Sent: Thursday, February 17, 2000 5:59 PM
Subject: [Direito_Saude] Re: [Direito_Saude] En: Razoes economicas para indignacao m�ltipla

� poss�vel colocar a sa�de humana, como um valor qualquer, numa balan�a cujos pratos pesem custo e benef�cio?
 
Os termos =custo e benef�cio= s�o apropriados e �teis aos livros que cuidam dos estudos econ�micos.
 
Ent�o, fiquei pensando comigo mesma, medicina, que se dedica � sa�de humana, tem afinidades com economia por que?
 
Quais as justificativas para o emprego do vocabul�rio comum aos economistas (no entanto, desconhecido pelo povo), num argumento sobre morte, vida e transplantes?
 
"Partindo do pressuposto que a preserva��o da vida � um bem supremo, que ela � necess�ria a priori, (...) concluiremos que (...)" [Uribam Xavier]
onde h� inseguran�as e falta de certezas nas defini��es da infalibilidade da morte, n�o � �tico induzir e incitar pessoas a confiar em probabilidades de custos e benef�cios.
 
 
O texto parafraseado de Ubiram Xavier, O NEOLIBERALISMO EM XEQUE-�TICO
foi encontrado na www, no seguinte endere�o: ht
tp://www.geocities.com/CapitolHill/Congress/1166/neo.html

Abra�os
Cristiane
 
Em rela��o �s declara��es abaixo, pergunto se elas n�o s�o pass�veis de serem compreendidas como sendo profissonalmente anti-�ticas?
 
Abra�os,
 
Sheila.


Alberto Alan Gabai

"� fundamental entender tamb�m que infelizmente
no mundo atual o custo / benef�cio � uma coisa muito importante.
Hoje em dia o fluxo de dinheiro permeia todas as atividades humanas.
Ent�o, n�o s� para mitigar o sofrimento desnecess�rio do paciente,
como para mitigar o sofrimento da fam�lia, tamb�m mitiga-se o gasto
excessivo com o diagn�stico da morte encef�lica".
 
(A. Gabai, membro da Comiss�o T�cnica da Morte Encef�lica,
Chefe da Disciplina de neurologia
da Escola Paulista de Medicina, p�gina 977
da A��o Declarat�ria n�mero 98.0039872-4,
ajuizada contra o Cremesp na 17a. Vara Federal de S�o Paulo))

 

Wilson Sanvito

"Eu acho que o mais importante
que o diagn�stico � o progn�stico.
Qual � a diferen�a?
O que interessa � fam�lia e o que interessa
fundamentalmente � comunidade m�dica
� se aquele indiv�duo vai sair do coma ou n�o.
Se � um coma irrevers�vel ou se ele � vi�vel para a vida.
Isso � um progn�stico.
E da�? Qual � o problema? Isso � uma heresia?
Isso � m� pr�tica da medicina?
Eu acho que n�o se configura isso".
 
(W. Sanvito, Professor de Ci�ncias M�dicas
da Santa Casa de S�o Paulo,
membro da Comiss�o T�cnica da Morte Encef�lica
um dos elaboradores da Resolu��o CFM 1.480/97,
que estabeleceu o procedimento "diagn�stico"
para determina��o da morte encef�lica,
p�g. 963 da A��o Declarat�ria n�mero 98.0039872-4,
ajuizada contra o Cremesp na 17a. Vara Federal de S�o Paulo)

 

Luiz Manreza

"� que o conceito de morte encef�lica
� realmente progn�stico ou diagn�stico?
O que � importante para o nosso conceito
� um conceito de impossibilidade de retorno
a uma qualidade de vida".
 
(L. Manreza, tamb�m integrante dessa Comiss�o
T�cnica da Morte Encef�lica, p�gina 963 do mesmo processo)

 

Nei Moreira Lima da Silva
 
"A preocupa��o nossa � em um pa�s
que tem um sistema jur�dico t�o complicado
como o Brasil voc� n�o ter algo documental em rela��o a isso.
Foi por a� a decis�o",
 
disse Nei Moreira Lima da Silva,
Diretor do Conselho Federal de Medicina,
p�gina 1015 do mesmo processo quando foi afirmado
que os exames complementares da Resolu��o 1.480/97
s�o realizados para proteger os m�dicos de poss�veis processos judiciais ...

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