O TERRORISTA SEM BARBA, SEM TURBANTE,
DE TERNO E GRAVATA


Laerte Braga


Terrorismo n�o � privil�gio de fan�ticos religiosos.
� de George Bush,tenha sido o pai, seja o filho, como
foi de Reagan, de Clinton, de
qualquer ocupante da Casa Branca.


O "Jornal do Brasil", edi��o de hoje,
domingo 7 de outubro, traz uma entrevista com
um terrorista norte-americano, empregado pela CIA
e que, na d�cada de 70 matou, perseguiu, torturou
"inimigos" dos norte-americanos.

Est� claro ali, na mat�ria do jornal, que Hayes,
entre outras coisas,tinha conhecimento de planos
para atentados de grande repercuss�o,
inclusive contra uma "grande catedral" em S�o Paulo
e que a culpa seria atribu�da �s esquerdas.


Foi assim que Hitler fez quando queimou o parlamento
alem�o: acusou os comunistas e consolidou seu poder
nazi/maluco.

Hitler, Bush, Sharon, s� diferem de Osama Bin Laden
no fato que dos tr�s primeiros um foi e os outros
dois s�o opressores.

As a��es terroristas da CIA e do Mossad n�o t�m nome
diferente dos atentados contra o World Trade Center
e o Pent�gono.


A tal ajuda humanit�ria dos Estados Unidos ao povo afeg�o
� o "marketing" de um terrorismo
infinitamente mais rico que o de Osama Bin Laden.


A li��o da guerra do Vietn� foi aprendida pelos
norte-americanos. H� uma censura aceita e admitida
pela pr�pria imprensa daquele pais sobre
os atos de guerra. Querem evitar que, como aconteceu
no Vietn�, a humanidade, norte-americanos inclusive,
afinal pertencem a esp�cie embora se achem eleitos
como o povo de Israel, fique chocada com a
barb�rie, o n�vel de perversidade, o genoc�dio praticado
agora contra opovo afeg�o.



"Se o pre�o da liberdade for esse, paci�ncia".
A declara��o � de Madeleine Albright, secret�ria de Estado
no segundo governo Clinton, ao ser questionada sobre a morte
de 200 mil crian�as no Iraque, por conta dos bombardeios
da Guerra do Golfo, suas conseq��ncias e o bloqueio
imposto �quele pa�s.


Puro terrorismo. A secret�ria, ex secret�ria ali�s,
faz parte do time do peru no dia de A��o de Gra�as.


As redes noticiosas de televis�o a cabo, que transmitem
ininterruptamente, ou quase, tanto quanto as redes abertas,
mostram a vers�o norte-americana do ataque.


� impressionante como os
apresentadores repetem que os objetivos
dos Estados Unidos s�o alvos
militares.


N�o s�o. Destr�em tudo, como destru�ram tudo no Iraque,
no Sud�o e nos pa�ses africanos ou latino americanos,
ou asi�ticos por onde passaram.

A liberdade a qual Bush "Moita" se refere em seu discurso
� a dos banqueiros, das grandes corpora��es de seu pa�s
e sobretudo a ind�stria b�lica, � a de manter o resto
do mundo sob dom�nio, segundo a �tica de
seus interesses.


� o imp�rio, como todos os grandes imp�rios na hist�ria
da civiliza��o. A barb�rie organizada, sistematizada.


Fernando Henrique Cardoso autorizou, de forma inconstitucional,
a abertura de um escrit�rio oficial da CIA no Brasil
( embora todos saibamos que atua aqui desde que existe
e no atual governo, monitora a turma do contra para o pr�prio,
j� que a ABIN n�o consegue nada al�m de recortes de jornais)
e quer ceder a base de lan�amentos de foguetes em
Alc�ntara, no Maranh�o.


Como est� n�o vai sobrar nada ou ningu�m.
Ou aceita-se passivamente o dom�nio, como no nosso caso
- n�o � o de FHC e sua turma, s�o"remunerados" - ou busca-se
forma se lutas conseq�entes e necess�rias,
ou deixa-se permear pela doen�a do terrorismo,
pelo menos na forma praticada pelos Estados Unidos,
por Israel e por Bin Laden.


� preciso que as pessoas deixem de lado esses
pruridos infantis de guerra entre o bem e o mal e percebam,
com clareza, que estamos todos
sendo transformados em meros objetos de uma
sociedade que cada vez mais tanto se aproxima de "1984"
de Orwell, quanto de "Admir�vel Mundo Novo"
de Huxley.

O que o terrorismo norte-americano, sem turbante,
sem barba faz com o Afeganist�o � mera demonstra��o
de poder e de intimida��o. Querem mostrar que s�o
os maiores, n�o aceitam desafios e terrorismo �
privil�gio sim, deles, mas chamado de "Justi�a Infinita".


Eles l� chamam de "Guerra Santa".
A coisa � por a� e a m�dia brasileira podia, pelo menos,
disfar�ar o car�ter oficial de "Voz da Am�rica",
fazer de conta que faz jornalismo al�m do oficialismo,
dos press realeases autorizados, provavelmente pelo
escrit�rio da CIA em S�o Paulo.


As declara��es da professora L�cia Padilha na "Globo News"
n�o foram declara��es de uma historiadora,
mas de uma porta voz n�o oficial do Departamento de Estado,
da CIA, da parafern�lia norte-americana.


Ou aceita o estupro como inevit�vel, quer dizer,
o sujeito destr�i sua casa inteira e depois vai l� ajudar
voc� a reconstruir do jeito que ele acha
que deve ser, ou... Sei l�.



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