----- Original Message -----
Sent: Friday, July 09, 2004 2:42 AM
Subject: [Direito Penal] Re: [TRIBUNA]
M�dicos negam envolvimento em tr�fico de �rg�os
Myriam,
para divulga��o eu preciso de ajuda,
e o que mais encontrei entre colegas foi censura.
Tamb�m no Sindicato M�dico do RS onde
poucos meses atras eu colaborava para a cria��o
do movimento dos usu�rios do sus houve afrontante
censura pelo simples fato de eu aceitar apoiar a CPI
do Tr�fico e trazer a quest�o da morte encef�lica,
(Sindicato que est� recebendo c�pia dessa mensagem).
Onde est�o os que realmente s�o advogados
no sentido de cumprirem com o compromisso
de contrariarem autoridades quando necess�rio?
Est�o desaparecendo.
Diante desse fato cenusra de colegas, h� cinco anos,
criei cinco grupos
jur�dicos livres de off topiccs.
A divulga��o que se faz necess�ria hoje � muito maior.
O MPF vai cometer su�cidio de sua institui��o se desrespeitar
aqueles que me outorgaram representa��o para se arvorarem
em defensores o tr�fico de �rg�os dentro da medicina.
� suficiente dizer isso uma �nica vez.
H� quase 25 anos, quando eu n�o tinha nem de longe
a experi�ncia que tenho agora, havia ju�zes que marcavam
consulta comigo para no dia seguinte entrarem no TJRS
dizendo que me tinham constitu�do por terem sido preteridos
em promo��es por antiguidade. Eram
promovidos.
Arquei com as pesadas consequ�ncias dessa forma
de advogar.
Se houve tentativas contra minha vida? Houve.
Desde 1986 at� 1999.
O �nico e primeiro caso em que levei presos dois de quatro
que fizeram isso, a pol�cia soltou mesmo havendo flagrante.
Da� para a frente, resolvi de outras formas
esses problemas de seguran�a.
OAB? Vem servindo para cobrar mensalidades e
catapultar seus membros para o quinto classista,
al�m de receber den�ncias frias de ju�zes,
onde o Relator (desse eu dou o nome)
Roberto Expedito da Cunha Madrid apresenta acusa��o
como Relator da OAB contra mim e logo � escolhido
Desembargador
pelo quinto classista,
apesar de sua not�ria ignor�ncia jur�dica
e de estar proibido de concorrer ao qu�ntuplo
por estar compondo a gest�o de uma OAB.
Ali�s, na mesma situa��o que ele nessa mesma
gest�o havia mais cinco indicados.
Antes da escolha do nome de Madrid
houve uma troca de socos e pontap�s
entre o governador do estado na �poca,
na pra�a em frente ao pal�cio do governo,
e seu advogado de confian�a lotado
em cargo de confian�a, por causa
de diverg�ncias sobre quem deveria ser
escolhido �s pressas na lista tr�plice onde
constava o nome
de Roberto Expedito da Cunha Madrid.
Fato nociticiado na �poca e com voz
presente minha, sem tergiversa��es.
Ali�s, nessa �poca (de Roberto Expedito da
Cunha Madrid), processei todos os gestores
da OABRS por falta de moralidade administrativa.
E seu presidente renunciou para tratar de problemas
de sa�de nos EUA.
Talvez tenha sido o primeiro presidente
de OAB a renunciar.
O que quero dizer com isso � que esse assunto
vai ser muito bem resolvido, quer o MPF queira ou n�o
queira. Os procuradores que est�o aa frente
desse assunto ingressaram no Direito depois
de mim. Podem ser que tenham uma �tica lamentavelmente
"moderna" da advocacia.
[]'s
Celso Galli Coimbra
-----Mensagem Original-----
De: Myriam Figueiredo
Para: TRIBUNA
Enviada em: sexta-feira, 9 de julho de 2004 00:44
Assunto: [TRIBUNA] M�dicos negam envolvimento em tr�fico de �rg�os
Celso,
Denunciar esta m�fia � um ato de hero�smo de sua parte.
Mesmo assim, insisto que isto deve ser mais amplamente divulgado em r�dios,
televis�es, revistas, jornais.
Por outro lado voc� deve cuidar de sua seguran�a, pois est� incomodando os
poderosos.
Beijos,
Myriam
----- Original Message -----
From: Celso Galli Coimbra
To: [EMAIL PROTECTED] ;
[EMAIL PROTECTED]
Cc: [EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED] ;
[EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED]
Sent: Thursday, July 08, 2004 11:25 PM
Subject: Re: [TRIBUNA] M�dicos negam envolvimento em tr�fico de �rg�os
Eu tenho parte suficiente da documenta��o desse caso que consta do dossi� da
CPI.
At� certo momento orientamos a parte m�dica.
A "morte" desse menino foi declarada por uma empresa particular que
pertencia a um dos transplantadores.
(No Rio, em 2001, houve contrata��o tb de empresas particulares para
"declarar morte" de pacientes, e empresa estrangeiras ainda.
� necess�rio dizer claramente: esse menino, assim como muitos outros jovens
v�m sendo no Brasil, foi carneado em vida.
Poderia ser o filho de qualquer advogado presente. De qualquer pessoa que se
consider politizada.
Em Taubat�, ha 18 anos tem um processo judicial em andamento por
estra�alhento de pacientes que implicam em milhares de v�timas.
Tem cidadades que o SUS pagou transplante e que n�o faz transplante muito
menos p�s-operat�rio.
No RS tem tr�fico tb e um esquema de recupera��o de rins seguido de opera��o
desnecess�ria para completar o tratamento. Quando o(a) paciente for fazer
em momento futuro exame renal vai descobrir que est� sem um dos rins.
O CREMERS arquiva a representa��o, quando o judici�rio chega a condenar o
hospital por desaparecimento de prontu�rio m�dico.
Mas, isso tudo n�o acontece sen�o com as outras pessoas.
Celso Galli Coimbra
-----Mensagem Original-----
De: Myriam Figueiredo
Para: TRIBUNA
Enviada em: quinta-feira, 8 de julho de 2004 22:24
Assunto: [TRIBUNA] M�dicos negam envolvimento em tr�fico de �rg�os
M�dicos negam envolvimento em tr�fico de �rg�os
A CPI do tr�fico de �rg�os ouviu, nesta quarta-feira, m�dicos suspeitos de
envolvimento na morte de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos - o Paulinho. Ele
morreu v�tima de traumatismo craniano, em abril do ano 2000, na cidade de
Po�os de Caldas - Minas Gerais. O pai do garoto, Paulo Pavesi, acusa a
equipe que atendeu seu filho de acelerar a morte do garoto, com interesse na
venda de �rg�os.
Primeiro diagn�stico
O neurocirurgi�o Jos� Luiz Gomes foi quem atendeu primeiramente a crian�a e
realizou a primeira arteriografia - exame que atesta a morte cerebral. Ele �
acusado pela fam�lia de Paulinho de acionar a central de transplantes do
Hospital Pedro Sanches, antes de confirmada a morte cerebral do garoto. Em
seu depoimento, Gomes diz que n�o acionou a central de transplantes, mas que
informou � equipe do hospital de que a fam�lia autorizara a doa��o dos
�rg�os e j� estaria ciente da prov�vel morte da crian�a. Ele nega qualquer
participa��o na morte de Paulinho. "Em nenhum momento, eu teria cometido
algum ato que tivesse levado ele � morte e n�o sei nada em rela��o a tr�fico
de �rg�o".
Jos� Luiz Gomes argumenta ainda que entre a primeira arteriografia,
realizada no hospital Pedro Sanches, e a segunda, realizada na Santa Casa de
Miseric�rdia, para onde a crian�a havia sido transferida; houve uma espa�o
de mais de 15 horas. Seria poss�vel que, nesse intervalo de tempo, segundo
ele, ocorresse a morte encef�lica.
Segunda arteriografia
O radiologista Jeferson Saheki foi quem realizou a segunda arteriografia em
Paulinho, no Hospital da Santa Casa de Miseric�rdia, atestando que o garoto
j� apresentava quadro de morte cerebral. Ele explicou que, ap�s constatar a
morte do garoto atrav�s da arteriografia, elaborou apenas um laudo verbal.
Foi com base nesse laudo que os �rg�os de Paulinho foram retirados. O laudo
escrito, informou o radiologista, s� foi elaborado oito meses mais tarde,
por solicita��o da Pol�cia Federal, que investigava o caso.
Urologista
O urologista Celso Scaffi negou que tenha retirado os �rg�os do menino sem a
comprova��o da morte encef�lica. Ele disse que retirou os rins e as c�rneas
da crian�a com base no protocolo de morte encef�lica, assinado pelos m�dicos
Jos� Luiz Gomes e Jos� Luiz Bonfito, e tamb�m nas radiografias feitas pela
equipe do radiologista Jeferson Andr� Saheki Skulski. Celso Scaffi tamb�m
negou, que tenha assinado um relat�rio cir�rgico que comprovava que a
crian�a estava sem morte encef�lica. Por�m, o perito de grafologia da
Pol�cia Federal j� confirmou que a assinatura � do urologista Celso Scaffi.
Acusa��o
O pai da crian�a, Paulo Pavesi, disse que os relat�rios m�dicos constatam
que seu filho recebeu medica��o inadequada e n�o havia morte encef�lica
quando os �rg�os foram retirados. "Ele n�o estava morto quando retiraram os
�rg�os. Ele foi abatido literalmente na mesa de cirurgia para a retirada.
Isso documentado de pr�prio punho por todos os m�dicos", afirmou. O pai de
Paulinho acrescentou que n�o entende por que a Pol�cia Federal e o
Minist�rio P�blico n�o quiseram verificar esse m�rito.
Pavesi acusou o ex-deputado Carlos Mosconi de ter criado uma central
clandestina de doa��o de �rg�os na Santa Casa de Po�os de Caldas (MG), e de
atuar politicamente em nome dos m�dicos envolvidos. "Atualmente, o deputado
assumiu a MG Sul Transplantes em Minas Gerais". Pavesi esclareceu ainda que
a MG Sul � a Central de Transplantes que atua dentro da Santa Casa e que, na
�poca da morte de seu filho, em 2000, n�o era credenciada no Sistema �nico
de Sa�de (SUS).
Transplantes clandestinos
O presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), disse que os m�dicos
entraram em contradi��o v�rias vezes. Ele afirmou estar claro de que
existia, em Po�os de Caldas, uma central ilegal de transplante de �rg�os:
"N�s estamos percebendo nesse processo de Po�os de Caldas que o que existia
ali era uma m�quina de fazer dinheiro. Existia uma central de transplantes
clandestina. Existia a Santa Casa de Miseric�rdia que tinha o credenciamento
para fazer transplante de rins e fazer tamb�m transplante de c�rneas.
Existia uma central de capta��o de �rg�os, que, na verdade, nunca existiu".
Segundo o presidente da CPI, est�o previstos para agosto novos depoimentos
de pessoas citadas no caso.
Reportagem - Danielle Popov e Patr�cia Gripp
Edi��o - Ana Fel�cia
-----------------------------------