Caro PEdro,
bem se entramos no campo da arquitectura, aí eu respondo, sendo
arquitecto :-)
Acho que se a Casa fosse Windows então:
Toada a mobília, electrodomésticos, cablagens e tubos teria de ser
aprovado directamente pelo fabricante e muitos teriam de pagar
royalties. Se comprasse electrodomésticos doutro construtor dificilmente
funcionariam aí, e se funcionassem, uma intervenção de manutenção do
construtor faria com que os ditos equipamentos se avariassem. Os
trabalhadores teriam de ter ferramenta do construtor e teriam de pagar
sempre que quisessem fazer uma casa :-)
Se a casa fosse Ubuntu, teria sido construído por um grupo de
trabalhadores voluntários, ou pagos por um patrocinador (Não se
esqueceçam que existe Ubuntu graças ao Shutleworth).
Poderia ir buscar mobilia e electrodomésticos, sem pagar, ou pagando
alguma coisa ao artesão, que ficaria com TODO o dinheiro que lhe
pagasse, não precisando de pagar "taxas" ao construtor da casa. Em
qualquer altura pode fazer melhorias na casa através de >Bricolage, ou
contratando outro construtor (o que lhe agradar mais, ou fizer um bom
preço).
O dinheiro pago ao construtor alimenta a economia local não indo para
pagar cimento e madeira exótica do estrangeiro hehe
E mesmo assim muitos dos electrodomésticos do construtor Windows também
funcionam na casa Ubuntu, uma vez que alguem fez um adaptador de
corrente ;-)
Sempre que lhe apetecesse fazer uma remodelação geral à casa poderia
fazê-lo, mudando toda a decoração ou até as paredes.
Abraço,
Victor
Pedro Monteiro wrote:
Boas tardes
O open-source não será uma panaceia, para tudo, mas é certamente um
modelo de negócio mais justo que o das patentes e o dos softwares
proprietários, e normalmente, se não quase sempre, tenta criar algo
conforme os padrões e standarts estabelecidos, o que por si só é uma
garantia de interoperabilidade, que por sua vez é também garantida
pela a abertura do código, já que não há segredos.
Senão vejamos a seguinte comparação,
"
Imaginemos o senhor arquitecto Windows,
Desenha um projecto de uma moradia, e vende-o 100000000000000000 de
vezes, com as seguintes condições:
- O projecto não pode ser copiado;
- O projecto não pode ser alterado;
- O projecto esta encriptado;
- O construtor tem que ser um parceiro autorizado, se a meio da
empreitada se chateare com o construtor sabe que todos os outros que
tem disponíveis aprenderam na mesma escola;
- As reparações futuras ao edifício tem que ser feitas por parceiros
autorizados;
Imaginemos agora o Sor Arquitecto Ubuntu
Desenha o projecto porque quer fazer uma moradia para a sua Isabelinha
que acabou os estudos e precisa dum tecto que gostava que fosse de
determinada maneira, ou por que lhe pagaram para a desenhar, ou por e
simplesmente porque lhe apeteceu fazê-lo (acontece poucas vezes); No
fim entregou o projecto à sua Isabelinha ou ao seu cliente, e
disponibilizou-o on-line para quem o quisesse copiar e melhorar.
Vantagens desta abordagem, o empreiteiro lá da terra pode fazer a
construção, a Isabelinha estava mal de massas e resolveu tirar um dos
3 quartos e 1 casa de banho do projecto sem ter de pagar muito mais
por isso, a Isabel pode rescindir o contrato com o empreiteiro lá da
terra porque lhe presta um mau serviço e contratar o de Mafamunde, que
lhe cobra menos e faz um serviço muito melhor (aprendeu noutra escola),
Desvantagens, o Sr. Arq. Ubuntu tem que ser mesmo muito bom, para
garantir que as alterações ao projecto que agora é do domínio público
são feitas por ele, e não pelo Sr. Arq. OpenSuse, Knoppix ou outros,
porque esta ordem dos Arq. linux é muito ecléctica.
"
------------------------------------------------------------------------
_______________________________________________
Portugal mailing list
[email protected]
http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal
_______________________________________________
Portugal mailing list
[email protected]
http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal