Um camarada chamado Mike Mostyn <[EMAIL PROTECTED]> da empresa InData
Group, de
Redmond, estado de Washington, contou-nos que estava assistindo a uma
confer�ncia sobre Usenix NT e Lisa NT (Large Installation Systems
Administration
para Windows NT) no centro de Seattle.

Ele presenciou um daqueles "momentos m�gicos" da Microsoft e n�o hesitou
em
compartilhar seu prazer conosco.   Greg Sullivan, um gerente de produtos
da
Microsoft (MPM, de Microsoft product manager) estava apresentando um
software
ainda por ser lan�ado, que proveria scripts no padr�o Unix, al�m de
servi�os de
shell para Windows NT, visando � compatibilidade e facilitando a vida
dos
Unixeiros que estivessem migrando para o NT. O pacote de software
inclu�a uma
vers�o "windowsada" da Korn shell, feita pela MKS (Mortise Kern
Systems), al�m
de uma vers�o PERL com cara de Windows e diversos programinhas
tradicionais do
ambiente Unix, como awk, sed e grep.

Apenas para esclarecer, existem v�rios processadores de comandos em
Unix, ou
seja, programas que interpretam e executam os comandos de teclado que a
gente
digita numa m�quina Unix. O ksh (Korn shell) � um dos mais usados pela
comunidade Unix, juntamente com o csh (C-shell).

No meio da palestra, um homem de seus 50 anos levantou l� numa das
�ltimas filas
da plat�ia, pediu a palavra e declarou que a Microsoft n�o tinha sido
feliz com
a escolha da sua vers�o Windows da Korn shell. Perguntou se a empresa
havia
considerado outras op��es que fossem mais compat�veis com as vers�es
Unix
existentes do ksh. O MPM, pomposo, afirmou que a shell MKS era
perfeitamente
compat�vel e que rodaria todos os script Unix que se quisesse.

O espectador pergunt�o novamente asseverou que a shell MKS n�o era l�
muito
compat�vel com o ksh, j� que n�o fazia direito muitas das coisas
preconizadas na
especifica��o formal da linguagem do ksh. Mas o MPM era ainda mais
teimoso e
insistia na compatibilidade da sua shell, garantindo que ela funcionava
maravilhosamente bem.

E o jogo de "�-n�o-�" continuou assim nessa lengalenga por um tempo, at�
que um
outro espectador se levantou e avisou ao MPM que o sujeito l� atr�s era
David
Korn, dos Bell Labs da Lucent (antes AT&T), ou seja, o criador da Korn
shell em
pessoa.   A gargalhada foi geral. Mike disse que foi a primeira vez que
viu um
MPM p�lido, completamente sem palavras e sem aquele t�pico ar confiante
indestrut�vel. Foi mais um caso em que a realidade da MS se chocou com a
realidade do resto do Universo.

A arrog�ncia de achar-se o maioral, o invulner�vel e o eterno pode ser
mau
neg�cio, e geralmente �. N�o se veja aqui nenhuma insinua��o contra a
Pequena
Mole, mas para ilustrar o qu�o perigoso pode ser este mau h�bito.


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