Confer�ncia sobre Racismo tem, enfim, uma declara��o final
DURBAN, �frica do Sul (CNN) -- Ap�s nove dias de discuss�es e desaven�as, os 160 pa�ses participantes da Confer�ncia das Na��es Unidas contra o Racismo, a Xenofobia e a Intoler�ncia adotaram, neste s�bado, uma declara��o final que reconhece a injusti�a da escravid�o e do colonialismo, al�m do sofrimento dos palestinos. Ainda que aprovada, a declara��o � marcada pela pol�mica. A correspondente da CNN Charlayne Hunter-Gault informou que v�rios pa�ses manifestaram preocupa��o com alguns trechos do documento. O Canad�, por exemplo, reclamou que muita aten��o foi dispensada � quest�o do conflito no Oriente M�dio. No in�cio da semana, por causa dos termos do esbo�o da declara��o, supostamente repreensivos ao Estado judeu, as delega��es de Israel e dos Estados Unidos abandonaram o encontro. "Todos chegaram a esse processo um pouco arranhados", disse a presidente da confer�ncia, a ministra do Exterior sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma, segundo relatou Hunter-Gault. A declara��o final foi aprovada por consenso pouco antes da sess�o plen�ria, o encontro final da confer�ncia que precisou ser esticada em um dia por causa das profundas diverg�ncias entre seus delegados. As delega��es da Uni�o Europ�ia e da �frica concordaram em definir a escravid�o como um crime contra a Humanidade. Sobre a quest�o de indeniza��es a pa�ses que sofreram com a escravatura, as duas partes falaram em al�vio da d�vida externa e outras formas de assist�ncia econ�mica para a �frica. "Estamos felizes por termos encontrado um solu��o", afirmou Hans Winkler, um dos representantes da �ustria. Ainda n�o est� claro o que o texto significar� para os europeus, que temiam uma enxurrada de a��es na Justi�a em busca de indeniza��es pela pr�tica de escravid�o. Alguns representantes do continente, por�m, disseram � Associated Press que tais receios foram "contornados". "Certamente, � um assunto que requer ser novamente explorada", comentou Wade Henderson, advogado e diretor-executivo da Confer�ncia da Lideran�a sobre Direitos Civis, uma organiza��o norte-americana. A quest�o foi, basicamente, o que motivou os organizadores da confer�ncia a convocarem um dia extra de discuss�es e adiarem o an�ncio do que a ONU pretendia que fosse um "plano global contra o racismo". "N�o � um documento que deixar� todo mundo feliz. Mas, pelo menos, as autoridades da ONU podem dizer que produziram um documento que representa o consenso", destacou Hunter-Gault. �rabes vs. IsraelensesJ� os pa�ses �rabes ficaram irritados com os termos relacionados ao Holocausto e com a suaviza��o das cr�ticas contra as pol�ticas israelenses. As obje��es �rabes acabaram atrasando o in�cio da sess�o final da confer�ncia, justamente na qual foi aprovada a Declara��o de Durban, um documento com 100 p�ginas. O chefe da delega��o de Catar, falando em nome dos Estados isl�micos, disse � comiss�o que elaborou o texto que faltou "condenar as pol�ticas e pr�ticas discriminat�rias de Israel". Os palestinos queriam, por sua vez, que a express�o "europeu" fosse usada antes das refer�ncias ao Holocausto, de modo que os �rabes n�o fossem responsabilizados pelo massacre dos judeus. "Do ponto de vista de uma sociedade civil, eu diria que esta confer�ncia foi um fracasso", afirmou Dianne Luping, porta-voz da Sociedade Palestina pelos Direitos Humanos. "Veremos esta confer�ncia como um fiasco se o racismo contra palestinos n�o for abordado". Dlamini-Zuma, a presidente do encontro, fez um apelo emocionado aos delegados para que deixassem este assunto para tr�s. Na manh�, de s�bado, ap�s uma madrugada inteira de discuss�es, finalmente houve o consenso, inclusive sobre a causa palestina, citada no documento final como "motivo de preocupa��o". "Estamos preocupados com o sofrimento imposto ao povo palestino que vive sob ocupa��o estrangeira. Reconhecemos o direito inalien�vel do povo palestino � autodetermina��o e ao estabelecimento de um Estado independente", diz a declara��o. A execu��o dos documentos aprovados em Durban n�o � obrigat�ria, mas os pa�ses envolvidos comprometem-se a cumprir as promessas que constam nos textos. Not�cia Relacionada:
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