Agora que me toquei de chamarmos de ‘o SQL’ sendo que é ‘a’ linguagem…


Le 2011.A.22 11h46, Leonardo Cezar a écrit :
> 2011/8/21 Leandro Guimarães Faria Corcete DUTRA<[email protected]>:
>> Le 2011.A.20 20h58, Leonardo Cezar a écrit :
>>>
>>> Expliquem para um velho novato quais exatamente são as vantagens do
>>> Quel do Ingres em relação ao SQL do postgres?
>>
>> Menos desvios do modelo relacional; ser baseado em cálculo, não numa
>> mistura de cálculo e álgebra; ter a preferência do finado Codd e do
>> Date; maior consistência.
>
> Impressão minha ou vc propositalmente ignorou o Teorema de Codd?

Hm, sem presunção de boa vontade fica difícil debater.

        Mas, presumindo que não houvesse presunção de má vontade, o teorema de 
Codd nada tem a ver com a mistureba que a SQL é.  Ele equivale álgebra e 
cálculo; e a SQL é, de fato, não apenas ‘relacionalmente’ como 
computacionalmente completo; mas a mistura de álgebra e cálculo, mais os 
desvios do modelo relacional (que, infelizmente, o Ingres Quel acabou 
incorporando), mais todos os outros defeitos da linguagem em si, tornam 
a SQL uma linguagem muito inferior ao que poderia ter sido.

        O Date conta essa história, acho que não a preciso repetir…



> Definitivamente isto não é verdade, pelo menos não nos tempos atuais.

Referes-te ao Quel abastardado pelo SQL que o Ingres carrega?


> Trabalhar explicitamente utilizando RelVars não pode ser mais simples
> do que acessar os dados diretamente.

Eu sabia que eu estava forçando a barra… pronto, agora já não entendi nada.


>> Que duas linguagens sejam computacionalmente equivalentes não significa
>> que sejam igualmente elegantes ou poderosas.
>
> Aparte das questões do EQUEL (que o postgres resolve muito bem com
> ECPG), qual exatamente outro aspecto do Quel que o deixa mais
> "poderoso" que o SQL?

Ao ser baseado no cálculo, e não numa mistura, é mais expressiva.


>> O que absolutamente não tem nada a ver com as linguagens.
>
> Se operadores, rewrite, objetos, recursividade não tem nada a ver com
> linguagem, então definitivamente percebi que não sei o q estou
> falando.

Nada disso é particular ao SQL ou ao Quel, podendo ser implementado nas 
duas.  Só que, no Quel, com mais elegância.


>> Pelo contrário.  Ter duas linguagens pode ser mais simples do ponto de
>> vista de manutenção do código-fonte do SGBD, mas ter uma única linguagem
>> complexa e inconsistente é ruim para o usuário.
>
> Não é mais simples manter duas linguagens no SGBD, acredite.

Definitivamente, ou não consigo me expressar ou, no afã de argumentar, 
não me lêem.  Acabas de repetir o que eu disse sem perceber o que eu 
quis dizer.

        Sim, concordo que manter duas linguagens é mais complicado, e entendo 
que essa pode ter sido a razão de abandonar a Quel.  Mas, para o 
aprendiz, ter uma linguagem baseada em cálculo, e não a bagunça que o 
SQL é, seria mais simples e levaria a uma melhor qualidade de aprendizado.

        Concordo com o Euler que álgebra é mais fácil, só faço questão de 
lembrar que a SQL mistura álgebra e cálculo, o que é ainda mais difícil 
que cálculo e leva a uma pior qualidade de aprendizado.  Estou careca de 
ver gente que programa Clipper em SQL, e que mapeia SQL em procedimentos 
para entender o que faz, mesmo com décadas de experiência.


> Simplicidade é subjetivo.

Não.



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