_Por liberdade, entendo condi��es sociais, tais que, a express�o de opini�es e afirma��es sobre quest�es gerais e particulares do conhecimento n�o envolvam perigos ou graves desvantagens para seu autor._SOBRE A LIBERDADEPor Albert Einstein
Parte do arquivo
sobre_a_liberdade.pdf em BuscaLegis � http://buscalegis.ccj.ufsc.br/, dispon�vel
em: http://150.162.138.14/arquivos/sobre_a_liberdade.pdf Entretanto, o progresso da ci�ncia pressup�e a possibilidade de comunica��o irrestrita de rodos os resultados e julgamentos - liberdade de express�o e ensino em todos os campos do esfor�o intelectual.
Por liberdade,
entendo condi��es sociais, tais que, a express�o de opini�es e afirma��es sobre
quest�es gerais e particulares do conhecimento n�o envolvam perigos ou graves
desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunica��o � indispens�vel para o
desenvolvimento e a amplia��o do conhecimento cient�fico, aspecto de grande
import�ncia pr�tica. Em primeiro lugar, ela deve ser assegurada por lei. Mas as
leis por si mesmas n�o podem assegurar a liberdade de express�o; para que todo
homem possa expor suas id�ias sem ser punido, deve haver um esp�rito de
toler�ncia em toda a popula��o. Tal ideal de liberdade externa jamais poder� ser
plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para que o
pensamento cient�fico e o pensamento filos�fico, e criativo em geral, possam
avan�ar tanto quanto poss�vel.
Para que a segunda
meta, isto �, a possibilidade de desenvolvimento espiritual de todos os
indiv�duos, possa ser assegurada, � necess�rio um segundo tipo de
liberdade externa. O homem n�o deve ser obrigado a trabalhar para suprir as
necessidades da vida numa intensidade tal que n�o lhe restem tempo nem for�as
para as atividades pessoais. Sem este segundo tipo de liberdade externa, a
liberdade de express�o � in�til para ele. Avan�os na tecnologia tornariam
poss�vel esse tipo de liberdade, se o problema de uma divis�o justa do trabalho
fosse resolvido.
O desenvolvimento da
ci�ncia e das atividades criativas do esp�rito em geral exige ainda outro tipo
de liberdade, que pode ser caracterizado como liberdade
interna. Trata-se daquela liberdade de esp�rito que consiste na independ�ncia do
pensamento em face das restri��es de preconceitos autorit�rios e sociais, bem
como, da "rotiniza��o" e do h�bito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna
� um raro dom da natureza e uma valiosa meta para o indiv�duo. No entanto, a
comunidade pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando
de interferir no desenvolvimento. As escolas, por exemplo, podem interferir no
desenvolvimento da liberdade interna mediante influ�ncias autorit�rias e a
imposi��o de cargas espirituais aos jovens excessivas; por outro lado, as
escolas podem favorecer essa liberdade, incentivando o pensamento independente.
S� quando a liberdade externa e interna s�o constantes e conscienciosamente
perseguidas h� possibilidade de desenvolvimento e aperfei�oamento espiritual e,
portanto, de aprimorar a vida externa e interna do
homem.
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sobre_a_liberdade.pdf em BuscaLegis � http://buscalegis.ccj.ufsc.br/, dispon�vel
em: http://150.162.138.14/arquivos/sobre_a_liberdade.pdf SOBRE A LIBERDADEPor Albert Einstein "Ci�ncia e
Religi�o" (1939-1941) - P�gs. 25 a 34.
Einstein, Albert, 1870-1955 T�tulo original:
"Out of my later years." Escritos
da Maturidade: artigos sobre ci�ncia,
educa��o, rela��es sociais, racismo,
ci�ncias sociais e religi�o. Tradu��o
de Maria Luiza X. de A. Borges - Rio de
Janeiro : Editora Nova Fronteira, 1994. ----------------------------------- Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
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