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"Feliz
aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina"
Cora Coralina
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A HONRA TAMB�M SE ENSINA
� comum, em
nossos dias, ouvirmos reclama��es por parte de pessoas que se sentiram
desrespeitadas em seus direitos.
� o m�dico que
marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar
satisfa��o.
� o advogado
que assume uma causa e depois n�o lhe d� o encaminhamento necess�rio, deixando
o cliente em situa��o dif�cil.
� o contador
que se compromete perante a empresa em providenciar todos os documentos
exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa � autuada por
irregularidades que este diz desconhecer.
� o engenheiro
que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde come�a a ruir, sem que
este assuma a parte que lhe diz respeito.
� o pol�tico
que promete mundos e fundos e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada
juntos aos seus eleitores.
Esses e outros
tantos casos acontecem com freq��ncia nos dias atuais.
� natural que
as pessoas envolvidas em tais situa��es, exponham a sua indigna��o junto �
sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justi�a.
Todavia, vale a
pena refletirmos um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de
alguns cidad�os.
Temos de convir
que todos eles passaram pela inf�ncia e, em tese, podemos dizer que n�o
receberam as primeiras li��es de honra como deveriam.
Quando os
filhos s�o pequenos, n�o damos a devida aten��o �s suas m�s inclina��es ou, o
que � pior, as incentivamos com o pr�prio exemplo
Se nosso filho
desrespeita os hor�rios estabelecidos, n�o costumamos cobrar dele uma mudan�a
de comportamento.
Se prometem alguma coisa e n�o cumprem, n�o lhes falamos sobre a import�ncia
da palavra de honra.
Assim, a
palavra empenhada n�o � cumprida, e n�s n�o fazemos nada para que seja.
Ademais, h�
pais que s�o os pr�prios exemplos de desonra. Prometem e n�o cumprem. Dizem que
v�o fazer e n�o fazem. Falam, mas a sua palavra n�o tem o peso que deveria.
� importante
que pensemos a respeito das causas antes de reclamar dos efeitos.
�
imprescind�vel que passemos aos filhos li��es de honradez.
Ensinar aos
meninos que as irm�s dos outros devem ser respeitadas tanto quando suas
pr�prias irm�s.
Que a palavra
sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.
Ensinar o respeito
aos semelhantes, n�o os fazendo esperar horas e horas para s� depois atender
como que estiv�ssemos fazendo um grande favor.
Enfim,
ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os
outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.
N�o h� efeito
sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa
igualmente negativa.
Por essa raz�o,
antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se n�o estamos contribuindo com
as causas, direta ou indiretamente.
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