em fase de investiga��o pela Pol�cia Federal.  Um deles apura a aplica��o irregular de recursos do Sistema �nico de Sa�de (SUS) na capta��o de �rg�os e transplantes. Em 2000, o SUS de Po�os de Caldas recebeu o repasse de R$ 1,3 milh�o pela referente a realiza��o de transplantes, mesma cifra repassada ao SUS de Belo Horizonte, onde s�o realizadas a maior parte deste tipo de procedimento no Estado.
 
 

A lista de beneficiados tamb�m � suspeita.   Dos 200 transplantes realizados no munic�pio, muitos foram feitos em pacientes de outros estados, como Goi�s. H� ind�cios de que, para receber as doa��es, muitos pacientes tiveram que desembolsar at� R$ 5 mil pelo �rg�o para uma "M�fia dos Transplantes". O com�rcio de �rg�os teria gerado lucro para algumas pessoas, muitas delas supostamente ligadas �s secretarias municipal e estadual de Sa�de, que est�o sendo investigadas por enriquecimento il�cito.
 
 

Outro inqu�rito, em fase de conclus�o, investiga o pagamento � Santa Casa, em duplicata pelo mesmo procedimento, por parte do SUS e de conv�nios. E, por �ltimo, h� ainda o inqu�rito sobre a den�ncia que provocou a queda da dire��o do MG Transplantes naquele ano.  Ele apura a capta��o clandestina e destina��o dos �rg�os.
 
 
 

A morte de Paulo Pavesi provocou tamb�m a interdi��o do Hospital Pedro Sanches, onde ele recebeu os primeiros socorros. A institui��o foi proibida de realizar cirurgias eletivas, procedimentos invasivos cr�ticos, interna��es em UTI e atendimento hemoter�pico.   O esc�ndalo abalou tamb�m a sa�de financeira da Santa Casa de Miseric�rdia de Po�os de Caldas, atolada em uma d�vida de R$ 3,6 milh�es.
 
 
 

Na trama, surgiu outro fato misterioso. No dia 14 de abril do m�s passado, o diretor administrativo da institui��o, Carlos Henrique Marcondes, 58 anos, foi encontrado baleado, dentro de seu pr�prio ve�culo, por volta de 7h30, quando seguia de casa para o trabalho. De acordo com informa��es da pol�cia de Po�os de Caldas, o ve�culo estava parado em uma rua pr�xima � casa do diretor e o rev�lver 38, de sua propriedade, estava ca�do dentro do ve�culo.
 
 
 

A pol�cia acredita que ele tenha se suicidado. A institui��o havia sido descredenciada do SUS dois meses antes e tamb�m estava impedida de realizar novos transplantes desde o final do ano passado. Carlos Marcondes era investigado por improbidade administrativa.
 
 
_______________________________

Defesa refuta acusa��o de homic�dio
_______________________________
 
 

O advogado Luiz Carlos Abritta, que defende o m�dico �lvaro Ianhez, da Santa Casa de Miseric�rdia, onde os �rg�os de Paulo Pavesi foram retirados, afirmou ontem que precisaria analisar melhor a den�ncia que pesa contra o seu cliente. Ele adiantou, no entanto, que a defesa refuta as acusa��es de homic�dio, uma vez que a participa��o de Ianhez teria se restringido a retirada dos �rg�os.
 
 

Os outros acusados n�o foram localizados pela reportagem. Um oftalmologista, cujo nome est� sendo mantido em sigilo, teria retirado as c�rneas de Paulo Pavesi, e tamb�m dever� ser indiciado em outro inqu�rito pela realiza��o de transplantes em desacordo com a lei. A fam�lia do garoto n�o havia autorizado a retirada dos �rg�os.
 
 

A den�ncia - assinada pelos procuradores Adailson Ramos do Nascimento, Eduardo Morato Fonseca, Isabela de Holanda Cavalcanti e Juliano Stella Karam - da Procuradoria da Rep�blica no Estado destaca que, antes mesmo de ser transferido do Hospital Pedro Sanches para a Santa Casa, Paulo Pavesi foi assistido por um nefrologista que teria feito considera��es de que ele seria um potencial doador.
 

�Os atos dos m�dicos tamb�m s�o pass�veis de an�lise por parte de leigos. O protocolo (Resolu��o n� 1480/97) � um caminho a trilhar exatamente para que esses profissionais n�o sejam responsabilizados", criticou o procurador Adailson Ramos do Nascimento. Ele estranha o fato de o Minist�rio da Sa�de ter delegado a um �rg�o de classe, no caso o Conselho Federal de Medicina, a atribui��o de elaborar a legisla��o que, em tese, deve fiscalizar o exerc�cio dos pr�prios m�dicos.
 
 

�Em outros pa�ses a legisla��o � federal e, al�m das entidades de classe, que por natureza s�o corporativas, participam desse processo, representantes da sociedade civil",  lembrou Nascimento.
 
 

Atualmente, segundo o MG Transplantes, 1.840 pessoas aguardam por transplante de rins no Estado.  S�o ainda 44 esperando medula �ssea, 677 esperando por c�rneas, oito precisam de um cora��o, 24 de f�gado, 15 de p�ncreas e duas de pulm�es.
 
========================================
ENDERECOS  SOBRE MORTE ENCEF�LICA E 
TRANSPLANTES DE ORG�OS VITAIS �NICOS:
=====================================

Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
===
INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
80% de transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *ANTECIPADAS*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
===
ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
===
DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
===
ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
===
DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
===
PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
http://www.yahoogroups.com/files/direito_saude/
===
INSCRICAO, enviar mensagem em branco para:
[EMAIL PROTECTED]
===
PARA outras finalidades acessar
a pagina principal deste Grupo:
http://www.yahoogroups.com/group/direito_saude
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Direito_Sa�de e Bio�tica -- 18.05.2002
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Deve-se examinar rigorosamente as responsabilidades das gest�es
do Conselho Federal de Medicina que v�m sendo
coniventes  com rela��o aos abusos
praticados na declara��o de morte encef�lica
no Brasil .
 
 
 
Suas responsabilidades est�o PREVENIDAS  
em Interpela��o Judicial onde AINDA n�o enfrentaram
a comprova��o dos erros
declarat�rios questionados em Ju�zo, 
passados mais de dois anos,
e suscitados pela primeira vez em 17 de setembro
de 1997.
 
 
 
 
O Tr�fico de �rg�os existe em TODO o Brasil.
Est� dentro da Medicina DEVIDO � liberalidade
declarat�ria de morte encef�lica ensejada
pela Resolu��o 1.480/97
do Conselho Federal de Medicina.
 
 
 
 
Com c�pia aberta para o Conselho Federal de Medicina.
 
 
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Celso Galli Coimbra
OAB_RS 11352
Porto Alegre
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Hoje Em Dia - Minas
 
 
BH - 18/05/2002
 
Morte em MG pode mudar lei do transplante
 
 
Jeanette Santos

REP�RTER
 
 
A den�ncia do Minist�rio P�blico Federal contra quatro m�dicos, acusados de homic�dio doloso qualificado - oferecida ontem ao juiz da 4� Vara de Justi�a Federal em Minas Gerais -, pode ser o primeiro passo para derrubar a Resolu��o n� 1480/97, do Conselho Federal de Medicina, que determina os procedimentos para definir morte encef�lica (cl�nica).
 
 

A den�ncia diz respeito a um caso registrado em Po�os de Caldas, Sul do Estado, que pode significar a "ponta de um iceberg" na atua��o de uma "M�fia dos Transplantes" que come�a a ser desarticulada.
 
 

Se o juiz acatar a den�ncia, ser� a primeira vez no pa�s que os m�dicos responder�o criminalmente pela morte de um paciente nessas condi��es. Jos� Luiz Gomes da Silva, �lvaro Ianhez, Jos� Luiz Bonfitto e Marco Alexandre Pacheco da Fonseca s�o acusados de provocar a morte do garoto Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos.
 
 

V�tima de traumatismo craniano, ele n�o teria resistido aos dois exames de arteriografia - obrigat�rios para defini��o do estado do paciente e decisivo para o aproveitamento dos �rg�os em transplantes. O caso aconteceu em 23 de abril de 2000 em Po�os de Caldas, Sul de Minas e, na �poca, com a den�ncia da fam�lia, ganhou repercuss�o nacional.
 
 

Paulo Pavesi havia sofrido um acidente cinco dias antes. Ele caiu de uma altura de aproximadamente 10 metros quando brincava no playground do pr�dio onde morava. Socorrido imediatamente, a crian�a recebeu os primeiros cuidados no Hospital Pedro Sanches, onde teria sido submetido a primeira arteriografia.
 
 

Mais tarde, o menino foi encaminhado para a Santa Casa de Miseric�rdia, onde n�o teria recebido medicamentos para elevar a press�o arterial e, para complicar, teria sido novamente sedado e submetido mais uma vez ao mesmo exame, que ent�o constatou sua morte.
 
 

A realiza��o da arteriografia � um dos procedimentos definidos da Resolu��o n� 1480. O procedimento, no entanto, exige seda��o. E no caso de v�timas de traumatismo craniano isso diminui as chances de sobreviv�ncia, uma vez que a press�o arterial e intracraniana cai.
 
 

Uma das pe�as principais no inqu�rito da Pol�cia Federal foi o prontu�rio do paciente. Apesar das rasuras, o delegado C�lio Jacinto dos Santos detectou nos registros da enfermagem, tanto de um hospital quanto do outro, que medicamentos n�o foram aplicados.
 
 

Durante dois dias, mesmo com a incis�o no pesco�o, feita para injetar o contraste do primeiro exame, o menino teria ficado fora da UTI e mantida com press�o baixa. �Isto � fatal neste caso. Os vasos sang��neos ficam comprimidos", concluiu o delegado.
O inqu�rito administrativo, que apontou outra s�rie de irregularidades nos procedimentos, provocou mudan�as na legisla��o estadual sobre a capta��o e doa��o de �rg�os, at� ent�o coordenada pelo MG Transplantes. �N�o existe consenso entre os m�dicos e professores sobre a Resolu��o n� 1480. E neste caso nem ao menos o protocolo foi observado pelo m�dicos que o assistiram", acredita o procurador Ada�lson Ramos do Nascimento.
 
 

O procurador est� convencido que se os m�dicos forem indiciados e responderem a j�ri popular, estar� aberto a brecha para a sociedade questionar essa resolu��o no �mbito legislativo e cobrar do Minist�rio da Sa�de a elabora��o de uma outra regulamenta��o mais criteriosa, que leve em contra que os m�dicos n�o s�o infal�veis.
A pena para homic�dio doloso qualificado (com inten��o), segundo o C�digo Penal, varia de 16 a 40 anos.
 

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SEIS INQU�RITOS INVESTIGAM ESQUEMA
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As circunst�ncias da morte de Paulo Pavesi geraram outros seis inqu�ritos policiais, ainda em fase de investiga��o pela Pol�cia Federal.  Um deles apura a aplica��o irregular de recursos do Sistema �nico de Sa�de (SUS) na capta��o de �rg�os e transplantes. Em 2000, o SUS de Po�os de Caldas recebeu o repasse de R$ 1,3 milh�o pela referente a realiza��o de transplantes, mesma cifra repassada ao SUS de Belo Horizonte, onde s�o realizadas a maior parte deste tipo de procedimento no Estado.
 
 

A lista de beneficiados tamb�m � suspeita.   Dos 200 transplantes realizados no munic�pio, muitos foram feitos em pacientes de outros estados, como Goi�s. H� ind�cios de que, para receber as doa��es, muitos pacientes tiveram que desembolsar at� R$ 5 mil pelo �rg�o para uma "M�fia dos Transplantes". O com�rcio de �rg�os teria gerado lucro para algumas pessoas, muitas delas supostamente ligadas �s secretarias municipal e estadual de Sa�de, que est�o sendo investigadas por enriquecimento il�cito.
 
 

Outro inqu�rito, em fase de conclus�o, investiga o pagamento � Santa Casa, em duplicata pelo mesmo procedimento, por parte do SUS e de conv�nios. E, por �ltimo, h� ainda o inqu�rito sobre a den�ncia que provocou a queda da dire��o do MG Transplantes naquele ano.  Ele apura a capta��o clandestina e destina��o dos �rg�os.
 
 
 

A morte de Paulo Pavesi provocou tamb�m a interdi��o do Hospital Pedro Sanches, onde ele recebeu os primeiros socorros. A institui��o foi proibida de realizar cirurgias eletivas, procedimentos invasivos cr�ticos, interna��es em UTI e atendimento hemoter�pico.   O esc�ndalo abalou tamb�m a sa�de financeira da Santa Casa de Miseric�rdia de Po�os de Caldas, atolada em uma d�vida de R$ 3,6 milh�es.
 
 
 

Na trama, surgiu outro fato misterioso. No dia 14 de abril do m�s passado, o diretor administrativo da institui��o, Carlos Henrique Marcondes, 58 anos, foi encontrado baleado, dentro de seu pr�prio ve�culo, por volta de 7h30, quando seguia de casa para o trabalho. De acordo com informa��es da pol�cia de Po�os de Caldas, o ve�culo estava parado em uma rua pr�xima � casa do diretor e o rev�lver 38, de sua propriedade, estava ca�do dentro do ve�culo.
 
 
 

A pol�cia acredita que ele tenha se suicidado. A institui��o havia sido descredenciada do SUS dois meses antes e tamb�m estava impedida de realizar novos transplantes desde o final do ano passado. Carlos Marcondes era investigado por improbidade administrativa.
 
 
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Defesa refuta acusa��o de homic�dio
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O advogado Luiz Carlos Abritta, que defende o m�dico �lvaro Ianhez, da Santa Casa de Miseric�rdia, onde os �rg�os de Paulo Pavesi foram retirados, afirmou ontem que precisaria analisar melhor a den�ncia que pesa contra o seu cliente. Ele adiantou, no entanto, que a defesa refuta as acusa��es de homic�dio, uma vez que a participa��o de Ianhez teria se restringido a retirada dos �rg�os.
 
 

Os outros acusados n�o foram localizados pela reportagem. Um oftalmologista, cujo nome est� sendo mantido em sigilo, teria retirado as c�rneas de Paulo Pavesi, e tamb�m dever� ser indiciado em outro inqu�rito pela realiza��o de transplantes em desacordo com a lei. A fam�lia do garoto n�o havia autorizado a retirada dos �rg�os.
 
 

A den�ncia - assinada pelos procuradores Adailson Ramos do Nascimento, Eduardo Morato Fonseca, Isabela de Holanda Cavalcanti e Juliano Stella Karam - da Procuradoria da Rep�blica no Estado destaca que, antes mesmo de ser transferido do Hospital Pedro Sanches para a Santa Casa, Paulo Pavesi foi assistido por um nefrologista que teria feito considera��es de que ele seria um potencial doador.
 

�Os atos dos m�dicos tamb�m s�o pass�veis de an�lise por parte de leigos. O protocolo (Resolu��o n� 1480/97) � um caminho a trilhar exatamente para que esses profissionais n�o sejam responsabilizados", criticou o procurador Adailson Ramos do Nascimento. Ele estranha o fato de o Minist�rio da Sa�de ter delegado a um �rg�o de classe, no caso o Conselho Federal de Medicina, a atribui��o de elaborar a legisla��o que, em tese, deve fiscalizar o exerc�cio dos pr�prios m�dicos.
 
 

�Em outros pa�ses a legisla��o � federal e, al�m das entidades de classe, que por natureza s�o corporativas, participam desse processo, representantes da sociedade civil",  lembrou Nascimento.
 
 

Atualmente, segundo o MG Transplantes, 1.840 pessoas aguardam por transplante de rins no Estado.  S�o ainda 44 esperando medula �ssea, 677 esperando por c�rneas, oito precisam de um cora��o, 24 de f�gado, 15 de p�ncreas e duas de pulm�es.
 
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ENDERECOS  SOBRE MORTE ENCEF�LICA E 
TRANSPLANTES DE ORG�OS VITAIS �NICOS:
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Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
===
INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
80% de transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *ANTECIPADAS*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
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ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
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DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
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ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
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DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
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PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
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