Provada a farsa da reforma da previd�ncia: beneficiar os
fundos de pens�o.
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GANHOS L�QUIDOS DOS FUNDOS DE PENS�O
EM 1 ANO � IGUAL � "ECONOMIA" DE 30 ANOS
DA REFORMA DA PREVID�NCIA
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Washington Luiz Moura Lima
Economista Assessor Econ�mico do Sintrajud/SP
A reforma da previd�ncia, exigida pelo FMI e aplicada pelo governo, sob a
alega��o da necessidade do "equil�brio" da contas p�blicas, se j� era
questionada quando da tramita��o da PEC, agora com a divulga��o dos
resultados dos Fundos de Pens�o de Janeiro a Outubro de 2003 pela Secretaria
de Previd�ncia Complementar, fica imposs�vel de sustenta-la.
Os ganhos L�QUIDOS, em 10 meses dos Fundos de Pens�o foram de R$ 35,0
bilh�es. Deste total a rentabilidade com Investimentos Imobili�rios foi de
R$ 1,1 bilh�es, equivalentes a 3,15% do montante ganho. Outros R$ 12,0
bilh�es vieram de aplica��es em renda vari�vel, basicamente aplica��es em
bolsa, ou 34,46% do total.
Mas, o mais impressionante foi que R$ 21,2 bilh�es, ou 60,67% vieram de
Renda Fixa, leia-se de T�tulo P�blicos, em fun��o das altas de juros
praticadas pelo governo.
Vejamos que l�gica perversa. O FMI exige a reforma da previd�ncia,
privatizando-a, retirando o dinheiro da previd�ncia do Estado e
transferindo-o para os fundos de pens�o. Como o Estado � o maior devedor do
pa�s, com uma d�vida, no final de 2003, de R$ 913,1 bilh�es, ele precisa
desesperadamente refinancia-la.
Apela ent�o, para bancos e outros investidores, inclusive para os fundos de
pens�o, chamados de "investidores institucionais" que tinham, em outubro de
2003, R$ 129,5 bilh�es aplicados em t�tulos p�blicos, pagando juros que
dever�o mais adiante ser novamente emprestados ao governo.
Assim o dinheiro p�blico proporcionou 60,67% do gigantesco lucro dos fundos
de pens�o.
A m�dia mensal de ganhos l�quidos nos primeiros 10 meses de 2003, foi de R$
3,5 bilh�es. Como tudo indica que a rentabilidade se manter�, em novembro e
dezembro de 2003, temos ent�o R$ 42 bilh�es, como estimativa para o per�odo
de 12 meses.
Este montante � superior � "economia" gerada pela reforma da previd�ncia.
Segundo o governo, a reforma dever� diminuir os gastos com previd�ncia em R$
40 bilh�es nos pr�ximos 30 anos.
Como a d�vida p�blica continua crescendo, em 2003 ela subiu R$ 31 bilh�es,
mesmo se pagando R$ 147 bilh�es de juros, � necess�rio que os juros sejam
"atrativos" para o "mercado". Como eles s�o altos, a d�vida n�o p�ra de
crescer, e o pagamento de juros nunca acaba. "E assim os banqueiros vivem
felizes para sempre!".
Dentro desta l�gica do FMI, os lucros dos fundos de pens�o, dever�o
continuar se mantendo por muitos e muitos anos. E a maior parte dele ser�
financiada com a fome e mis�ria do povo brasileiro.
Como vimos al�m de atacar direitos hist�ricos dos servidores, a reforma da
previd�ncia tamb�m vai gerar uma piora consider�vel nas j� combalidas contas
p�blicas. Assim nada � mais sensato e plaus�vel, do ponto de vista econ�mico
e dos interesses da na��o, que o governo Lula rompa com esta orienta��o do
FMI, e atenda a expectativa dos 53 milh�es que o elegeram,
revertendo/anulando a reforma da previd�ncia.
Washington Luiz Moura Lima
Economista Assessor Econ�mico
do Sintrajud/SP
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