Title: Jornal Cr�tica Radical
Cr�tica Radical
 
 
ENFIM,  O FIM DA POL�TICA

    “� poss�vel enganar algu�m durante todo o tempo. � poss�vel enganar a todos por algum tempo. Mas, n�o � poss�vel enganar a todos durante todo o tempo (...)”
 

 

     Um  defunto domina o Brasil – o defunto da pol�tica. Todos os poderes do nosso pa�s uniram-se para a defesa deste dom�nio: bispos, pastores, banqueiros e latifundi�rios, Tasso, Ciro, FHC e Lula; Jos� Serra, Itamar, Suplicy e Maluf; Eun�cio, Bruno, Machado e Geno�no e todos os demais candidatos e seus partidos, propriet�rios dos meios de comunica��o, CUT, sindicatos e empres�rios; MST, CMP, UNE, UBES; cientistas pol�ticos, ecologistas, comunistas e socialistas. Todos eles (as) tem um s� lema: pol�tica, pol�tica, pol�tica. 
 
     Por�m, o capitalismo alcan�ou sua barreira hist�rica, o seu limite (a prova vem logo a�). Com isso, Estado, mercado, trabalho e
pol�tica  chegam  ao fim. A pol�tica, que j� andava ruim das pernas e sem objetivo, virou um defunto. Um defunto que os
poderosos cuidam bem para elegerem  democraticamente  sempre os seus candidatos. Quem  consegue convencer o maior
numero de consumidores para a sua  mercadoria, pode impor a sua marca na manuten��o do defunto. E a m�dia e a ind�stria
de divers�o, neste sentido, cumprem um papel fundamental.  O uso desabusado da m�dia e a notoriedade que a tv confere
constr�i fortuna pol�tica. A pol�tica, com isso, ficou reduzida a mero espet�culo, um espet�culo que leva voc� a obedec�-lo ,
que esteja sempre a seu servi�o, que o apaixone para servi-lo e que o conduza para a passividade, resigna��o e
mediocridade.  Todos concordam que n�o fica bem vender um pol�tico, como se vende um detergente. Mas, vendem e
expectadores  continuam  comprando. Por isso, a reinven��o da pol�tica virou tarefa de demagogo. Por mais chocados que
fiquem os adoradores da deusa –pol�tica, a pol�tica acabou. E n�o s�  em Fortaleza e Cear�, mas no Brasil e no mundo. E n�o
h� motivos para lamenta��es. Sen�o, vejamos: 
 
 
 
 
     O CAPITALISMO SEM LIMITES 
 
      O objetivo da produ��o moderna � transformar dinheiro em mais dinheiro. Isto s� foi poss�vel porque, no capitalismo, o
dinheiro � a encarna��o do trabalho. O fundamento do sistema � a valoriza��o do dinheiro que surge como uma forma de
riqueza constituida pelo disp�ndio do trabalho humano direto, tendo por base o tempo de trabalho. Nisto reside o cora��o do
sistema capitalista, a produ��o do valor, a valoriza��o do dinheiro..  
 
 No entanto,  para obter o lucro, a venda dos bens produzidos deve render mais dinheiro do que o custo  de sua produ��o..
Alcan�a este objetivo a empresa que faz ofertas mais baratas de mercadorias. Quem decide, face � concorr�ncia, � a
produtividade. Para produzir grande quantidade de produtos com pouco disp�ndio de trabalho vivo, ou seja, poucos
trabalhadores e muitas mercadorias baratas, torna-se indispens�vel o uso cada vez maior de m�quinas. Portanto, a diminui��o
dos custos exige que menos trabalhadores produzam mais produtos.  
 
 Com base nisto, o sistema se expandiu. A ind�stria absorveu antigos ramos de produ��o artesanal, criou novos setores
produtivos, inventou produtos jamais imaginados e infundiu a sede de comprar nos consumidores. O processo de aumento de
produtividade, expans�o e satura��o dos mercados, cria��o de novas necessidades e nova expans�o parecia n�o  ter limites. 

 

 

     UM EXEMPLO QUASE IMBAT�VEL 

 

      Em 1886, o engenheiro alem�o Carl Benz construiu o primeiro carro. Em 1900, o engenheiro norte-americano Frederic Taylor criou um sistema que separava  as �reas de trabalho espec�ficos,  o que resultou  no aumento da produ��o. Em seguida, o empres�rio Henry Ford introduziu a esteira rolante, originando um novo m�todo de produ��o, o fordismo.  Os  resultados foram surpreendentes. De l0 mil carros por ano a ind�stria fordista pulou para 248 mil carros, em l914.

 

Os novos m�todos deflagaram uma nova revolu��o industrial. O aumento de produtividade criou um n�mero espantoso de novos empregos e barateou uma enorme quantidade de produtos. O capitalismo viveu sua �poca de ouro, e os trabalhadores obtiveram suas maiores conquistas.

 

 

 

     O IN�CIO DO LIMITE 

 

      Nos anos 80  aconteceu a terceira revolu��o industrial com base na microeletr�nica. A nova fase de produ��o levou as ind�strias fordistas a atingirem seu n�vel hist�rico de satura��o. Novos e sofisticados produtos tiveram seus pre�os barateados.  Computador vai  se transformando em  consumo de massas. Mas, o surto econ�mico n�o trouxe o  correspondente aumento de empregos. A produ��o passou a depender menos do tempo de trabalho e do montante de trabalho empregado, e muito mais das sofisticadas m�quinas na produ��o, criadas pela ci�ncia e tecnologia.  Perante o imenso ac�mulo de trabalho morto, o trabalho vivo ficou reduzido � mera supervis�o e manuten��o do sistema mec�nico. O  aumento incessante da produtividade do trabalho chegou numa situa��o em que o valor novo adicionado por unidade de produto � t�o insignificante e mesquinho, que a  medi��o  pelo crit�rio de valor se tornou insustent�vel. Com isso, nem o trabalho e nem o tempo de trabalho s�o mais as condi��es principais da produ��o. O trabalho come�a a deixar de ser a fonte principal de riqueza e o tempo de trabalho deixa de ser a sua medida. Aqui se inicia o exterm�nio da galinha dos ovos de ouro do capital, o trabalho. A produ��o moderna cujo objetivo � originar o lucro est� diante de um  impasse.  Reduzir o tempo de trabalho a um m�nimo ou continuar com o tempo de trabalho como medida de produ��o, eis a quest�o . Pela primeira vez  na hist�ria da humanidade, a nova tecnologia economiza mais trabalho (em termos absolutos ), de que o necess�rio para a expans�o dos mercados  de novos produtos. A capacidade de racionaliza��o � maior de que a capacidade de expans�o. Uma nova fase criadora de empregos deixou de existir. O desemprego se espalha por todas as ind�strias, por todo o planeta. A troca de trabalho vivo pelo trabalho objetivado se apresenta como o �ltimo desenvolvimento atual da rela��o do valor da  produ��o baseada no valor. Muda o significado de  riqueza, tempo e trabalho.  A barreira hist�rica do capitalismo se apresenta, o seu
limite quase alcan�ado. 

 

 

    O FIM DO TRABALHO � O FIM DA POL�TICA
     A FINALIDADE DO ESTADO 

 

      A crise do trabalho tem como consequ�ncia a crise do Estado e, portanto, da pol�tica. O Estado moderno constitu�a uma inst�ncia superior que garantia, no quadro da concorr�ncia, os fundamentos jur�dicos normais e os pressupostos da valoriza��o dos sistemas produtores de mercadorias. Para garantir isso era indispens�vel  exist�ncia de um aparelho de repress�o para a  possibilidade  do
material humano insubordinar-se contra os sistemas  capitalista e socialista de Estado. No capitalismo sem limites, o Estado
assumiu, de forma crescente, tarefas s�cio-economicas como, por exemplo, sa�de, educa��o, rede de transportes e comunica��o, infra-estruturas  de todos os tipos que eram indispens�veis ao funcionamento da sociedade do trabalho.

   

 

  ESTADO N�O TRANSFORMA TRABALHO EM DINHEIRO 

 

      Por�m, o Estado n�o transforma trabalho em dinheiro, ou seja, o Estado n�o constitui uma unidade de valoriza��o aut�noma e
por isso precisa retirar dinheiro do processo real de valoriza��o, fruto da produ��o e contradi��o entre o capital e o trabalho.

 

Mas, como vai se esgotando o trabalho, esgota-se a valoriza��o.

 

Esgotada a valoriza��o,  esgotam-se tamb�m as finan�as do
Estado. O Estado apresenta-se desnudado e exibe a sua depend�ncia, diante da economia cega e fetichizada da sociedade do
trabalho. Na crise da sociedade do trabalho, tanto a propriedade privada  quanto a propriedade estatal ficam obsoletas,
porque as duas formas de propriedade pressup�em , do  mesmo modo, o processo de valoriza��o.  A propriedade estatal �
apenas uma forma derivada da propriedade privada, tanto faz se com ou sem , o adjetivo socialista.  

 

      Com o crescente desemprego estrutural  de massas,  esgota-se a renda estatal proveniente dos impostos sobre os
rendimentos do trabalho. Com a crise caem fora tamb�m as rendas estatais provenientes dos impostos sobre lucros das
empresas. Por outro lado, os trustes  transnacionais obrigam os Estados  que concorrem por investimentos a praticarem todo
tipo de bandidagem. E a� o neo-liberalismo se destaca pela sua enorme contribui��o na medida em que os limites da economia
nacional s�o dinamitados. Regi�es mundiais inteiras s�o cortadas dos fluxos globais de capital e mercadorias.  Numa onda de
fus�es sem precedentes hist�ricos, os trustes se preparam para a �ltima batalha da economia empresarial.  Estados e na��es
s�o desorganizados e implodem. Popula��es s�o empurradas para a loucura da concorr�ncia. Na luta pela sobreviv�ncia
assaltam-se em guerras �tnicas de bandos. Com novas roupagens ressurgem o racismo, xenofobia, genoc�dio, patriarcalismo,
nazismo, fascismo, etc. O  “ lixo humano” fica  sob a compet�ncia da pol�cia, das seitas religiosas de salva��o da m�fia, dos
esquadr�es da morte. Aumenta enormemente o n�mero de pessoas nas pris�es.  Diariamente, crian�as e pobres s�o
assassinados. 

 

Tr�s quartos da humanidade afundam-se em estado de mis�ria e calamidade porque o sistema social de trabalho n�o precisa mais do seu trabalho e s�o declarados como lixo social.  O patriarcado n�o � eliminado, mas fica mais selvagem ainda  diante da crise da sociedade  do trabalho e da pol�tica.  O resultado das democracias fordistas  para as mulheres j� foi a carga dupla, a dupla jornada de trabalho  com sal�rios diferenciados, subalternidade, discrimina��o,
humilha��o e viol�ncia sexual. Agora vem a terceira, que al�m de acentuar a cis�o entre o p�blico e o privado, pretende tornar
as mulheres respons�veis pela sobreviv�ncia imposs�vel da sociedade atual  que o  mundo “masculino”, irracionalmente quer
prolongar.

 

 

 

     ESTADO � ADMINISTRADOR DE CRISES 


      O Estado democr�tico transforma-se, com isso, em mero administrador de crises. A educa��o vira privil�gio para inclu�dos e
engana��o para exclu�dos. A cultura intelectual, art�stica e te�rica � remetida  aos crit�rios do mercado,   vai padecendo e se
desqualificando e destilando o t�dio cotidiano. A sa�de n�o � mais financi�vel. Descaradamente vale a lei da eutan�sia social:
porque voc�  � pobre e “sup�rfluo” n�o tem direito a nada e tem que morrer bem antes. Desempregados, moradores e
meninos de rua, sem-teto, sem-terra, sem nada, doentes, idosos e exclu�dos s�o atirados no aterro sanit�rio social.  O Estado
virou um sistema de apartheid que n�o tem mais nada a oferecer aos seus ex-cidad�os. 

 

 

      IMPOT�NCIA DA POL�TICA 

 

      Diante da barreira  hist�rica do modo de produ��o de mercadorias, os seus atuais integrantes e postulantes resolveram cometer suic�dio ao lado do capitalismo. Pois, o Estado hoje se converteu num aparelho para a barb�rie, terror, loucura, corrup��o, assassinato, tr�fico, demagogia, viol�ncia, esc�rnio, cinismo, etc., e por isso s� pessoas que re�nem aptid�o e qualidades para tais atividades podem integrar um tal aparelho e executar sobre o povo e sobre si mesmas, com o avan�o da crise, o veredicto do sistema. Qualquer semelhan�a com a simula��o, caracter�stica importante do capitalismo atual em crise, n�o � mera coincid�ncia, pois, a terceira revolu��o industrial mudou a aplica��o do capital dinheiro.  Na medida em que ele n�o pode ser reinvestido de forma rent�vel na economia real, porque n�o pode mais absorver mais trabalho, ele se desvia. O seu  caminho  �  o mercado financeiro. 

 


      Diante da barreira  hist�rica do modo de produ��o de mercadorias, os seus atuais integrantes  e postulantes resolveram
cometer suic�dio ao lado do capitalismo. Pois, o Estado hoje se converteu num aparelho para a barb�rie, terror, loucura,
corrup��o, assassinato, tr�fico , demagogia, viol�ncia, esc�rnio, cinismo, etc., e por isso s� pessoas que reunem aptid�o e
qualidades para tais atividades podem integrar um tal aparelho e executar sobre o povo e sobre si mesmas, com o avan�o da
crise, o veredicto do sistema. Qualquer semelhan�a com a simula��o,  caracter�stica importante do capitalismo atual em crise,
n�o � mera coincid�ncia. Pois, a terceira revolu��o industrial mudou a aplica��o do capital dinheiro.  Na medida em que ele
n�o pode ser reinvestido de forma rent�vel na economia real, porque n�o pode mais absorver mais trabalho, ele se desvia. O
seu  caminho  �  o mercado financeiro.  Esse deslocamento especulativo � prova concreta dos limites do sistema. O  dinheiro,
que aparentemente circula em quantidades infinitas, j� n�o � , mesmo no sentido capitalista, um  “bom dinheiro”, mas apenas 
“ar quente”, com o qual a bolha especulativa foi levantada e simula  a solidez do sistema financeiro.  A possibilidade desta
bolha estourar avan�a diariamente e suas consequ�ncias ser�o muito mais graves do que a de l929.  N�o tem simula��o que
possa dar jeito nisto.  

 


      Este quadro  n�o pode ser revertido atrav�s da pol�tica. Pois, pol�tica � em sua ess�ncia uma a��o relacionada ao Estado que
tornou-se, na situa��o atual, completamente sem sentido. Num mundo fundamentalmente mentirosos, a pol�tica como portadora da  mentira, tem seu papel relevado para enganar as pessoas. A finalidade da pol�tica s� pode ser a conquista do aparelho de  estado para dar continuidade � sociedade da pol�tica. A pol�tica fala  do realismo quando devasta o mundo e amea�a a vida, fala do que � melhor para a cidade e a torna cada vez mais feia e animalesca. Fala em humanismo e deixa a pessoa humana empobrecida e  miser�vel no meio da riqueza . Evidentemente,  fica imposs�vel, nessas  condi��es haver
alguma regula��o pol�tica democr�tica para a crise do trabalho e da pol�tica.  O fim do trabalho torna-se o fim da pol�tica. 

     

 

    ANIMAI-VOS , PORQUE  � CHEGADA A HORA DA EMANCIPA��O HUMANA. 

 


      Mas, com o fim do trabalho e da pol�tica, n�o ter� chegado tamb�m o nosso fim ?  

 

      � ineg�vel que anteriormente n�o foi poss�vel a forma��o do sujeito que fosse capaz de eliminar a pol�tica e, consequentemente, o Estado, o mercado, o dinheiro, a mercadoria e suas  consequ�ncias. N�o foi poss�vel a forma��o de atores que forjassem a hist�ria da emancipa��o humana. As experi�ncias revolucion�rias do s�culo que termina demonstram isto cabalmente. A aus�ncia do sujeito constitui, portanto, a maior tara do capitalismo.  

 


      Por tudo isso,  tem muita raz�o de ser a pergunta que voc� nos faz. No entanto, a teoria que fundamentava a luta dos que
tencionavam  acabar com  o capitalismo, n�o dimensionou a compreens�o  da cr�tica radical de que os trabalhadores foram criados pelo valor e pela pol�tica que os sustentava. Por isso, foram transformados em comparsas da pol�tica e do capital e n�o diretores das suas pr�prias vidas, vividas e projetadas. Afinal, toda criatura tem dificuldade para  superar o seu criador, de substituir o amor da servid�o pelo desejo da liberdade.  A cr�tica radical, hoje, elimina esta grave insufici�ncia te�rica. A nossa compreens�o atual  portanto, comprova que a hist�ria n�o � por natureza um processo sem sujeito.

 

Nossa arma � a cr�tica radical  do valor enquanto cr�tica radical da sociedade,  que reestabelece a identidade, no pensamento e na a��o, entre forma de existir e forma de pensar  o at� aqui impens�vel.  

 

      Analisando as experi�ncias passadas e a nossa pr�pria experi�ncia, (afinal n�o foram poucas as lutas que fizemos) percebemos  que a forma��o do sujeito est� em gesta��o. Uma gesta��o da revolta que exige uma pr�tica coerente e que recuse a encontrar  um lugar confort�vel na aliena��o geral, na busca de migalhas num mundo degradante. Uma pr�tica que enfrente a crise da pol�tica, demonstrando  que a sociedade que a� est� amea�a a destrui��o do planeta, e portanto, amea�a a todos n�s, onde ficam cada vez mais afetados o solo, a �gua, a atmosfera e os alimentos que se tornam transg�nicos. Uma pr�tica que adote formas de luta cuja compreens�o, organiza��o e atua��o que sejam  baseadas na democracia direta, para que possamos nos forjar enquanto vis�o, te�rica e pr�tica, da totalidade. Uma pr�tica que n�o seja apenas de luta pela distribui��o no interior do sistema, mas iniciativas que visem a supera��o do capitalismo, do estado e mercado e  da pol�tica, uma pr�tica que questione tudo, as nossas rela��es e os objetivos da transforma��o da sociedade e da natureza. Uma pr�tica de que nossa recusa da pol�tica afirme a pr�xis transformadora para construir a felicidade humana, abolindo no nosso meio tudo o que tende a reproduzir os produtos alienados da pol�tica.   Uma pr�tica que seja uma declara��o de guerra � irracionalidade reinante.  

 


      Esperamos que este Manifesto colabore para esta nova interpreta��o da pr�-hist�ria. Que voc� fique mais alegre para viver
plenamente ao se deparar com algo novo que aqui foi apresentado e proposto. Que voc� fa�a parte desta nova escola em forma��o, a cr�tica radical do valor e sua pr�tica correspondente. � compreens�vel que os poderes da nossa cidade nos considere loucos porque queremos p�r fim � pr�-hist�ria da humanidade. Mas, nada temos a perder sen�o a cat�strofe para a qual eles nos conduzem. Temos a ganhar a Terra da emancipa��o humana, um mundo muito al�m da pol�tica.  
  

      BRASILEIROS (AS),  VAMOS  ACABAR  COM  ISSO !

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