_Por liberdade, entendo condi��es sociais, tais que, a express�o de opini�es e afirma��es sobre quest�es gerais e particulares do conhecimento n�o envolvam perigos ou graves desvantagens para seu autor._

 

 

SOBRE A LIBERDADE

Por Albert Einstein

 

 

Parte do arquivo sobre_a_liberdade.pdf  

em BuscaLegishttp://buscalegis.ccj.ufsc.br/, 

dispon�vel em:

http://150.162.138.14/arquivos/sobre_a_liberdade.pdf
acesso em: 24 de agosto de 2004.

 

 

 

Entretanto, o progresso da ci�ncia pressup�e a possibilidade de comunica��o irrestrita de rodos os resultados e julgamentos - liberdade de express�o e ensino em todos os campos do esfor�o intelectual.

 

 

Por liberdade, entendo condi��es sociais, tais que, a express�o de opini�es e afirma��es sobre quest�es gerais e particulares do conhecimento n�o envolvam perigos ou graves desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunica��o � indispens�vel para o desenvolvimento e a amplia��o do conhecimento cient�fico, aspecto de grande import�ncia pr�tica. Em primeiro lugar, ela deve ser assegurada por lei. Mas as leis por si mesmas n�o podem assegurar a liberdade de express�o; para que todo homem possa expor suas id�ias sem ser punido, deve haver um esp�rito de toler�ncia em toda a popula��o. Tal ideal de liberdade externa jamais poder� ser plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para que o pensamento cient�fico e o pensamento filos�fico, e criativo em geral, possam avan�ar tanto quanto poss�vel.

 

 

 

Para que a segunda meta, isto �, a possibilidade de desenvolvimento espiritual de todos os indiv�duos, possa ser assegurada, � necess�rio

um segundo tipo de liberdade externa. O homem n�o deve ser obrigado a trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que n�o lhe restem tempo nem for�as para as atividades pessoais. Sem este segundo tipo de liberdade externa, a liberdade de express�o � in�til para ele. Avan�os na tecnologia tornariam poss�vel esse tipo de liberdade, se o problema de uma divis�o justa do trabalho fosse resolvido.

 

 

O desenvolvimento da ci�ncia e das atividades criativas do esp�rito em geral exige ainda outro tipo de liberdade, que pode ser caracterizado

como liberdade interna. Trata-se daquela liberdade de esp�rito que consiste na independ�ncia do pensamento em face das restri��es de preconceitos autorit�rios e sociais, bem como, da "rotiniza��o" e do h�bito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna � um raro dom da natureza e uma valiosa meta para o indiv�duo. No entanto, a comunidade pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando de interferir no desenvolvimento. As escolas, por exemplo, podem interferir no desenvolvimento da liberdade interna mediante influ�ncias autorit�rias e a imposi��o de cargas espirituais aos jovens excessivas; por outro lado, as escolas podem favorecer essa liberdade, incentivando o pensamento independente. S� quando a liberdade externa e interna s�o constantes e conscienciosamente perseguidas h� possibilidade de desenvolvimento e aperfei�oamento espiritual e, portanto, de aprimorar a vida externa e interna do homem.

 

 

 

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em BuscaLegishttp://buscalegis.ccj.ufsc.br/, 

dispon�vel em:

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SOBRE A LIBERDADE

Por Albert Einstein

 

 

"Ci�ncia e Religi�o" (1939-1941) - P�gs. 25

a 34. Einstein, Albert, 1870-1955 T�tulo

original: "Out of my later years."

Escritos da Maturidade: artigos sobre

ci�ncia, educa��o, rela��es sociais,

racismo, ci�ncias sociais e religi�o.

Tradu��o de Maria Luiza X. de A. Borges -

Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira,

1994.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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