Em 15 de julho de 2014 09:33, Solli Honorio <[email protected]> escreveu:
> Então Leo, é por isto que estou querendo uma ajuda. Sei que uma pesquisa > com embasamento científico é um pouco mais complexa do que aquela > estatística que aprendi na faculdade de administração. > > O objetivo da pesquisa é avaliar as dificuldades em absorver as > informações necessárias para que o paciente permaneça na fila de > transplante. Existe neste caso duas situações, a primeira é que o paciente > não segue os protocolos necessários por questões de dificuldade de absorver > estas informações. A outra situação são as desconfianças e 'mitos' sobre a > fila de transplante. > > Este pesquisa é uma extensão, ou continuação, de uma das conclusões do > mestrado dela. No mestrado ela identificou (entre outros problemas da > prática) que os pacientes tinham dificuldade em seguir o tratamento por não > assimilar as informações médica. Como resultado, ela e a equipe criaram uma > 'cartilha' para os pacientes e o resultado estava sendo ótimo, até > cancelarem o dinheiro para a reprodução desta cartilha. > > Com este objetivo, a estratégia que a minha esposa está desenvolvendo é > aplicar uma pesquisa qualitativa (perguntas apertas) a uma pequena > amostragem e daí extrair padrão de dúvidas para ser aplicado numa pesquisa > quantitativa (perguntas fechadas). > Até aí é perfeito. > > Com relação a população. Infelizmente não é tão simples obter os dados dos > pacientes em fila de espera. As listas 'pertencem' aos centros de > transplante (e temos uns 35 no estado de São Paulo) e eles não abrem > informação alegando ética. > Sim, eles poderiam sanitizar, mas… > A muito custo conseguimos o total da população, e ela está implorando ao > conselho de ética de um dos maiores centro transplantador acesso aos > pacientes (a outra forma será visitar unidade de terapia renal uma a uma e > implorar por ajuda dos responsáveis local). > > Lembrando, o doutorado é em Serviço Social na PUC, você pode imaginar o > espanto (e "descrédito") que está sendo quando a Lú incluiu um capítulo com > análise dos dados atuais e a fundamentação estatística na amostragem. Mas > infelizmente tudo caminha para que ela não vai conseguir o ideal, mas > ficaremos contente com o bom. > > Toda e qualquer ajuda para fundamentar os dados é muito bem vindo. > Então, parece-me aqui que a metodologia depende de que dados ou pacientes ela conseguirá ter acesso. Não sei se adianta determinar a metodologia de tratamento estatístico sem saber a qual amostra você precisaria ter acesso, a menos que um dos centros fosse lhes preparar uma amostra conforme sua necessidade. Rolaria? > > Obrigado, > > Solli Honorio > > > Em 15 de julho de 2014 09:15, Leonardo Ruoso <[email protected]> > escreveu: > > Solli, >> >> Não sou estatístico. Não sou matemático. Só faço uso de estatítisca de >> forma aplicada (em informática) e em meus próprios trabalhos. >> >> Entendo que a questão não é só de tamanho, o mais difícil está em fazer >> com que sua amostra seja indicial para o total da população. Ex, se a >> população total contempla mais pessoas entre 60 e 80 anos, mas sua amostra >> concentra pessoas na faixa de 40 a 60 por terem mais facilidade para >> participar da pesquisa? E a idade seja um fator contaminante para o >> resultado? Você teria um problema metodológico grave. >> >> Um outro fator complicador é que muitos métodos funcionam com estatística >> gaussiana e é preciso verificar se não deve usar estatística robusta para >> sua população. Meu chute é que coisas como renda ou idade, normalmente >> disponíveis em dados oficiais, dificilmente terão uma distribuição >> gaussiana numa fila de transplantes… E requereriam, portanto, estatística >> robusta até para calcular outliers… IQR seria usado em lugar de standard >> deviation. >> >> Qual a possibilidade de dispor de dados sobre a população como um todo >> para a realização de cálculos estatísticos preliminares? Essa análise >> poderia ser realizada sobre os dados da população devidamente sanitizado >> (anonimizados) e, portanto, não precisariam de autorização individual para >> serem feitos. >> >> Abraços, >> >> Em 14 de julho de 2014 20:16, Solli Honorio <[email protected]> >> escreveu: >> >>> Pessoal, >>> >>> Sei que aqui é um grupo de programação, mas como temos perfis bem >>> heterogêneo estou apelando para o grupo na esperança de encontrar ajuda. >>> >>> A minha esposa está fazendo doutorado em Serviço Social com a população >>> em fila de espera para transplante de rim (o tamanho da fila é de 10.700 >>> paciente no estado de São Paulo). >>> >>> O problema no qual preciso de ajuda é com a determinação e justificativa >>> do tamanho da amostragem para o trabalho. >>> >>> Preciso justificar de maneira cientifica (com referências e os devidos >>> cálculos) o tamanho da amostragem necessário para a pesquisa de doutorado >>> dela. >>> >>> Obrigado, >>> >>> Solli Honório >>> >>> -- >>> "o animal satisfeito dorme". - Guimarães Rosa >>> >>> =begin disclaimer >>> Sao Paulo Perl Mongers: http://sao-paulo.pm.org/ >>> SaoPaulo-pm mailing list: [email protected] >>> L<http://mail.pm.org/mailman/listinfo/saopaulo-pm> >>> =end disclaimer >>> >>> >> >> >> -- >> Leonardo Ruoso >> Journalist, Perl developer and business consultant >> Media, UFC/2006; Telecom, IFCE/1998 >> >> =begin disclaimer >> Sao Paulo Perl Mongers: http://sao-paulo.pm.org/ >> SaoPaulo-pm mailing list: [email protected] >> L<http://mail.pm.org/mailman/listinfo/saopaulo-pm> >> =end disclaimer >> >> > > > -- > "o animal satisfeito dorme". - Guimarães Rosa > > =begin disclaimer > Sao Paulo Perl Mongers: http://sao-paulo.pm.org/ > SaoPaulo-pm mailing list: [email protected] > L<http://mail.pm.org/mailman/listinfo/saopaulo-pm> > =end disclaimer > > -- Leonardo Ruoso Journalist, Perl developer and business consultant Media, UFC/2006; Telecom, IFCE/1998
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