Eu concordo com tudo que o Pedro e o Gerald disseram (com o que o Vitor disse sobre as BR-4xx eu precisaria estudar mais) e achei os fluxogramas muito bons.
Mas o problema que eu tentei abordar desde o começo é a ambiguidade nas interpretações do que é comparativamente mais "importante" (qual o raio de comparação?), do que é "vicinal", do que é uma "pequena" conurbação, e até o do que é "paralela" (pois nenhuma via é absolutamente reta). Foi muito bom marcar as coisas ambíguas em vermelho no fluxograma para guiar o debate, mas eu marcaria algumas coisas a mais. Acho melhor tentarmos nos concentrar nas características mensuráveis da via para minimizar as nossas divergências. Parece que estamos nos concentrando na classificação em área não-urbana, então vou considerar apenas isso a seguir. Parece que todos concordam que uma "motorway" precisa ter 2 pistas, acostamento, canteiro central, e (eu defendo) a alta velocidade. Se faltar alguma dessas coisas, o máximo que ela poderia ser é "trunk". Para ser trunk, o Gerald e o Pedro parecem concordar que teria que ter tudo isso exceto o canteiro central, e eu dispensaria a alta velocidade também. (Em meio urbano, no entanto, uma trunk seria de velocidade superior (80 km/h) à das avenidas principais (60 km/h) para corresponder à definição no wiki.) Isso faria com que as primárias do Gerald que fossem duplicadas e tivessem acostamento se tornassem "trunk" e concordaria com os fluxogramas do Pedro. As primárias, então, seriam parecidas com as trunk, mas de pista simples e com acostamento. Temos que pensar se o acostamento teria que ser contínuo ou se aceitaríamos a sua ausência se houver refúgios com certa frequência. As secundárias poderiam ser as duplicadas sem acostamento. Isso indicaria que ainda comportam bastante tráfego mas não foram tão bem projetadas e podem oferecer alguns riscos. Nesse grupo entrariam algumas estradas de praticamente todos os níveis administrativos. (Acho que alguns prefeririam inverter essas duas definições anteriores de acordo com o que acharem mais importante, segurança ou volume de tráfego.) As terciárias seriam então as de pista simples sem acostamento e pavimentadas. As não-classificadas (unclassified) seriam as de pista simples não pavimentadas e largas o bastante para fluxo de veículos nos dois sentidos em quase todo o seu percurso. Seria uma via que bastaria pavimentar (sem ampliar) para se tornar terciária. Por fim, sobrariam as trilhas (track) que seriam as de pista simples, não pavimentadas, onde apenas 1 veículo pode passar por vez. O que acham? Isso poderia virar uma tabela bem simples para um principiante seguir sem ter dúvidas. 2013/5/20 Gerald Weber <[email protected]>: > Oi Pedro > > seus fluxogramas ficaram muito legais, parabéns pelo esforço interpretativo. > > 2013/5/20 Pedro Geaquinto <[email protected]> >> >> >> - Um muito próximo do que está escrito na wiki, que é a interpretação >> livre do Gerald: http://i.imgur.com/2IAfQT7.gif > > > Eu notei que há várias partes na wiki descrevendo as hierarquias das > rodovias e que não parecem consistentes entre sí. Acho que vamos ter de > fazer uma busca geral. > > Sobre este fluxograma, acho que não ficou muito claro as caixas com > "vicinal" no caso de rodovias não-pavimentadas e "restrições" no caso de > motorway. Eu trocaria "restrições" por "tem canteiro central, acessos > especiais e não tem cruzamentos?" ou algo assim. > > Trocaria "vicinal" por "é de uso constante, larga e tem manutenção > periódica?" > >> >> >> - Um intermediário da minha sugestão. Só com alguns parâmetros a mais que >> adicionei, para padronizar por exemplo o uso de "unclassified": >> http://i.imgur.com/rcY2LC6.gif > > > Ficou interessante também. > >> >> >> - Minha sugestão. Com o conceito de "importância" que depende da >> interpretação da comunidade: http://i.imgur.com/MsqrZlp.gif > > > Não querendo puxar a sardinha para a minha brasa, mas este fluxograma é o > que melhor mostra a complexidade em optar por este esquema de classificação. > >> >> >> >> Ah, e quanto a essa questão (meio off) de que se houvesse infraestrutura >> não haveria essa indagação: foi exatamente assim que eu comecei a me >> questionar. Essas vias que eu sugiro serem marcadas como trunk, por serem >> mais importantes que meras primary, deveriam ter sido duplicadas há tempos >> pelo tráfego pesado que recebem. Acaba que no Brasil temos corredores muito >> importantes com um formato totalmente desproporcional. É um atraso que temos >> no país, infelizmente. >> > > O país é gigante e pobre, e suas prioridades tem hora são muito estranhas. > Não vejo como o resultado pudesse ser muito diferente. > > Nem por isto podemos marcar as rodovias pelo que elas deveriam ser, quer > dizer, não faz sentido marcar uma rodovia como trunk por que ela deveria ser > duplicada mas não é. > > mais uma vez obrigado por esta sistematização. > > abraço > > Gerald > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > -- Fernando Trebien +55 (51) 9962-5409 "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
