2008/7/1 Leandro DUTRA <[EMAIL PROTECTED]>:
> 2008/7/1 Pablo Sánchez <[EMAIL PROTECTED]>:
>>
>> Na época, realmente, não tinha Oracle nem para Linux, imagina então
>> rodar emulado.
>
> Justiça seja feita, o Oracle no FreeBSD, embora não seja homologado,
> roda nativo: são dois sistemas POSIX.

Leandro, de boa... a vida não é assim tão preto no branco, e chamadas
de sistema que só existem no Linux não existem no FreeBSD. Posix por
posix até o Windows tem algumas coisas do padrão. Entre padrão e
binário nativo há uma grande diferença. O formato binário ELF do Linux
não é o mesmo que o ELF do FreeBSD.

Dá uma lista em
http://www.freebsd.org/doc/en_US.ISO8859-1/books/handbook/linuxemu.html

Em instalação:

"10.2.2 Installing Linux ELF Binaries

ELF binaries sometimes require an extra step of "branding". If you
attempt to run an unbranded ELF binary, you will get an error message
like the following:

% ./my-linux-elf-binary
ELF binary type not known
Abort

To help the FreeBSD kernel distinguish between a FreeBSD ELF binary
from a Linux binary, use the brandelf(1) utility.

% brandelf -t Linux my-linux-elf-binary

The GNU toolchain now places the appropriate branding information into
ELF binaries automatically, so this step should become increasingly
unnecessary in the future.
"

E aí, vem o meu questionamento: Leandro, vc usa FreeBSD? Se não usa,
dá uma lida aqui:

http://www.freebsd.org/doc/en_US.ISO8859-1/books/handbook/linuxemu-advanced.html

antes de continuar os comentários, porque vc está falando algumas
coisas que não são coerentes com a realidade (bem) documentada do
FreeBSD.

>>> Esse número não faz sentido.  Não dá para comparar sistemas com
>>> números simples assim, a realidade é muito mais complexa.
>>
>> Cara, se vc quiser pesquisar, vai fundo, mas se não dá para comparar
>> com os números de um benchmark, então aparentemente não dá para
>> comparar com nada.
>
> Até dá, mas não com essa simplicidade toda.  Há testes e testes,
> alguns mais realistas que outros, cada um representando um tipo de
> carga em determinado tipo de equipamento.
>
> De qualquer maneira, uma faixa de números de 50 a 75% é irreal.

Não, não é, porque não acontece apenas com o Oracle. Já mostrei isso
para várias pessoas utilizando outras ferramentas, como aplicações
Java (em tese, a máquina era para ser igual né? Mas mesmo rodando com
a máquina virtual Java do Linux no FreeBSD o resultado ainda foi
melhor que rodando nativamente, NA MESMA MÁQUINA, NO MESMO HD),
OpenOffice, e até mesmo o DB Designer!

>> A lista não é de FreeBSD, agora, se eu fosse você, revisava essa sua
>> informação também. Há váááários trabalhos e benchmarkings que mostram
>> o Free muito à frente do Linux em diversas questões.
>
> E existe o inverso também.
>
> Veja, o FreeBSD tinha um problema sério de multiprocessamento até
> recentemente.  Eu esperaria pelo menos mais uma versão antes de
> colocar sistemas multiprocessados de bases de dados em produção.

Desconheço tal afirmação, mas blz, se puder me mostrar a fonte, fica mais fácil.

>>> E finalmente, ninguém em sã consciência roda o Oracle em plataforma
>>> não suportada pela própria.
>>
>> Pode até parecer que não, mas rola sim.
>
> Eu sei que rola.  Mas em produção, no governo?  Ou num sistema crítico
> duma grande empresa?  É muito risco.

Fato.  ;-) Nisso eu concordo e nem discuto, não é o tipo de coisa que
eu ou você faríamos, mas que rola... rola... :-D

>> Não disse isso, mas o que eu disse ficou incompleto. O que quis dizer
>> é que o problema é continuar o desenvolvimento focando em padrões
>> fechados e com soluções proprietárias, ao invés de ir migrando o
>> desenvolvimento já para solução livre. Se retirarem todo o Oracle
>> forms, só para começar, e levarem o desenvolvimento para outra
>> plataforma aberta (até JBoss eu aceito nesse caso), migrar o banco
>> depois é mamão com açúcar.
>
> Você tem noção de quanta lógica está embutida nesses Oracle Forms, 
> normalmente?
>
> Não que não se deva fazer.  É que as coisas geralmente são mais
> complicadas do que parecem.
>
> Inclusive falar que migrar a base de dados é mamão com açúcar... só se
> teu estômago não tolera mamão!

Cara, mas aí é que está, se vc manter o desenvolvimento dessa forma, a
tendência é apenas ir afundando cada vez mais.

Regra de negócio não deve estar no form, e sim em webservices que
possam ser consumidos por sistemas diversos. A verdade é que cada vez
mais o ideal é aumentar a granularidade dos sistemas, distribuindo
através de serviços (não leia isto como WebService apenas, Serviço
nesse caso tem um escopo maior, que seria basicamente uma fonte de
informações que envia e recebe dados aplicando as regras de negócio
nessa camada). Mas aí a conversa muda bastante... :D

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Pablo Santiago Sánchez
Análise e Desenvolvimento de Sistemas Web
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