Em 21 de setembro de 2012 11:44, Guimarães Faria Corcete DUTRA,
Leandro <[email protected]> escreveu:
> 2012/9/20 Tiago Adami <[email protected]>:
>>
>> - Se pretende realmente implementar o puro aspecto relacional
>
> Não pretende.  Pelo contrário, dizem que não.  Ma o que usaram para
> dizer que não é, mostra que seria.  Não puro, mas mais do que o SQL.

Então realmente não entendi nada da apresentação. Para mim parece ser
um "repositório" de dados com uma extensão SQL.

>
>> Isso não seria um
>> /*caveat/* por obrigar aos programadores a aprender toda a teoria
>> relacional, já que muitos mal compreendem a SQL?
>
> Pelo contrário, o modelo relacional é mais simples que o SQL.  Muito
> mais simples.  Não é necessário aprender toda a teoria por trás
> (teoria dos conjuntos, lógica dos predicados).

Mesmo não conhecendo a álgebra 100% eu diria que suas expressões são
mais complexas que um SQL, mesmo que seja um SQL enorme. Mas isso é
mais opinião que fato.

>> - Ao que vi, a SQL nada mais é que uma extensão, o acesso aos dados
>> será feito inicialmente por uma API. Como seriam tratadas as falhas da
>> SQL - que você mesmo menciona várias vezes na lista. Talvez houvesse a
>> preferência seria por utilizar a extensão SQL ao invés da API, dada a
>> grande portabilidade existente hoje - e facilidade de compreensão em
>> relação às expressões em A.R.
>
> Não foi isso que entendi… entendi que o Spanner é o mecanismo de
> armazenamento, que diz não ser relacional mas parece, e F1 é o SGBD
> SQL criado sobre o Spanner.

Hmmm... agora começa a fazer sentido.

>
>> - Há uma perda de desempenho na gravação para obter desempenho na
>> leitura. Eu diria que com uma view materializada haveria o mesmo
>> comportamento. Mas ainda assim o desempenho é menor que o MySQL.
>> Parece que não houve vantagem até o momento no ponto de vista
>> desempenho - talvez se usassem PostgreSQL... :)
>
> O problema deles não é desempenho, é escalabilidade.  E eles dizem ter
> resolvido o problema do desempenho usando tipos ricos, mais um ponto
> relacional.

Sim, isso deu pra entender. Só foi um ponto que achei interessante salientar.

>
>> - Permite o não-uso de ORM com um OM.
>
> Que é um OM?

Nem eu sei! Mas é o que diz no slide 16: Very lightweight ORM -
doesn't really have the "R". Por isso pensei que fosse que o meio de
acesso principal aos dados seria através de uma API.

>
>> Por fim... se eu falei besteira e não entendi, me desculpe e corrige
>> aí, ou pelo menos dá seu ponto de vista. Apesar de algumas
>> funcionalidades apresentadas parecem ter algum sentido/vantagem, eu
>> ainda diria que é cedo para pensar no F1 como a solução dos problemas
>> ORM (e todas suas variações) X SGBD "Relacional" X Álgebra Relacional.
>
> Nah, o F1 é SQL.  O Spanner é que me atraiu de verdade; o F1 parece só
> ser uma abordagem fisicamente diferente para mais ou menos os mesmos
> problemas tratados pelo PostgreSQL.

Pois é, mas em que sentido seria uma melhor alternativa se vai acabar
usando SQL? Ou a sua idéia com esse post foi incitar à inclusão das
boas funcionalidades existentes no PostgreSQL?

>> Talvez sua complexidade não seja atraente.
>
> Que complexidade?  A implementação de qualquer maneira é particular à
> infraestrutura da Google.

A complexidade de usar uma API ao invés da SQL apenas como extensão -
que poderia não ter todos os recursos existentes, ou simplesmente a
falta de uma linguagem procedural como PL/PgSQL. Mas pelo visto não me
atentei ao primeiro parágrafo da página que leva ao Download do PDF.


-- 
TIAGO J. ADAMI
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