Li��es do 11 de setembro � 1� Parte

A d�b�cle do liberalismo e o perigo do USACentrismo

Alexandre Santos

Diretor de Forma��o Pol�tica do ISEPS

 

 

 Entre os ensinamentos deixados pelos atentados que abalaram os EUA em 11 de setembro, est� a inconsist�ncia pol�tica do Liberalismo e a tentativa do governo norte-americano de implantar uma nova ordem mundial baseada num certo USAcentrismo. 

 

 

A julgar pelas suas conseq��ncias imediatas, ao quebrar as estruturas que sustentavam as torres do World Trade Center, em Nova York, jogando-as ao ch�o, aquele ataque terrorista liberou graves contradi��es do liberalismo, abrindo caminho para sua d�b�cle enquanto doutrina de governo. De fato, na seq��ncia dos atos terroristas, premido pelas circunst�ncias ou, quem sabe, se aproveitando delas, o presidente George W. Bush, maior l�der do capitalismo mundial, tomou uma s�rie de medidas que, a exemplo dos ataques terroristas (que destru�ram s�mbolos do capitalismo), fez desmoronar alguns dos fundamentos mais preciosos do liberalismo capitalista.  Em nome do combate ao terrorismo, o presidente dos EUA, George W. Bush, suspendeu direitos individuais, aumentou o poder policial dos investigadores, autorizou o abate sum�rio de aeronaves comerciais, autorizou a ajuda estatal a seguimentos espec�ficos da economia, congelou contas e dep�sitos banc�rios, condenou pessoas sem julgamento, etc., etc., etc., instalando um regime que pode ser tudo, menos liberal. Em resumo: submetido � realidade que costuma impor a uma s�rie de pa�ses, o governo norte-americano n�o titubeou e tomou medidas que desmoralizaram alguns dos fundamentos b�sicos do liberalismo, deixando claro sua fal�ncia como modelo, o que, na pr�tica, amplia, ainda mais, a vit�ria das for�as que os atacaram em 11 de setembro.

 

 

Esse processo, ainda em curso, �, ao mesmo tempo, curioso e espantoso, pois, da mesma forma que as torres do WTC n�o ofereceram maior resist�ncia aos ataques e ru�ram fragorosamente, os pilares que fundamentam o liberalismo tamb�m n�o est�o oferecendo nenhuma resist�ncia aos atentados que a sanha vingativa do l�der capitalista George W. Bush vem lhe perpetrando e tamb�m est�o ruindo sem nenhuma resist�ncia. Uma ap�s outra, sem resist�ncia ou choro, est�o caindo o direito de reuni�o e de associa��o, o sigilo postal e telef�nico, o direito de propriedade e o velho princ�pio liberal que defende um Estado amorfo, longe do affair econ�mico. Com efeito, em epis�dios solenes, marcados pela chancela do presidente dos EUA e pela cumplicidade da maioria dos Chefes de Estado e de Governo de pa�ses que professam o liberalismo, os fundamentos da doutrina que os anima v�m sendo destru�dos, deixando em seus escombros um quadro geral de contradi��es que, evidentemente, inviabiliza sua continuidade como eixo pol�tico e econ�mico.

 

 

Na realidade, diante da sua destacada participa��o no processo de desmoraliza��o do liberalismo, n�o seria impens�vel que, sob a desculpa geral de �combater o terrorismo internacional�, o governo dos EUA esteja se aproveitando da situa��o para tentar impor uma nova ordem mundial, baseada numa esp�cie de �fundamentalismo norte-americano�, segundo o qual a vontade do presidente George W. Bush e seus asseclas tenha a validade de lei em todo o planeta. N�o � outro o sentido do discurso oficial manique�sta que o governo norte-americano vem proferindo a exaust�o: �quem n�o ap�ia os EUA irrestritamente, est� com os terroristas e ser� tratado como tal�. Na esteira das amea�as, o presidente dos EUA, o texano George W. Bush, comandante em chefe da for�a armada mais poderosa do mundo, vem impondo a vontade norte-americana � maioria dos pa�ses, criando o ambiente prop�cio para a instala��o da ordem mundial que lhe interessa. Se n�o encontrar resist�ncia imediata, o presidente dos EUA George W. Bush instalar� um regime universal no qual apenas a vontade norte-americana ter� for�a de lei. Esse � um momento extremamente perigoso, pois, a eventual instala��o do USAcentrismo far� o mundo imergir no per�odo mais negro da hist�ria da humanidade.

 

 

O combate ao terrorismo n�o precisa significar a submiss�o aos caub�is e cors�rios de sempre.

 

"Enquanto houver uma �nica crian�a abandonada, um �nico velho desamparado, uma �nica pessoa sofrendo em toda a face da Terra, a obra dos solidaristas estar� inconclusa"

Alexandre Santos

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