A AMIZADE EM ARIST�TELESApenas desejo acrescentar um termo, tentando ainda seguir o pouco que estudei de Arist�teles. Meu professor
era mesmo paciente. Ele n�o disse nada, n�o deu 'dicas' aparentes... Mas deu sim.


Disse-me:
- "j� leu A Pol�tica de Arist�teles, n�o �?"
- "daqui 15 dias � teu semin�rio sobre esta obra..."


Respondi:
- "mas professor... n�o vi nada �til para os dias de hoje..."


Ele sorriu.


Eu li.
Procurei.
Como era a Amizade?
T�o indispens�vel ao _Estado_Virtuoso_ de Arist�teles?


� sentir-se igual e dar tanto valor ao outro, como e na mesma medida que de dar a si mesmo.


O Estado ideal, em Arist�teles, existe porque h� a AMIZADE entre o indiv�duo e o TODO. O todo � o ESTADO. � o p�blico, � o interesse
comum a todos.


� da�, tamb�m, a no��o de respeito.


Isso � Filosofia e � Ci�ncia Pol�tica?


Eu diria que � a vida que d� valor � vida dos outros.


Escrevi porque n�o me contive.
Escrevi por conta da emo��o e das lembran�as.

E foi tudo estimulado por ver o nome de Arist�teles no artigo que segue.


Cristiane Rozicki
[EMAIL PROTECTED]

ARIST�TELES. -A pol�tica-. Tradu��o por Nestor Silveira Chaves. Cole��o Universidade de Bolso. Ediouro. Rio de Janeiro: Tecnoprint,
1992 (?). 187 p.

ARIST�TELES. �tica a Nic�macos. Trad. por M�rio da Gama Kury. 3a ed. Bras�lia: UnB, 1992. p. 101.
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A AMIZADE EM ARIST�TELES
Da �tica a Nic�maco



Os antigos colocavam a amizade entre as mais altas virtudes. Era um elemnto essencial � felicidade e ao pleno florescer da vida.
"Pois sem amigos", diz Arist�teles, "ningu�m escolheria viver, apesar de todos os outros bens. "Palavras dignas de serem lembradas
num mundo de "bens" perec�veis.



Segundo Arist�teles, a amizade ou �, ou envolve, um estado de car�ter, uma virtude. H� tr�s tipos de amizade: fundamentada no prazer
rec�proco da companhia ( amizade de prazer), na utilidade da associa��o ( amizade de utilidade ) ou na admira��o m�tua ( amizade na
virtude ). Todas s�o essenciais � vida plena e os amigos de melhor qualidade n�o s� apreciar�o a excel�ncia do outro, mas ter�o
prazer em sua companhia e encontrar�o vantagens rec�procas na associa��o.



Assim como os motivos da amizade diferem em esp�cie, tamb�m diferem as respectivas formas de afei��o e de amizade. Existem tr�s
esp�cies de Amizade, e igual n�mero de motiva��es do afeto, pois na esfera de cada esp�cie deve haver "afei��o m�tua mutuamente
reconhecida".



Aqueles que t�m Amizade desejam o bem do amigo de acordo com o motivo da sua amizade; desse modo, aqueles cujo motivo � a utilidade
n�o tem Amizade realmente um pelo outro, mas apenas na medida em que recebem um bem do outro.



Aqueles cujo o motivo � o prazer est�o em caso semelhante: isto �, tem amizade por pessoas de f�cil graciosidade, n�o em virtude do
seu car�ter, mas porque elas lhes s�o agrad�veis. Assim aqueles cujo motivo � o prazer o fazem pelo que � prazeroso a si mesmos; ou
seja, n�o em fun��o daquilo que a pessoa estimada �, mas na medida em que ela � �til ou agrad�vel. Essas Amizades s�o portanto
circunstanciais: pois que o objeto n�o � amado por ser a pessoa que �, mas pelo que fornecem de vantagem ou prazer, conforme o caso.



Tais Amizades s�o de fato muito pass�veis de dissolu��o se as partes n�o permanecem iguais: isto �, os outros cessam de ter Amizade
por eles quando deixam de ser agrad�veis ou �teis. Ora, a natureza da utilidade n�o � de perman�ncia, mas de constante varia��o:
assim, quando o motivo que os tornou amigos desaparece, a Amizade tamb�m se dissolve; pois que existia apenas em rela��o �quelas
circunst�ncias...



A perfeita Amizade � a que subsiste entre aqueles que s�o bons e cuja similaridade consiste na bondade; pois estes desejam o bem do
outro de maneira semelhante: na medida em que s�o bons ( e s�o bons em si mesmos ); e s�o especialmente amigos aqueles que desejam o
bem a seus amigos , porque assim se sentem em rela��o a eles, e n�o por uma mera quest�o de circunst�ncias; assim a Amizade entre
esses homens permanece enquanto eles s�o bons; e a bondade traz em si um princ�pio de perman�ncia...



S�o poucas as probabilidades de Amizades dessa esp�cie, por que os homens dessa esp�cie s�o raros. Al�m disso pressupondo-se todas
as qualifica��es exigidas, essas Amizades exigem ainda tempo e intimidade; pois, como diz o prov�rbio, os homens n�o podem se
conhecer "at� que tenham comido juntos a quantidade de sal necess�ria; nem podem de fato admitir um ao outro em sua intimidade,
muito menos serem amigos, at� que cada um se mostre ao outro e d� provas de ser objeto apropriado para a Amizade.
Aqueles que iniciam apressadamente uma troca de gestos amig�veis querem ser amigos mas n�o o s�o, a menos que sejam tamb�m objetos
apropriados para a Amizade e se reconhe�am mutuamente como tal: ou seja, o desejo de Amizade pode surgir rapidamente, mas n�o a
Amizade propriamente dita.



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Amizade em Arist�teles
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