De: Dr. Juan L�pez Linares, p�s-doutorando, Inst. de
F�sica, Unicamp (SP) Meu
e-mail:clique aqui
Ref.: Quero conhecer meu filho Juan Paolo, de mais
de 3 anos, beij�-lo e abra��-lo pela primeira vez, mas o governo cubano
me pro�be.
Para: Colegas universit�rios, autoridades civis,
religiosas, pol�ticas e sindicais, entidades de direitos humanos, brasileiros
e brasileiras de boa vontade e irm�os ibero-americanos
Caros amigos,
1.- Meu nome � Juan L�pez Linares. Nasci na Ilha da
Juventude, ao sudeste da ilha de Cuba, h� 31 anos.
Sou doutor em F�sica pela Universidade Federal de S�o
Carlos (UFSCar) e fa�o atualmente um p�s-doutorado na Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp), ambas no estado de S�o Paulo.
Tenho em Cuba um filho de mais de 3 anos, Juan
Paolo L�pez Fiallo, a quem n�o conhe�o pois o governo cubano me impede.
2.- Essa separa��o � o mais cruel "castigo" que podem
fazer a um pai. E sou considerado pelo governo cubano um "desertor" e at�
"traidor" pelo simples fato de ter optado por estudar neste grande e acolhedor
Brasil, no qual duas e conceituadas universidades, e a Fapesp (�rg�o
brasileiro de amparo �s pesquisas cientificas), me t�m dado generosamente a
possibilidade de um maior desenvolvimento profissional.
3.- Em 2000, 2001 e 2002 fiz todos os tr�mites
poss�veis e imagin�veis diante das autoridades consulares cubanas no Brasil,
para poder voltar temporariamente a Cuba, pagando inclusive, onerosas taxas no
consulado de Cuba em S�o Paulo. Possuo, e ponho � disposi��o dos interessados,
a documenta��o pertinente.
Mas essa autoriza��o de entrada a Cuba foi negada,
sempre verbalmente, sem ter recebido qualquer documento escrito que
justificasse os motivos dessas negativas.
Esgotados todos os recursos consulares a meu alcance,
essa situa��o me leva a n�o mais poder manter esse caso no plano estritamente
particular, como eu teria desejado, mas a apresent�-lo ao conhecimento
p�blico.
Na 3a. feira 4 de junho pp. um funcion�rio n�o
identificado do consulado de Cuba em S�o Paulo (tel. (11)- 3873 4537, mailto:[EMAIL PROTECTED],[EMAIL PROTECTED] ),
ao ser interrogado por um jornalista do "Correio Popular", de Campinas, deu o
caso por "encerrado", acrescentando que "n�o daria entrevistas sobre o
assunto".
4.- Como poderia meu dilacerado cora��o de pai, aceitar
que essa injusti�a flagrante seja um "caso encerrado"? Por ventura poderia
essa declara��o tirar meu inviol�vel direito de conhecer meu filho, e de
entrar e sair livremente de meu pais de origem? Penso que nenhum pai e nenhuma
m�e se resignariam diante de tamanha injusti�a.
N�o � o atual governo cubano, nem o "diktat" de nenhum
funcion�rio consular cubano, que poder� extirpar esse sagrado direito.
5.- Cuba � o �nico pais do Hemisf�rio que pro�be a seus
cidad�os entrar e sair livremente de sua pr�pria P�tria. A Constitui��o cubana
de 1940, como hoje o fazem a maioria das Constitui��es do mundo, tinha um
artigo que garantia esse direito de ir e de vir. Mas a atual Constitui��o
cubana o eliminou completamente. Esse direito n�o existe atualmente para os
cubanos.
Fica configurada uma situa��o incompreens�vel, que n�o
� humana, e que vai muito al�m de meu drama pessoal, pois � um drama que afeta
a milh�es de meus compatriotas.
Sim, � uma situa��o incompreens�vel, que viola
frontalmente o art. 13 (2) da Declara��o Universal dos Direitos Humanos, que
expressa "toda pessoa tem o direito de deixar qualquer pa�s, inclusive o
pr�prio, e a este regressar".
Qualquer brasileiro e qualquer cidad�o das Am�ricas,
tem a possibilidade, com a maior naturalidade, quase que com a mesma
facilidade de respirar, de sair e entrar livremente de seu pa�s, quando puder
ou quando o desejar e sem ter que dar explica��es ao seu governo.
Pois � de direito natural e de senso comum que cada
pessoa possa atravessar livremente as fronteiras de seu pr�prio pa�s. Do
contr�rio, se sentiria propriamente como se estivesse num c�rcere. No caso de
meus irm�os cubanos, � propriamente, pelo menos sob esse aspecto fundamental,
e sem entrar em outros, como se estivessem num c�rcere, uma literal
ilha-c�rcere.
(O ponto que segue � muito importante)
6.- O que desejo em concreto? E o que � que meu cora��o
de pai e de cubano quer de voc�s? Como voc�s poderiam me ajudar?
O que desejo para mim, de maneira concreta e
espec�fica, � que as autoridades cubanas me permitam ingressar temporariamente
em Cuba, garantindo meu direito de retornar ao Brasil.
O que desejo de voc�s todos �, em primeiro lugar, vossa
compreens�o e aten��o para este drama familiar. Tamb�m, que voc�s, com suas
rela��es e seus contatos, fa�am gest�es diante das autoridades civis, mais
especificamente diante do Itamaraty; diante dos meios de comunica��o, para que
tornem estes fatos conhecidos no Brasil e no mundo inteiro; diante das
autoridades religiosas e dos l�deres pol�ticos e sociais, e de entidades de
direitos humanos, para que eles n�o permane�am indiferentes; e diante da
embaixada de Cuba, e seu consulado em S�o Paulo, para que eles concedam essa
autoriza��o que solicito.
7.- Gostaria de manifestar finalmente que este esfor�o
seria, a meu ver, razo�vel ainda que para remediar uma �nica injusti�a, a de
um �nico pai ou uma �nica m�e no mundo que estivessem separados for�adamente
de seus filhos. Mas, como disse, � um serio problema que divide, dilacera e
desgarra a incont�veis fam�lias cubanas.
Agrade�o antecipadamente a todos os que, com gest�es,
com palavras, com escritos estejam dispostos a ajudar.
Da minha parte, enquanto estiver com vida e em
liberdade -amparado na Constitui��o brasileira que generosamente garante
iguais direitos para os cidad�os do pa�s e para estrangeiros- n�o calarei at�
n�o estreitar meu filho Juan Paolo em meus bra�os.
Muito obrigado pela aten��o!
Postdata:
Pe�o antecipadamente a compreens�o de voc�s para um
ponto de foro intimo e para outro do plano familiar, cujo sil�ncio da minha
parte poderia causar estranheza, ou pelo menos, chamar a aten��o.
Primeiro ponto: eu n�o tenho f� religiosa, sou ateu.
Saber meu pa�s de origem, poder� ajud�-los, assim espero, a compreender esse
fato. Mas impressiona-me profundamente a religiosidade do povo brasileiro. Por
isso, agrade�o tamb�m, antecipadamente, vossas ora��es ao Deus no qual
acreditam com tanta f�, para que a justi�a seja feita.
Segundo ponto: sobre minha esposa Ileana Fiallo. Ela �
a m�e de meu filho, possui a guarda dele, me consta que faz o poss�vel para
educ�-lo e cuid�-lo da melhor maneira, e mantenho com ela as melhores
rela��es, mesmo estando t�o longe. Mas essa longa separa��o, e este � um outro
cruel aspecto desse sistema de "apartheid" a que me submeteram as atuais
autoridades cubanas, foi mais um atentado contra minha fam�lia.
IMPORTANTE:
A.- Alguns telefones e e-mails para
contato:
* Dr. Juan L�pez Linares
E-mail: [EMAIL PROTECTED]
Tel.: 55-19- 3788 5504 de 2a. a 6a., de 8 a 18
hs.
Tel.: 55-19- 3289 0618 de 2a. a 6a., ap�s 19 hs., e fim
de semana.
Fax.: 55-19- 3289 3137
* Embaixada de Cuba em Brasilia
Jorge Lezcano P�rez, Embaixador
E-mails: mailto:[EMAIL PROTECTED],[EMAIL PROTECTED]
Tels.: 55-61- 2484710, 2484130, 2484517 y
2484215
Faxes: 55-61- 248 6778 y 248 7559
* Consulado de Cuba em S�o Paulo
Tel.: (11)- 3873 4537
E-mails: mailto:[EMAIL PROTECTED],[EMAIL PROTECTED]
* Minist�rio das Rela��es Exteriores do
Brasil
Professor Celso Lafer, Ministro
E-mail: [EMAIL PROTECTED]
Tel.: 55-61- 4116161
Tels. Ass. Com. Social: 55-61- 4116160 ,
4116163
* Minist�rio das Rela��es Exteriores de Cuba
Felipe P�rez Roque, Ministro
E-mail: [EMAIL PROTECTED]
Tels.: (537) 553537, 553260
Fax: (537) 333460
B.- Caso voc� tiver possibilidade de efetuar gest�es e
contatos diante de autoridades e meios de comunica��o, escrever artigos,
exigir �s autoridades cubanas a solu��o deste problema etc., por favor, clique
no link Juan:MinhaAjuda, se poss�vel,
narrando brevemente essas gest�es.
C.- Caso lhe ocorrer sugest�es, ou simplesmente desejar
continuar a receber not�cias sobre o andamento deste caso, por favor, clique
no link Juan:Mantenha-MeInformado.
D.- Compreendo que este relato possa ter deixado pontos
n�o suficientemente claros. Neste caso, por favor, clique no link Juan:Pe�oMaisInfo,
acrescentando, se poss�vel, os pontos que desejarem ser
esclarecidos.
Receber� fotos de meu filho Juan Paolo; telefones e
e-mails das chancelarias brasileira e cubana, da embaixada cubana em Bras�lia
e do consulado cubano em S�o Paulo; "links" com as not�cias publicadas
recentemente pelo "Correio Popular", de Campinas, e outras informa��es sobre o
caso, assim como as respostas para suas perguntas.
E.- Se desejar ser retirado de meu Addres Book, por
favor, clique no link Juan:Unsubscribe
Grato pela sua
aten��o!