Myriam,
para divulgação eu preciso de ajuda,
e o que mais encontrei entre colegas foi censura.
Também no Sindicato Médico do RS onde
poucos meses atras eu colaborava para a criação
do movimento dos usuários do sus houve afrontante
censura pelo simples fato de eu aceitar apoiar a CPI
do Tráfico e trazer a questão da morte encefálica,
(Sindicato que está recebendo cópia dessa mensagem).
Onde estão os que realmente são advogados
no sentido de cumprirem com o compromisso
de contrariarem autoridades quando necessário?
Estão desaparecendo.
Diante desse fato cenusra de colegas, há cinco anos,
criei cinco grupos
jurídicos livres de off topiccs.
A divulgação que se faz necessária hoje é muito maior.
O MPF vai cometer suícidio de sua instituição se desrespeitar
aqueles que me outorgaram representação para se arvorarem
em defensores o tráfico de órgãos dentro da medicina.
É suficiente dizer isso uma única vez.
Há quase 25 anos, quando eu não tinha nem de longe
a experiência que tenho agora, havia juízes que marcavam
consulta comigo para no dia seguinte entrarem no TJRS
dizendo que me tinham constituído por terem sido preteridos
em promoções por antiguidade. Eram
promovidos.
Arquei com as pesadas consequências dessa forma
de advogar.
Se houve tentativas contra minha vida? Houve.
Desde 1986 até 1999.
O único e primeiro caso em que levei presos dois de quatro
que fizeram isso, a polícia soltou mesmo havendo flagrante.
Daí para a frente, resolvi de outras formas
esses problemas de segurança.
OAB? Vem servindo para cobrar mensalidades e
catapultar seus membros para o quinto classista,
além de receber denúncias frias de juízes,
onde o Relator (desse eu dou o nome)
Roberto Expedito da Cunha Madrid apresenta acusação
como Relator da OAB contra mim e logo é escolhido
Desembargador
pelo quinto classista,
apesar de sua notória ignorância jurídica
e de estar proibido de concorrer ao quíntuplo
por estar compondo a gestão de uma OAB.
Aliás, na mesma situação que ele nessa mesma
gestão havia mais cinco indicados.
Antes da escolha do nome de Madrid
houve uma troca de socos e pontapés
entre o governador do estado na época,
na praça em frente ao palácio do governo,
e seu advogado de confiança lotado
em cargo de confiança, por causa
de divergências sobre quem deveria ser
escolhido às pressas na lista tríplice onde
constava o nome
de Roberto Expedito da Cunha Madrid.
Fato nociticiado na época e com voz
presente minha, sem tergiversações.
Aliás, nessa época (de Roberto Expedito da
Cunha Madrid), processei todos os gestores
da OABRS por falta de moralidade administrativa.
E seu presidente renunciou para tratar de problemas
de saúde nos EUA.
Talvez tenha sido o primeiro presidente
de OAB a renunciar.
O que quero dizer com isso é que esse assunto
vai ser muito bem resolvido, quer o MPF queira ou não
queira. Os procuradores que estão aa frente
desse assunto ingressaram no Direito depois
de mim. Podem ser que tenham uma ótica lamentavelmente
"moderna" da advocacia.
[]'s
Celso Galli Coimbra
-----Mensagem Original-----
De: Myriam Figueiredo
Para: TRIBUNA
Enviada em: sexta-feira, 9 de julho de 2004 00:44
Assunto: [TRIBUNA] Médicos negam envolvimento em tráfico de órgãos
Celso,
Denunciar esta máfia é um ato de heroísmo de sua parte.
Mesmo assim, insisto que isto deve ser mais amplamente divulgado em rádios,
televisões, revistas, jornais.
Por outro lado você deve cuidar de sua segurança, pois está incomodando os
poderosos.
Beijos,
Myriam
----- Original Message -----
From: Celso Galli Coimbra
To: [EMAIL PROTECTED] ;
[EMAIL PROTECTED]
Cc: [EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED] ;
[EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED]
Sent: Thursday, July 08, 2004 11:25 PM
Subject: Re: [TRIBUNA] Médicos negam envolvimento em tráfico de órgãos
Eu tenho parte suficiente da documentação desse caso que consta do dossiê da
CPI.
Até certo momento orientamos a parte médica.
A "morte" desse menino foi declarada por uma empresa particular que
pertencia a um dos transplantadores.
(No Rio, em 2001, houve contratação tb de empresas particulares para
"declarar morte" de pacientes, e empresa estrangeiras ainda.
É necessário dizer claramente: esse menino, assim como muitos outros jovens
vêm sendo no Brasil, foi carneado em vida.
Poderia ser o filho de qualquer advogado presente. De qualquer pessoa que se
consider politizada.
Em Taubaté, ha 18 anos tem um processo judicial em andamento por
estraçalhento de pacientes que implicam em milhares de vítimas.
Tem cidadades que o SUS pagou transplante e que não faz transplante muito
menos pós-operatório.
No RS tem tráfico tb e um esquema de recuperação de rins seguido de operação
desnecessária para completar o tratamento. Quando o(a) paciente for fazer
em momento futuro exame renal vai descobrir que está sem um dos rins.
O CREMERS arquiva a representação, quando o judiciário chega a condenar o
hospital por desaparecimento de prontuário médico.
Mas, isso tudo não acontece senão com as outras pessoas.
Celso Galli Coimbra
-----Mensagem Original-----
De: Myriam Figueiredo
Para: TRIBUNA
Enviada em: quinta-feira, 8 de julho de 2004 22:24
Assunto: [TRIBUNA] Médicos negam envolvimento em tráfico de órgãos
Médicos negam envolvimento em tráfico de órgãos
A CPI do tráfico de órgãos ouviu, nesta quarta-feira, médicos suspeitos de
envolvimento na morte de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos - o Paulinho. Ele
morreu vítima de traumatismo craniano, em abril do ano 2000, na cidade de
Poços de Caldas - Minas Gerais. O pai do garoto, Paulo Pavesi, acusa a
equipe que atendeu seu filho de acelerar a morte do garoto, com interesse na
venda de órgãos.
Primeiro diagnóstico
O neurocirurgião José Luiz Gomes foi quem atendeu primeiramente a criança e
realizou a primeira arteriografia - exame que atesta a morte cerebral. Ele é
acusado pela família de Paulinho de acionar a central de transplantes do
Hospital Pedro Sanches, antes de confirmada a morte cerebral do garoto. Em
seu depoimento, Gomes diz que não acionou a central de transplantes, mas que
informou à equipe do hospital de que a família autorizara a doação dos
órgãos e já estaria ciente da provável morte da criança. Ele nega qualquer
participação na morte de Paulinho. "Em nenhum momento, eu teria cometido
algum ato que tivesse levado ele à morte e não sei nada em relação a tráfico
de órgão".
José Luiz Gomes argumenta ainda que entre a primeira arteriografia,
realizada no hospital Pedro Sanches, e a segunda, realizada na Santa Casa de
Misericórdia, para onde a criança havia sido transferida; houve uma espaço
de mais de 15 horas. Seria possível que, nesse intervalo de tempo, segundo
ele, ocorresse a morte encefálica.
Segunda arteriografia
O radiologista Jeferson Saheki foi quem realizou a segunda arteriografia em
Paulinho, no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, atestando que o garoto
já apresentava quadro de morte cerebral. Ele explicou que, após constatar a
morte do garoto através da arteriografia, elaborou apenas um laudo verbal.
Foi com base nesse laudo que os órgãos de Paulinho foram retirados. O laudo
escrito, informou o radiologista, só foi elaborado oito meses mais tarde,
por solicitação da Polícia Federal, que investigava o caso.
Urologista
O urologista Celso Scaffi negou que tenha retirado os órgãos do menino sem a
comprovação da morte encefálica. Ele disse que retirou os rins e as córneas
da criança com base no protocolo de morte encefálica, assinado pelos médicos
José Luiz Gomes e José Luiz Bonfito, e também nas radiografias feitas pela
equipe do radiologista Jeferson André Saheki Skulski. Celso Scaffi também
negou, que tenha assinado um relatório cirúrgico que comprovava que a
criança estava sem morte encefálica. Porém, o perito de grafologia da
Polícia Federal já confirmou que a assinatura é do urologista Celso Scaffi.
Acusação
O pai da criança, Paulo Pavesi, disse que os relatórios médicos constatam
que seu filho recebeu medicação inadequada e não havia morte encefálica
quando os órgãos foram retirados. "Ele não estava morto quando retiraram os
órgãos. Ele foi abatido literalmente na mesa de cirurgia para a retirada.
Isso documentado de próprio punho por todos os médicos", afirmou. O pai de
Paulinho acrescentou que não entende por que a Polícia Federal e o
Ministério Público não quiseram verificar esse mérito.
Pavesi acusou o ex-deputado Carlos Mosconi de ter criado uma central
clandestina de doação de órgãos na Santa Casa de Poços de Caldas (MG), e de
atuar politicamente em nome dos médicos envolvidos. "Atualmente, o deputado
assumiu a MG Sul Transplantes em Minas Gerais". Pavesi esclareceu ainda que
a MG Sul é a Central de Transplantes que atua dentro da Santa Casa e que, na
época da morte de seu filho, em 2000, não era credenciada no Sistema Único
de Saúde (SUS).
Transplantes clandestinos
O presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), disse que os médicos
entraram em contradição várias vezes. Ele afirmou estar claro de que
existia, em Poços de Caldas, uma central ilegal de transplante de órgãos:
"Nós estamos percebendo nesse processo de Poços de Caldas que o que existia
ali era uma máquina de fazer dinheiro. Existia uma central de transplantes
clandestina. Existia a Santa Casa de Misericórdia que tinha o credenciamento
para fazer transplante de rins e fazer também transplante de córneas.
Existia uma central de captação de órgãos, que, na verdade, nunca existiu".
Segundo o presidente da CPI, estão previstos para agosto novos depoimentos
de pessoas citadas no caso.
Reportagem - Danielle Popov e Patrícia Gripp
Edição - Ana Felícia
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