>E quantas pessoas que argumentam sobre recompilar o kernel sabem o que é um
escalonador?
O escalonamento de processos (ou agendador de tarefas) computacionais é uma
atividade organizacional feita pelo escalonador (scheduler) da CPU ou de um
Sistema Distribuído, possibilitando executar os processos mais viáveis e
concorrentes, priorizando determinados tipos de processos, como os de I/O
Bound e os computacionalmente intensivos. O escalonador de processos de 2
níveis escolhe o processo que tem mais prioridade e menos tempo e coloca-o
na memória principal, ficando os outros alocados em disco; com essa execução
o processador evita ficar ocioso.

>Meu deus! Estamos falando de software básico!
Não entendi. Software básico?
Mas não é de suma importância o software que realiza a conexão entre a
máquina e o S.O.? Se ele estiver mal configurado você acredita que apenas os
scripts de inicialização acelerarão o seu sistema?

Não acredito muito nisso.
Apesar de ser muito leigo e não entender de Linux.


Em 24/04/08, AlexanDER Franca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>
> > > Quanto a recompilação valer a pena, eu gosto da idéia de ter um sistema
> customizado às suas necessidades e um ganho de
> > aproximadamente 30% de performance.
>
>
> Olá.
>
> Sou adepto de recompilar o kernel, mas quando o assunto é argumentar os
> reais ganhos... aí complica.
>
> O kernel é software básico. Quantas pessoas aqui (não somente no GUS) sabem
> mesmo sobre software básico para argumentar sobre as vantagens de um aspecto
> ou outro do kernel?
>
> Comparativamente estamos falando de alterar o ângulo do eixo do motor e não
> de mudar a quantidade de válvulas (não entendo nada de carros).
>
> Ou melhor, isso depende. E depende tanta coisa...
>
> Afirmar um ganho de 30% é totalmente relativo pois isso depende do teste
> que foi feito (é igual a benchmark de linguagem de programação).
>
> Já repararam que é possível alterar o comportamento do escalonador na
> 'configuração' kernel?
>
> Já ouvi algumas pessoas dizendo que o X é melhor do que o Y. Mas isso é
> absurdo pois depende de como você vai usar sua máquina (para banco de dados?
> Para cálculos? Para rede? Para tudo?).
>
> E quantas pessoas que argumentam sobre recompilar o kernel sabem o que é um
> escalonador?
>
> Quantas estudaram Arquitetura de Sistemas Operacionais?
>
> E quantas sabem aplicar isso especificamente ao kernel do Linux.
>
> Relembrando, kernel de S.O. é software básico.
>
> Claro que a experiência prática ensina muita coisa, mas 'configurar' o
> kernel não é igual a configura uma rede.
>
> E não dá para dizer que você vai ter um ganho de x% de desempenho pois isso
> vai depender do que você está usando.
>
> Um kernel ulra-otimizado para um pode ser uma desgraça para outro tipo de
> uso.
>
> Enfim... acho que vale a pena recompilar e acho que deve ser feito (é uma
> questão de conhecer sua máquina), mas não acredito que isso seja vital.
>
> O kernel genérico atende perfeitamente a 99% dos casos. Não vai ser alguém
> que só sabe desabilitar/habilitar modelos de placa de som no 'make
> menuconfig' que vai conseguir ganhos incríveis em velocidade.
>
> Se tivesse que escolher, eu perderia mais tempo configurando os scripts de
> inicialização da máquina do que remover código do kernel.
>
> Mas não abro mão de manter meu kernel atualizado. Isso sim faz uma
> diferença enorme. Não consigo trocar o Udev pelo Hotplug, só para citar um
> exemplo.
>
> Tudo isso para reiterar a pergunta que fizeram: você mediu 30% de ganho
> como? Benchmark que só informa o resultado não é benchmark.
>
> PS: as máquinas de hoje estão saindo da loja com 1GB de RAM e processador
> de "3GHz". Não consigo imaginar alguma porção do kernel do Linux que possa
> 'pesar' uma máquina dessas. Meu deus! Estamos falando de software básico!
>
> []'s
>
> AlexanDER
>
>

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