O PRONUNCIAMENTO
DO GOVERNADOR GERAL DO BRASIL


Laerte Braga


Eu imagino como o governador geral
Fernando Henrique deva ter decidido
seu pronunciamento aos habitantes
da prov�ncia Brasil. Preocupado com
eventuais implica��es do ataque desfechado
pelo governo central contra o
Afeganist�o, com toda certeza, telefonou
a Bush e disse que iria acalmar
a os nativos, que ele n�o ficasse preocupado.


Ato cont�nuo, chamou o ministro chefe
da ABIN - Ag�ncia Brasileira de
Informa��es -, os integrantes da Ag�ncia
Central de Intelig�ncia - CIA -
localizados em S�o Paulo, o ministro da Defesa,
todos para uma avalia��o
de natureza militar e os ministros Pedro Malan,
Pedro Parente e o presidente do Banco Central,
Arm�nio Fraga, para avaliarem os impactos
na economia e na crise de energia.


O governador geral, naturalmente,
deveria estar um tanto assustado com
a possibilidade de ataques terroristas contra
usinas hidrel�tricas ou torres de transmiss�o,
medo que o Pa�s ficasse no escuro, como se j� n�o
estivesse (como Bras�lia � outro planeta
eles acham que o resto � igual).


A decis�o saiu no momento que o governador
geral comunicou aos que participavam da reuni�o
que havia conversado com o presidente Bush,
tranq�ilizado o "chefe" e chegara a conclus�o
que era necess�rio falar, principalmente porque,
um estado da import�ncia do Brasil n�o poderia
ficar fora do esfor�o da opera��o "Liberdade Duradoura" ,
nem que fosse pela fala do nosso Tony Blair caboclo.
E l� foi ele, sem perceber que o rei est� nu,
grave sisudo, severo, dizer aos brasileiros que o governo
geral est� atento, patrulhando e zelando por todo
o territ�rio nacional, que apoia incondicionalmente o
terrorismo norte-americano contra o suposto
terrorismo afeg�o ( cad� as provas? At� agora s� enrolaram ).
Terminada a fala. O governador geral,
mais que depressa determinou que
fosse enviada, com urg�ncia, uma c�pia para Bush,
al�m de outro telefonema, para informar que tudo
correra bem. Como Bush deve estar de
saco cheio do dito, a pr�pria secret�ria disse
que passaria o recado.
Fernando Henrique al�m do lado pretensioso,
arrogante, para com os de
dentro e subserviente e d�cil, para os de fora,
os patr�es, acaba mostrando um terceiro lado,
ou via se preferirem: o rid�culo. O sujeito
acha que algu�m est� preocupado com o que ele pensa
da guerra. Nesse momento o Paquist�o vale pelo menos
dez vezes mais que o Brasil do ponto
de vista da Federa��o.
Aqui, continuam os altos �ndices de desemprego.
O real indo para o brejo. Professores ganhando sal�rio
de fome. A turma do governo metendo
a m�o no dinheiro p�blico e deputado e senador
segurando a CPI da Corrup��o (em troca de grossas verbas).
O racionamento disfar�ado em quotas de consumo.
A viol�ncia campeando solta em todos
os sentidos e...

...E, governador geral tratando de liquidar
com o resto que sobrou do
processo imoral, corrupto e entreguista de privatiza��es,
agora amea�ando e querendo entregar a base de Alc�ntara.
As privatiza��es foram feitas com o argumento
que as estatais custavam caro aos cofres p�blicos
e era preciso entreg�-las � iniciativa privada
para que, desonerado de investimentos
em �reas como telecomunica��es,
energia, etc, o governo cuidasse de Sa�de,
Educa��o, etc, etc.


A TELEMAR - que um ministro chamou de "telegangue"
- n�o respeita um �nico direito do consumidor,
n�o investiu nada (s� deu dinheiro para a
reelei��o do governador geral) e est� quebrada.
O tal dinheiro da iniciativa privada n�o existe.
O governo, para evitar que a empresa se
arrebente, vai meter dinheiro p�blico na economia
de mercado. As tarifas de energia el�trica est�o sendo
dolarizadas para cobrir preju�zos de
multinacionais e o cara "t�" preocupado com a guerra.
Privatizado mesmo foi o Estado brasileiro.
Privatizado e, por conseq��ncia, o Brasil transformado
em prov�ncia norte-americana.
Hoje, em Bras�lia, almo�aram os s�ndicos
de duas massas falidas: Argentina e Brasil. Seguiram
� risca o receitu�rio do FMI - Fundo
Monet�rio Internacional - e lascaram-se.
Se pensarmos bem, quem s�o os
terroristas nessa hist�ria toda?
Lascaram-se � errado. Lascamo-nos n�s.
A conta vem c� para baixo. O
deles, est� em para�sos fiscais.




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