Direito_Sa�de e Bio�tica -- 19.09.2001
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Algo de novo na Ter�a-Feira Negra

GORE VIDAL



Segundo o Cor�o, foi ter�a-feira que Al� criou as trevas. No dia 11 de setembro, quando pilotos suicidas lan�aram avi�es de carreira americanos contra pontos arquitet�nicos significativos, n�o precisei afastar os olhos da televis�o e procurar um calend�rio para saber que dia era: a Ter�a-Feira das Trevas tinha lan�ado sua sombra sobre Manhattan e ao longo do rio Potomac. Tampouco me surpreendi ao saber que, apesar dos aproximados US$ 7 trilh�es que gastamos desde 1950 naquilo que � eufemisticamente descrito como nossa "defesa", nenhum aviso antecipado foi dado pelo FBI, pela CIA, pela Ag�ncia de Intelig�ncia de Defesa ou por qualquer outro organismo, e que nenhum ca�a americano se ergueu � altura da ocasi�o, a n�o ser que, como dizem os boatos, ca�as americanos tenham abatido a aeronave que se chocou com o Pent�gono e a que caiu perto de Pittsburgh.


Embora nosso governo tenha por h�bito atribuir a culpa �s pessoas erradas, a impress�o que se teve � que, desta vez, tinha acertado, pelo menos em parte: o bilion�rio saudita, educado em Harvard e ocasional residente no Afeganist�o Osama bin Laden passara a perna em n�s. Enquanto os seguidores de Bush se atropelavam para preparar a que seria a antepen�ltima das guerras -m�sseis lan�ados pela Cor�ia do Norte e claramente marcados com bandeiras desse pa�s choveriam sobre Portland, Oregon, mas seriam interceptados pelos bal�es de nosso escudo antim�sseis-, o astuto Bin Laden sabia que s� precisava de pilotos dispostos a cometer suic�dio e matar os passageiros que por acaso estivessem a bordo dos avi�es comerciais que sequestrariam. Assim, algo de novo realmente aconteceu sob o sol da Ter�a-Feira Negra.


Minha irm�, que vive em Washington, tinha uma amiga que estava a bordo de um daqueles avi�es. Sem perder a calma, a amiga ligou para seu marido no celular. "Fomos sequestrados", informou. Em seguida, passou a descrever seus �ltimos minutos de vida, enquanto o avi�o se atirava contra o quinto lado do Pent�gono. Era o anivers�rio do marido. Sempre tivemos civis s�bios e corajosos. S�o os militares, os pol�ticos e a imprensa que nos deixam preocupados. Afinal, n�o nos deparamos com bombardeiros suicidas desde os camicases, como os cham�vamos no Pac�fico na �poca em que eu era soldado na Segunda Guerra Mundial. Naquela �poca, nosso inimigo era o Jap�o. Hoje, temos Bin Laden, os mu�ulmanos, os paquistaneses ...


O telefone n�o p�ra de tocar. Moro ao sul de N�poles, na It�lia. Editores, televis�es e r�dios italianas querem coment�rios. Eu tamb�m quero. Recentemente escrevi sobre Pearl Harbor. Agora me fazem a mesma pergunta, repetidas vezes: o que aconteceu n�o foi exatamente como a manh� do domingo 7 de dezembro de 1941?   N�o, n�o foi. N�o tivemos aviso pr�vio do ataque da ter�a-feira passada -pelo que estamos sabendo at� agora.  Nosso governo tem muitos e muitos segredos dos quais nossos inimigos sempre parecem ter conhecimento de antem�o, mas dos quais n�s mesmos s� ficamos sabendo anos mais tarde. O presidente Roosevelt provocou os japoneses para que nos atacassem em Pearl Harbor.   No livro "A Era Dourada", eu descrevo os v�rios passos que ele seguiu para isso. Hoje, sabemos o que ele tinha em mente: sair em socorro da Inglaterra para combater o aliado do Jap�o, Hitler. Mas o que ser� que Bin Laden tinha - ou tem - em mente?


H� v�rias d�cadas vem ocorrendo na m�dia americana um processo implac�vel de sataniza��o do mundo mu�ulmano. Como sou um americano leal, n�o posso lhe dizer por que isso vem acontecendo - mas o fato � que n�o temos o h�bito de analisar por que qualquer coisa acontece, a n�o ser que seja para atribuir a outros a culpa por nossos erros.   Num mundo em que o dem�nio est� constantemente � espreita, andando para cima e para baixo e nos atormentando por sermos t�o bondosos, nossa imprensa quer que acreditemos que Bin Laden � simplesmente mais uma manifesta��o do mal puro e simples, de modo que somos obrigados a invocar a cl�usula cinco da Otan e detonar todos os diabos que lhe deram abrigo, para ensinar a eles a �nica li��o que n�s mesmos jamais aprendemos: que na hist�ria, assim como na f�sica, n�o existe a��o sem rea��o.


A administra��o Bush, embora se mostre estranhamente inepta em tudo menos em sua tarefa principal, que � isentar os ricos de pagar impostos, vem casualmente rasgando os tratados subscritos pelos pa�ses civilizados, coisas como o Protocolo de Kyoto ou o acordo sobre m�sseis nucleares que t�nhamos com a R�ssia. Enquanto os bushitas levam adiante seu saqueio implac�vel do Tesouro e da Seguridade Social (um fundo cujos recursos s�o supostamente intoc�veis), eles v�m deixando o FBI e a CIA ou fazer o que bem entendem ou n�o fazer absolutamente nada - um pouco como o M�gico de Oz fazendo seus engra�ados truques de m�gica de faz-de-conta, enquanto torce para que ningu�m descubra que � tudo de mentirinha.


Para sermos justos, n�o podemos p�r toda a culpa de nossa incoer�ncia no Ser Oval atual. Embora seus antecessores, de modo geral, tenham tido QIs mais altos do que o dele, tamb�m eles trabalharam assiduamente para o 1% da popula��o que � dona do pa�s, enquanto deixavam todo o resto se virar sozinhos. Bill Clinton foi especialmente culpado. Embora tenha sido de longe o presidente mais h�bil desde Franklin Delano Roosevelt, Clinton, em sua busca fren�tica por vit�rias eleitorais, armou o gatilho do Estado policial que seu sucessor deve, neste exato momento em que escrevo, estar se preparando para apertar.


Estado policial? Como assim? Em abril de 1996, um ano depois do atentado de Oklahoma, o presidente Clinton aprovou a lei antiterrorismo, uma chamada "lei de confer�ncia", para a qual contribu�ram muitas m�os bastante sujas, incluindo as do l�der da maioria no Senado, Bob Dole, que foi o co-patrocinador dela. Embora Clinton tenha feito muitas coisas desavisadas e oportunistas para vencer elei��es, ele raramente disse alguma coisa desavisada. Sua legisla��o sobre o terrorismo autoriza o secret�rio de Justi�a a utilizar as For�as Armadas contra a popula��o civil, com isso anulando a lei Posse Comitatus, de 1878, que proibiu para sempre o uso da for�a militar contra nossa popula��o. O habeas corpus, cerne da liberdade anglo-americana, tamb�m pode ser suspenso se for considerado que h� um terrorista entre n�s. Irritado com as cr�ticas expressas por grupos e indiv�duos apegados � Constitui��o, Clinton denunciou seus cr�ticos como sendo "pouco patri�ticos". Depois, envolto na bandeira nacional, falou do trono: "N�o h� nada de patri�tico em fazer de conta que se pode amar o pa�s, mas desprezar seu presidente". � uma afirma��o estarrecedora, j� que pode ser aplicada a toda a popula��o, em algum momento ou outro. Em outras palavras, seria pouco patri�tico o alem�o que tivesse dito que odiava a ditadura nazista?


A Ter�a-Feira Negra j� est� impondo tens�o consider�vel � nossa sociedade cada vez mais militarizada. Na d�cada de 1970, o FBI se reinventou: de um corpo de "generalistas" treinados em direito e contabilidade e vestindo terno, gravata e camisa branca (por surpreendente que possa ser, J. Edgar Hoover seguia a linha civil), transformou-se num ex�rcito de guerreiros da linha "Armas e T�ticas Especiais" (tamb�m conhecidos como SWAT), que gostam de vestir uniformes de camuflagem, roupas pretas de ninja e, dependendo da tarefa, m�scaras de esqui. No in�cio dos anos 80 foi formada uma superequipe SWAT do FBI, a Equipe 270 de Resgate de Ref�ns. Como t�o frequentemente acontece nos Estados Unidos, esse grupo se especializava, n�o em libertar ref�ns ou salvar vidas, mas em lan�ar ataques assassinos contra grupos que n�o aprovava, muitas vezes por serem excessivamente independentes, como foi o caso da seita religiosa Ramo Davidiano -crist�os evang�licos que viviam pacificamente em seu complexo pr�prio em Waco, Texas, at� que uma equipe SWAT do FBI, equipada com tanques ilegais do ex�rcito, matou 82 deles, incluindo 25 crian�as. Isso aconteceu em 1993.


Agora, desde a ter�a-feira passada, as equipes SWAT j� poder�o ser usadas para perseguir �rabes-americanos suspeitos ou, na realidade, qualquer pessoa que possa ser culpada de terrorismo, um termo que n�o tem defini��o legal (como se pode combater o terrorismo suspendendo o habeas corpus, se aqueles que querem ter seus corpus libertados da pris�o j� se encontram presos?). Mas, no clima de trauma p�s-Oklahoma, Clinton disse que aqueles que n�o estavam a favor de sua legisla��o draconiana eram conspiradores aliados aos terroristas, interessados em transformar a Am�rica "num lugar seguro para terroristas". Se Clinton, que tinha a cabe�a t�o fria, foi capaz de se enfurecer a tal ponto, o que podemos esperar do superesquentado Bush, depois da ter�a passada?


Embora a popula��o americana n�o tenha meios diretos de influir sobre seu governo, suas opini�es de vez em quando s�o colhidas por meio de amostras, em sondagens de opini�o. De acordo com uma sondagem da CNN e da "Time" de 1995, 55% dos americanos acreditam que "o governo federal se tornou t�o poderoso que amea�a os direitos dos cidad�os".


O "The New York Times" � o principal veiculador das opini�es recebidas do empresariado americano, e, al�m disso, � um bar�metro mais preciso dos estados de �nimo de nossos governantes do que, digamos, o "The Wall Street Journal", que sofre de defici�ncia editorial. Mesmo assim, todos as colunas de editorial publicadas pelo "NYT" desde 12 de setembro t�m errado o alvo, por pouco. Desconfio que a cobertura da televis�o j� nos tenha deixado esgotados a todos n�s, menos o sensato conservador que � Anthony Lewis. Aquelas imagens de fogo e explos�o teimam em se reformar diante de nossos olhos, mesmo quando n�o h� um tubo cat�dico por perto para transmiti-las.


Sob o cabe�alho "Exig�ncias da Lideran�a", o "NYT" se mostra otimista, por assim dizer. Tudo vai sair bem se o senhor trabalhar duro e n�o deixar sua aten��o se desviar da bola, senhor presidente. Aparentemente Bush "est� enfrentando m�ltiplos desafios, mas sua tarefa mais importante � uma simples quest�o de lideran�a". Gra�as a Deus. N�o apenas s� � preciso lideran�a, como isso � simples ao extremo. Por um instante eu tinha chegado a temer ...  Em seguida o "NYT" fala das coisas da maneira como se apresentam, em oposi��o a como deveriam se apresentar. "A administra��o passou boa parte do dia de ontem tentando superar a impress�o de que Bush teria manifestado fraqueza quando deixou de retornar a Washington ap�s o ataque terrorista". Mas, pelo que pude perceber, ningu�m se preocupou muito com isso. A maioria de n�s se sentiu at� um pouco mais segura com Bush em seu bunker em Nebraska. O "NYT" tranquiliza Bush, dizendo que ele n�o ser� for�ado a aceitar democratas em seu gabinete, como fizeram alguns presidentes em tempos de guerra - e pronto. A� est�. Simplesmente atirado ali no meio, como que por acaso. "Em tempos de guerra". Pacientemente, o jornal p�e os pingos nos is, para Bush e para n�s. "Nos pr�ximos dias, � poss�vel que Bush pe�a � na��o que d� seu respaldo a a��es militares que muitos cidad�os poder�o achar alarmantes. Ele precisar� mostrar que sabe o que est� fazendo." Assim fica f�cil. Pena que FDR n�o recebeu cartas desse tipo de Arthur Krock, do velho "NYT".


"Aliados contra o Terror" � o pr�ximo editorial com t�tulo. Aparentemente, precisamos de aliados. "Como seu pai na Guerra do Golfo, ele ter� que construir uma coaliz�o de na��es dispostas a agir."  �timo conselho. Ele tamb�m deve encontrar um jeito de fazer com que esses aliados paguem por uma guerra que ser� travada pelo bem da Humanidade Inteira. Bush, pai, teve trabalho para convencer outros a ajudar a pagar a conta de sua guerra da CNN. Os japoneses tiveram a ousadia de reclamar da taxa de c�mbio. Azar deles -basta ver o que aconteceu com o iene.


Quando a semana chegou o fim, paquistaneses de cabelos tingidos e olhos furtivos j� estavam sendo interrogados pela CNN porque, de maneira amea�adora, o Paquist�o hoje atua como patrono extra-oficial do Taleban. "Acredita-se que o Taleban d� guarida ao mais perigoso terrorista internacional, Osama bin Laden." Foi preciso muita coragem para publicar isso, "NYT". Mas parece que se encaixa bem com o que voc�s andam repetindo. "Washington deixou claro ontem que sua paci�ncia com o Paquist�o est� se esgotando rapidamente." Coitado do Paquist�o.   Eu � que n�o gostaria de estar em seu lugar.


Pr�ximo editorial: "A Defesa Nacional". "A luta contra o terror precisa se deslocar da periferia para o centro do planejamento e das opera��es de seguran�a nacional americanas. Ningu�m est� sugerindo que isso seja tarefa f�cil ou que custe pouco, mas, com os quase US$ 30 bilh�es que Washington gasta com espionagem, o pa�s deveria saber mais sobre as redes do terror e suas conspira��es. Se mais dinheiro puder ser investido com finalidades �teis..." "Os americanos precisam repensar como proteger o pa�s sem abrir m�o dos direitos e dos privil�gios da sociedade livre que defendemos."   Verdade, verdade.


"Terceira Guerra Mundial", de Thomas L. Friedman, � otimista. Friedman � muito jovem e ainda n�o viveu sua guerra. Mas, pensando bem, com a exce��o de Colin Powell e dois ou tr�s senadores, os membros da administra��o e os parlamentares, apesar de todos serem adeptos da ret�rica militar, s�o pessoas que s� ficaram em casa.   A regi�o que Friedman cobre � o Oriente M�dio, e muitas vezes o que ele escreve sobre o assunto � interessante. Das vozes erguidas no "NYT" na quinta-feira, apenas ele sugere que "o apoio que damos a Israel"  desagrada aos �rabes, mas, logo depois, ele passa a falar do �dio inato que os �rabes nutrem por nossa hegemonia. De repente, de maneira desconcertante, ele berra: "Ser� que meu pa�s realmente compreende que esta ser� a Terceira Guerra Mundial?". A pergunta n�o � meramente ret�rica. "As pessoas que planejaram os atentados da ter�a-feira conjugaram alto grau de maldade com alto grau de g�nio, com efeitos devastadores. E, a n�o ser que estejamos prontos para colocar nossas melhores cabe�as para trabalhar para combat�-las -o projeto Manhattan da Terceira Guerra Mundial-, de maneira igualmente ousada, implac�vel e pouco convencional, vamos ter problemas s�rios." � a receita certa para mais problemas.


A coluna "O Novo Dia da Inf�mia", de William Safire, prev� que "o pr�ximo ataque provavelmente n�o ser� conduzido com um avi�o sequestrado, eventualidade contra a qual, tarde demais, vamos nos precaver. � mais prov�vel que seja um m�ssil nuclear comprado por terroristas ou um barril de germes mort�feros."   Finalmente, Anthony Lewis acha de bom aviso deixar de lado o unilateralismo de Bush para cooperar com outros pa�ses, para conter as trevas da ter�a-feira com a compreens�o de suas origens, ao mesmo tempo em que deixamos de lan�ar provoca��es contra uma cultura que se op�e a n�s e nossos arranjos.  Lewis - coisa incomum para um colunista do "The New York Times" - defende a paz agora.  Eu tamb�m.  Mas a verdade � que ele e eu somos velhos e j� estivemos l�.  Valorizamos nossas liberdades, que est�o desaparecendo em ritmo acelerado - � diferen�a dos patriotas exacerbados que andam batendo seus tambores na Times Square, conclamando todos para uma guerra total a ser travada pela Am�rica.


O norte-americano Gore Vidal, 75, � romancista e ensa�sta e um dos principais intelectuais dos EUA. Seu �ltimo romance publicado no Brasil � "A Era Dourada"

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ENDERECOS  E  INSTRUCOES:
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Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
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INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
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ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
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ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
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ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
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DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
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ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
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MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
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DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
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PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
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