2015-07-07 10:53 GMT-03:00 Márcio Vinícius Pinheiro
<[email protected]>:
> Eu acho muito louco que dêem preferência a uma verificação a distância e
> pelo Bing(!) em detrimento do que foi alegadamente mapeado in loco.

Não houve mapeamento in loco porque o mapeador que fez o changeset
nunca esteve no local. A alegação feita por um terceiro não foi
apresentada, apesar de o mapeador dizer que detém cópia dela.

> Estamos aqui falando em comprovar o óbvio, a coisa está lá, é só ir lá ver.

Quem? Nem nós, nem o mapeador se dispôs a fazer isso. Não há
mapeadores locais envolvidos que tenham se disposto também. Contatei
um, mas não obtive resposta ainda.

> Entendo a necessidade de se questionar o mapeador em caso de dúvida (e
> entendo que o questionado não deve tomar isso como uma ofensa e tem a
> obrigação de responder, por mais cansativo que seja), mas entendo também que
> a palavra do mapeador pode ter muito mais valor do que qualquer dessas
> fontes desatualizadas da Internet.

Claro. Contanto que ninguém do Waze leia essa conversa, que, aliás, é
pública. Até o momento, só sei ao certo que foram consultadas fontes
ilícitas. A parte da alegação do terceiro eu acreditava ser verdade
até que se negaram a apresentá-la mesmo dizendo que a tinham.

> Talvez devêssemos usar o princípio de que o ônus da prova seja do
> "acusador".

Nós sempre preferimos a rota mais segura porque o ônus da prova é
grande e somos poucos e não detemos a informação final para produzir
esse ônus. Mas uma acusação formal vindo de uma das grandes empresas
pode ser catastrófica para o OSM no Brasil, especialmente se se
estabelecer a prática de copiar informações desses sistemas.

> Fotos do Bing (desatualizadas), mapas do IBGE (imprecisos) entre
> outros não podem ser provas irrefutáveis.

Ninguém disse isso.

> Não acho que mapear apenas o que
> já está mapeado em outras fontes seja o objetivo do OSM.

O objetivo do OSM é ter um mapa do mundo todo. Isso inclui as
informações dessas fontes. Quão importante é se igualar a uma fonte ou
outra depende da preferência do mapedor. Menu "Sobre" na página
principal: https://www.openstreetmap.org/about

> Uma coisa é reverter algo devido à suspeita de terem sido utilizadas fontes
> ilegais (paga-se pouco nesse caso, quando a suspeita é forte - tipo, se
> questionado, o mapeador não responde nada, ou cita as fontes ilegais), outra
> coisa é "corrigir" o mapeamento de uma área com base em informações antigas
> sem ter como comprovar que não houve mudanças mais recentes.

O problema é que até o momento a única comprovação é uma informação
que diz-se que circulou no boca-a-boca e que diz-se que foi
corroborada por fontes ilícitas.

> Acho saudável discutir o primeiro caso: até que ponto paga-se pouco por uma
> suspeita?

Se houvesse um mapeador no local, pouquíssimo. Mas não há, então
paga-se mais - mas também engaja-se novos colaboradores no local.

> No segundo caso, a resposta é simples: não mexa naquilo que não conhece.

O que leva à seguinte recomendação (mesma que fiz ontem): mapeie
apenas o local onde mora, ou se mapear fora, acumule registros para
mostrar que conhece o local. Dizer que conhece qualquer um pode dizer
sobre qualquer local, daí vira uma festa.

> Temos que confiar até o momento em que virmos com nossos próprios olhos (não
> fotos aéreas de 2009, ou relatos imprecisos) o que está errado.

Sem dúvida não se pode mapear com base em suposições. Por isso,
registros valem mais do que alegações que ainda não foram
apresentadas.

> Mapear remotamente é útil para as áreas ainda não mapeadas.

Mas há limites legais sobre o que se pode fazer remotamente. Senão
seria muito fácil plagiar outros mapas e dizer que foi tudo trabalho
seu.

> Para correções,
> apenas com dados atualizados (e preferência para dados obtidos in loco). E
> reversão, apenas em casos claros de vandalismo ou utilização de fontes
> ilegais ou ilegítimas. Não sei por quê tanto mimimi.

Também não sei. É a via mais discutida na história do OSM Brasil. Já
recomendei que não se apeguem tanto ao próprio trabalho. Vários
trabalhos meus já foram "desfeitos" (foram alterados, nem sempre do
jeito certo, mas cada um interpreta como quer), se eu abrisse uma
discussão sobre cada um deles, ninguém mais mapeava no Brasil.

> Atenciosamente,
> Márcio Vinícius Pinheiro.
> http://about.me/Doideira

-- 
Fernando Trebien
+55 (51) 9962-5409

"Nullius in verba."

_______________________________________________
Talk-br mailing list
[email protected]
https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br

Responder a