2012/9/20 Tiago Adami <[email protected]>:
>
> - Se pretende realmente implementar o puro aspecto relacional

Não pretende.  Pelo contrário, dizem que não.  Ma o que usaram para
dizer que não é, mostra que seria.  Não puro, mas mais do que o SQL.


> Isso não seria um
> /*caveat/* por obrigar aos programadores a aprender toda a teoria
> relacional, já que muitos mal compreendem a SQL?

Pelo contrário, o modelo relacional é mais simples que o SQL.  Muito
mais simples.  Não é necessário aprender toda a teoria por trás
(teoria dos conjuntos, lógica dos predicados).


> (eu por exemplo,
> trabalho com SQL a quase 10 anos e até hoje ainda não entendo
> completamente o conceito da álgebra relacional);

Nem precisa.  Mas uma linguagem algébrica é mais simples que o SQL,
que mistura cálculo, álgebra e outras coisas mais.


> - Ao que vi, a SQL nada mais é que uma extensão, o acesso aos dados
> será feito inicialmente por uma API. Como seriam tratadas as falhas da
> SQL - que você mesmo menciona várias vezes na lista. Talvez houvesse a
> preferência seria por utilizar a extensão SQL ao invés da API, dada a
> grande portabilidade existente hoje - e facilidade de compreensão em
> relação às expressões em A.R.

Não foi isso que entendi… entendi que o Spanner é o mecanismo de
armazenamento, que diz não ser relacional mas parece, e F1 é o SGBD
SQL criado sobre o Spanner.


> - Há uma perda de desempenho na gravação para obter desempenho na
> leitura. Eu diria que com uma view materializada haveria o mesmo
> comportamento. Mas ainda assim o desempenho é menor que o MySQL.
> Parece que não houve vantagem até o momento no ponto de vista
> desempenho - talvez se usassem PostgreSQL... :)

O problema deles não é desempenho, é escalabilidade.  E eles dizem ter
resolvido o problema do desempenho usando tipos ricos, mais um ponto
relacional.


> - Permite o não-uso de ORM com um OM.

Que é um OM?


> Por fim... se eu falei besteira e não entendi, me desculpe e corrige
> aí, ou pelo menos dá seu ponto de vista. Apesar de algumas
> funcionalidades apresentadas parecem ter algum sentido/vantagem, eu
> ainda diria que é cedo para pensar no F1 como a solução dos problemas
> ORM (e todas suas variações) X SGBD "Relacional" X Álgebra Relacional.

Nah, o F1 é SQL.  O Spanner é que me atraiu de verdade; o F1 parece só
ser uma abordagem fisicamente diferente para mais ou menos os mesmos
problemas tratados pelo PostgreSQL.


> Talvez sua complexidade não seja atraente.

Que complexidade?  A implementação de qualquer maneira é particular à
infraestrutura da Google.
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