----- Original Message -----
Sent: Saturday, July 21, 2001 3:26 AM
Subject: [Direito_Saude] Da Italia para a lista Bioetica -- Cruzada em defesa das nacoes pobres

Lista Bio�tica
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Rosemary Oliveira
Sent: Friday, July 20, 2001 6:38 PM
Subject: Da italia para a lista Bioetica
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Oi para todos voces que leem a Lista Bio�tica. Atualmente me encontro na Italia, e  acompanhando a movimenta�ao politica desta reuniao dos G8. posso lhes dizer que "blindar" uma cidade da forma como foi feito, realmente, direi que � algo comparavel a uma Ditadura.

 

Hoje, devemos fazer mais do que um minuto de silencio, devemos acirrar a nossa luta contra a Globaliza�ao: UM JOVEM FOI MORTO durante a manifesta�ao. De forma covarde pela policia, com a "classica" desculpa da defesa. Creio que BASTA de dar desculpas � irresponsabilidade do Estado em colocar pessoas despreparadas para trabalhar nessas ocasioes.

 

Temos um exemplo vivo em nosso pais: os crimes contra os nossos companheiros do MST, e contra nossas crian�as de rua, enfim ..at� quando deveremos suportar a eterna desculpa de "manuten�ao da ordem publica".

 

Posso dizer a todos, como disse aos meus amigos italianos, que ficaram chocados com as fotos do antes e depois da morte do rapaz italiano, que eles ainda tem muito que ver , que aquela morte me chocou, que ver uma pessoa caida com a cabe�a espocada me chocou, por�m, devemos ser mais frios e racionais e deixar de lado o olhar romantico e FAZER qualquer coisa para mudar esse mundo. BASTA!!! 

 

Grito  com todas as minhas for�as quando um do 1 mundo (se � que existe 1 primeiro mundo)vem falar de nosso pais com um discurso romantico, criticando o trabalho infantil, prostitui�ao e etc... e quando chegamos aqui, somos (como tantos outros extra-comunitarios) explorados e massacrados no trabalho nao regulamentado.

 

Enfim, amanha a manifesta�ao sera tensa  certamente, por�m, devo lhes dizer, que o povo europeu tem muito ainda que enxergar e principalmente as crian�as e adolescentes.

Uma bra�o para todos

rosemary de Oliveira

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From: "Celso Galli Coimbra" <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: Cruzada em defesa da nacoes pobres - Frei Betto
Date: Sat, 14 Jul 2001 05:04:20 -0300
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From: "Marco Antonio Osorio da Costa" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Attac" <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Friday, July 13, 2001 7:55 AM
Subject: Cruzada em defesa da nacoes pobres - Frei Betto
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Informativo REDE de Crist�os - 12/07/2001
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CRUZADA EM DEFESA DAS NA��ES POBRES
Frei Betto
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G�NOVA, It�lia. Quem diria? O grande l�der anti-G-8 n�o vir� a G�nova e,
no entanto, mobiliza aqui cerca de 5 mil jovens, vindos de todas as
regi�es do pa�s: o papa Jo�o Paulo II. Seus pupilos s�o tratados pela
m�dia italiana como "Papa boy�s", filiados a sessenta associa��es
cat�licas.
 
 
 
O l�der local � o cardeal Tettamanzi, de irradiante simpatia. Sua maior
b�n��o aos manifestantes consistiu em declarar a um p�blico de 2 mil
jovens que "uma crian�a africana com Aids vale mais do que o Universo
inteiro". Recado direto aos chefes de Estado e de governo que chegam �
sua arquidiocese no dia 20. Um dos temas da agenda do G-8 � a mortandade
que a Aids provoca na �frica, onde os laborat�rios se recusam a fornecer
rem�dios a baixo custo.
 
 
 
Os "Papa boy�s" ocupam os teatros de G�nova pela manh�; � tarde
distribuem-se por quatro igrejas, onde debatem temas sociais, como
d�vida externa e pobreza do Terceiro Mundo; e � noite, no Parque
dell�Acquasola, cantam diante do monumento do soldado desconhecido.
 
 
 
G�nova transformou-se numa "cidade blindada". O aeroporto estar� fechado
entre os dias 19 e 22. O porto fecha um dia antes, pois Bush e Chirac
ficar�o hospedados em porta-avi�es. O Pal�cio Ducal, onde ocorrer�o as
reuni�es do G-8, � o epicentro da "zona vermelha" ­ quatro quil�metros
quadrados de acesso restrit�ssimo, segundo as autoridades, Ser�? Ontem
mesmo foram distribu�das, pelas ruas da cidade, c�pias dos crach�s de
acesso. A �nica diferen�a do original � que, em lugar de "fac-s�mile",
os autores do ap�crifo imprimiram "funk-s�mile".
 
 
 
H� quem garanta que a CIA bloquear� todos os celulares dentro da "zona
vermelha", para evitar o risco de acionarem uma bomba. O governo
italiano promete monitorar, por sat�lite, todas as comunica��es
eletr�nicas durante o G-8. E enviou para a cidade mais 20 mil policiais,
sem contar a seguran�a, quase toda secreta, de cada um dos oito senhores
que concentram em suas m�os o poder mundial. As for�as de seguran�a
temem, em especial, os manifestantes ingleses, espanh�is e alem�es,
considerados violentos.
 
 
 
Crentes e ateus querem fazer ressoar o apelo do papa no �ltimo domingo:
"Escutem o grito de dor dos pa�ses pobres". O tema da d�vida externa
consta da pauta do G-8 e centraliza a aten��o dos manifestantes. Para os
adeptos da campanha mundial pela anula��o da d�vida das na��es mais
pobres do mundo, lan�ada em 2000 pelo Vaticano, a proposta nada tem de
absurda e, muito menos, de original.
 
 
 
No s�culo 18, os EUA anularam suas d�vidas com a coroa brit�nica, assim
como, em 1991, a Pol�nia cancelou o pagamento de parte de sua d�vida
externa. Nem por isso cessou o fluxo de financiamento externo privado
para aqueles pa�ses. A anula��o de 51% da d�vida externa da Alemanha, em
1953, propiciou o crescimento econ�mico do pa�s, como j� ocorrera com a
R�ssia em 1918.
 
 
 
Segundo a ONU, em 1999 os 48 pa�ses mais pobres do mundo, com 600
milh�es de pessoas, s� receberam 0,5% dos investimentos diretos
estrangeiros. Mais da metade daqueles investimentos privilegiou apenas
quatro pa�ses: Brasil, China, M�xico e Tail�ndia. O dinheiro,
entretanto, n�o entrou de m�o beijada, pois 80% do montante serviram
para a aquisi��o de empresas locais, que passaram ao controle de
conglomerados transnacionais, reduzindo os postos de trabalho e, de
quebra, a soberania nacional.
 
 
 
Uma quest�o levantada nos debates de G�nova concerne ao Brasil: a
legitimidade da d�vida contra�da sob a ditadura militar. Na opini�o de
alguns entendidos, ela � juridicamente ileg�tima, segundo precedentes
hist�ricos.
 
 
 
No fim do s�culo 19, os EUA assumiram o controle de Cuba, ap�s a guerra
que levou a ilha do Caribe a conquistar sua independ�ncia da Espanha.
Madri exigiu que a d�vida cubana com a coroa espanhola fosse assumida
pelos EUA. Washington fez ouvidos moucos e ainda qualificou o peso da
d�vida de jugo imposto ao povo cubano. A comiss�o estadunidense
encarregada do caso alegou que a d�vida havia sido criada pelo governo
espanhol para o seu pr�prio benef�cio, e que os credores aceitaram o
risco dos investimentos.
 
 
 
Nos anos 30, a Corte de Arbitragem Internacional, da qual participava o
juiz Traft, presidente da Corte Suprema dos EUA, admitiu que eram nulos
os empr�stimos concedidos ao presidente Tinoco, da Costa Rica, por um
banco brit�nico estabelecido no Canad�. O argumento foi que o dinheiro
n�o servira aos interesses do pa�s, mas sim aos privil�gios de um
governo n�o democr�tico. O juiz Traft declarou: "O Royal Bank deveria
provar que o dinheiro foi emprestado ao governo para usos leg�timos. O
banco n�o o fez".
 
 
 
Isso se repetiu nas Filipinas em 1986, ap�s a queda do ditador Marcos;
em Ruanda, em 1994; na �frica do Sul, ap�s o fim do apartheid; na
Rep�blica Democr�tica do Congo em 1997, depois da queda de Mobutu; na
Indon�sia, em 1998, ap�s a sa�da de Suharto etc.
 
 
 
Os grandes bancos europeus e estadunidenses s�o denunciados aqui como
c�mplices da extors�o provocada por ditadores sobre os povos que
governaram. Mobutu arrecadou uma fortuna quase dez vezes superior ao PIB
de seu pa�s. A Nig�ria possivelmente estaria menos pobres se os bancos
restitu�ssem a ela os tesouros roubados pelo ditador Abacha.
 
 
 
O curioso � que todo esse discurso contr�rio ao atual modelo de
globaliza��o n�o soa como um chav�o de esquerda. E ningu�m sequer
menciona o fantasma do comunismo. Respaldado pelo papa, repercute como
um apelo �tico, o que obriga aos poderosos s�cios do G-8 a pelo menos
demonstrar que t�m um pingo de sensibilidade diante do clamor dos
pobres.
 
 
 
Frei Betto � escritor, autor, em parceria com Emir Sader, de
"Contravers�es" (Boitempo).
 
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ENDERECOS  E  INSTRUCOES:
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Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
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INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
===
ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
===
DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
===
ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
===
DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
===
PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
http://www.yahoogroups.com/files/direito_saude/
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ENVIAR mensagem para o grupo use o endere�o:
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