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QUAL � O VALOR DA VIDA ? N�o estudei economia, nada sei de livros que expliquem a condi��o econ�mica atual do mundo dividido em fragmentos economicamente vi�veis para os pr�ximos mil anos (e n�o sei se h� a absoluta certeza disso). Acredito que um dos mais surpreendentes paradoxos dos relacionamentos humanos, tem sido a inef�vel compreens�o de que o direito � vida est� firmado, e dele � dependente, em gradua��es e possibilidades diferentes, com o poder econ�mico de adquirir. Pode parecer absurda esta afirma��o, contudo, absolutamente, n�o �. O viver e suas indispensabilidades levam os homens � pr�ticas continuadas, �s quais s�o for�ados e das quais n�o podem fugir, de um mecanismo irracional. O estar vivo, ou melhor, o exerc�cio do direito de viver est� intr�nseco ao poder de adquirir. Na linguagem mais precisa, a vida depende do poder de comprar. Por que � inexplic�vel a condi��o humana atual? Reduzida aos golpes dos mercados e dos interesses do capital, a vida perde seu significado de direito humano. Talvez eu devesse ser mais precisa e dizer que o direito � sa�de, que � um direito humano fundamental, est� submisso ao mercado de drogas e rem�dios (o rem�dio serve para remediar, n�o para curar) fabricados por empresas qu�micas, obedece � falta de trabalho, responde � impossibilidade de produzir e, por fim, n�o contesta a autoridade de quem? As informa��es foram perdidas e, condicionados � concorr�ncia e � viol�ncia ativa, no desespero para viver ou sobreviver um pouco mais al�m das expectativas, os homens prosseguem numa guerra, uns contra os outros, num per�odo da humanidade que, embora o s�culo XXI, aperfei�oado est� o canibalismo medieval.
E, junto a isso, onde ficamos como seres humanos? Florian�polis, 27 de abril de 2000.
Cristiane Rozicki Ao Povo: Voz Suprema,
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