Em 15 de janeiro de 2016 12:05, Leandro Guimarães Faria Corcete DUTRA <
[email protected]> escreveu:

> Le 14 janvier 2016 18:25:05 GMT-02:00, Saraiva Silva <
> [email protected]> a écrit :
> >Isso é um assunto recorrente no meio da comunidade de desenvolvimento,
> >e é
> >quase unanimidade entre desenvolvedores a contrariedade em deixar as
> >regras
> >de negocio no banco. Mas eu nunca vi a opinião de DBAs a respeito.
>
> Infelizmente, unanimidade entre desenvolvedores não quer dizer
> praticamente nada, a não ser popularidade, dadas as deficiências culturais
> e de formação na Informática.
>
> Temos de olhar os fundamentos.  O único livro que já vi abordar isso do
> ponto de vista conceitual foi _What, not how_, do Chris(topher) J Date.
>
> Resumindo: todos os argumentos para manter as regras de negócio são
> circunstanciais, decorrentes ou da cultura de determinadas pessoas ou
> organizações (tipicamente a síndrome do não-foi-inventado-aqui) ou do
> estado de determinado ferramental: deficiências em SGBDs ou preferências
> por determinado ambiente de programação.
>
> Por outro lado, só no SGBD as regras podem ser implementadas (1)
> obrigatória e coerentemente, independente de eventuais defeitos ou mudanças
> em programas aplicativos; (2) eficientemente, com mínima latência e com o
> planejador escolhendo o melhor caminho de execução de acordo com o estado
> do sistema e dos dados; (3) sem duplicação de esforços; (3)
> declarativamente, de acordo com o modelo de dados.
>
> Isso dito, ainda há as tais circunstâncias, que podem forçar uma escolha
> não-ideal por manter as regras fora da base de dados.  Mas muitas dessas
> circunstâncias não passam do uso de um SGBD ruim, que não tenha a riqueza
> de linguagens e ferramentas de desenvolvimento do PostgreSQL, ou ignorância
> desses recursos que o PostgreSQL oferece.
>
> Neste sentido, faz falta concorrência.  Nenhum SGBD tem o ferramental de
> linguagens de programação e riqueza lógica do SQL que o PostgreSQL tem, e
> isso até mesmo faz com que muitos decidam não usar esses recursos em nome
> de certa portabilidade, que eu creio ilusória.  E muitos sistemas tornam-se
> muito piores do que poderiam por isso, usando apenas uma espécie de mínimo
> denominador comum, que nem sequer é realmente comum, do SQL e PLs.


+1.

+1 também para o artigo do Telles.

As avaliações realizadas no mercado de trabalho normalmente são mais
circunstanciais do que fundamentais,  o que propaga o mal entendimento e
transforma péssimos fundamentos em regra, por serem utilizados pela
maioria, que sequer avalia a qualidade do que tem, e se baseia mais nos
"fundamentos" utilizados em suas aplicações e serviços para determinar sua
qualidade do que na própria qualidade dos mesmos.

[]'s, e parabéns a todos pela discussão, temos visto muitos tópicos
interessantes e produtivos!
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