Oi Fernando, 2009/10/1 Fernando Maia <maiaapc em gmail.com>: > "Em um DW eu coloco na tabela fato as chaves estrangeiras de cada > dimensão e coloco apenas um índice contendo todas estas chaves."
Conceitualmente correto *s*e* não houver dependências funcionais entre as chaves. Se houver, ou seja, de os valores de algumas chaves determinarem os valores de outras (por exemplo, se você tiver chaves separadas para dia, mês, ano e dia da semana), aí a utilidade mesmo que *conceitual* (porque utilidade prática não tem nenhuma) de uma chave primária com todos os campos é bastante questionável. > esse DW é um trabalho da universidade, minha tutora ensiste em dizer que a > fato deve ser criada daquela forma, segundo ela, faz parte do modelo lógico > da tabela fato a criação de todas as dimensões como primary key. Ah, que bonitinho... e o que é que o modelo lógico tem a ver com a implementação?! É uma fonte inspiradora ou emburrecedora? Nada contra imaginar um banco de dados com desempenho infinito, número de campos infinito e sem limite de espaço, porém na hora de colocar em prática os conceitos e entidades planejadas pode ser necessário representá-las ou armazená-las em objetos separados ou similares. Afinal, o desempenho não é conceitual, o trabalho é concreto e portanto deve oferecer um ganho de desempenho concreto comparado com consultas diretas aos dados de origem. Se os próprios livros de análise e banco de dados já falam que temos como etapas a elaboração do modelo *lógico* (conceitual, com a chave primária inútil que ela quer) e do modelo *físico* (viável, útil e eficiente), por que ela vai querer misturar? Convença ela a ponderar melhor esse idealismo conceitual. *Nenhum* banco de dados aceita muitos campos num índice exatamente porque tratar campos demais torna o índice menos eficiente, ainda mais numa chave primária. O limite do Postgres (32 campos num índice) já é muito alto comparado com outros bancos de dados, e querer superá-lo só por um capricho conceitual precisa de uma excelente justificativa. O ônus da prova cabe a quem afirma. Pelo que entendi ela alega que *deve* ser desse jeito. Pois bem, pode começar perguntando a ela de qual parágrafo de que livro ela *pensa* que tirou essa idéia, pois nem no meio acadêmico ouvi falar dessa necessidade. Atenciosamente, Mozart Hasse _______________________________________________ pgbr-geral mailing list [email protected] https://listas.postgresql.org.br/cgi-bin/mailman/listinfo/pgbr-geral
