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Direito_Sa�de e Bio�tica -- 11.10.2001
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uma maior por��o de
Riqueza e Poder,
impiedosamente
eliminando aqueles
que se p�em em seu
caminho; auxiliados
pelos homens ricos
das na��es famintas
que d�o seu lance e
os Outros Servem e sofrem.
Somente os cegos teimosos insistem em n�o ver
os mecanismos em
funcionamento.
( Noam Chomski )
Mendes Leoni
Nos pa�ses subdesenvolvidos o contexto
econ�mico e social � sintetizado nas palavras
pronunciadas numa confer�ncia das ONGs,
sobre pobreza e mis�ria no mundo:
"As crian�as dos pa�ses
pobres afetadas
por doen�as graves como a
diarr�ia aguda
n�o deveriam ser salvas a fim
de evitar-lhes
uma vida de mis�ria e
sofrimento",
uma frase perversa e cruel, mais cruel
e repugnante por ser verdade.
Na Am�rica Latina mais de 4.000 ( quatro
mil )
crian�as morrem, todos os dias, pela falta
de uma alimenta��o adequadas e pela precariedade
do ambiente em que vivem,
pela mesma raz�o milh�es
sofreram
e sofrem conseq��ncias
irrepar�veis
a suas faculdades
intelectivas.
Pela natureza humana, numa sociedade,
podem existir diferentes condi��es de vida,
mas nunca inteiras
popula��es podem
ser despojadas da condi��o
humana.
Pena a sociedade se tornar ingovern�vel,
e a viol�ncia dos desesperados prevalecer
sobre todas as l�gicas, os projetos e as
boas inten��es.
Em estado de necessidade o
ser humano
passa a ser somente um ser vivo.
Sem a raz�o, a viol�ncia � uma natural rea��o
do seu instinto de sobreviv�ncia.
Nos pa�ses da Am�rica Latina
morrem assassinadas,
a todo ano, mais pessoas do que
civis e militares
ingleses, franceses, italianos e
americanos
durante os seis anos da II� guerra
mundial.
De cada 100 assassinos, ladr�es e estupradores,
a pol�cia prende 20, a justi�a condena 5 e s� um
cumpre
a pena at� o fim.
Ao entardecer a popula��o autodeclara o toque
de recolher e, ap�s trancar as portas com sete
cadeados, soltar cinco cachorro ferozes e ativar
cercas eletrificadas com alta voltagem,
recolhe-se
em ora��o pedindo a Deus para n�o serem
assaltados.
Os que se atrasam um pouco mais para regressar
a suas casas, ao chegar a um sinal tem de
escolher
se passar com o sinal vermelho e pagar uma
multa,
ou parar e serem assaltados.
Pela falta de uma reforma agr�ria,
verdadeira,
os 40% da popula��o povoa as
periferias
das grandes cidades, terras sem
leis e sem
humanidade, ante-sala do
inferno.
Os primeiros e grande respons�veis
do *estado de necessidade*
dos 80% da popula��o
dos pa�ses subdesenvolvidos s�o os pol�ticos
desses pa�ses quando, escolhido o Brasil
como paradigma por ser a pot�ncia determinante
da economia e da pol�tica na Am�rica Latina,
ao legislarem em causa pr�pria se instituem
como classe em si e para si, sem mais nenhum
v�nculo com os interesses de seus pa�ses
e de seus povos.
Estabelecem para si sal�rios e benef�cios
pelos quais recebem mais de duzentas vezes
o sal�rio de um oper�rio, ou seja: em quatro
anos
de mandato recebem o mesmo que os 80%
da popula��o recebem em mil anos de trabalho
( para ter uma id�ia deste absurdo seria como
se um parlamentar dos Estados Unidos ou de um
pa�s da Uni�o Europ�ia, recebesse, por m�s,
um sal�rio de quatrocentos mil d�lares ).
A sociedade � elitizada em torno da classe
pol�tica
e o mercado de consumo �
restrito a 15% da popula��o.
O populismo � eleito a ideologia e a base
dos programas de governo.
A corrup��o e o nepotismo s�o praxe
de governo, do Congresso, da Justi�a
e da Administra��o P�blica em geral.
Pelo clientelismo eleitoral, a administra��o
p�blica se constitui num aparato parasit�rio
que absorve a totalidade dos recursos
dispon�veis.
Os investimentos produtivos e no social
nem s�o citados nos planos de governo,
nem tanto por falta de boa vontade dos
governantes
mas, porque nada sobrou,
depois do assalto coletivo.
O melhor investimento � na pol�tica
e n�o no trabalho profissional e empresarial,
por isso, em v�spera de elei��o assiste-se
a um verdadeiro �xodo de intelectuais,
profissionais liberais, empres�rios e
aventureiros
de toda esp�cie investindo de um a dois milh�es
de d�lares para ser candidato a um qualquer
cargo
eletivo, o retorno � garantido e farto.
Os planos de governo s�o substitu�dos
com planos fantasiosos e fant�sticos
de estabiliza��o da economia na estagna��o
e fal�ncia, e da infla��o substitu�da pelo mal
maior da recess�o.
A educa��o � indicada como a solu��o para todos
os problemas, na verdade, a escola e a fam�lia
s�o os dois bra�os para a educa��o e a forma��o
da personalidade; numa sociedade, em que os 80%
das fam�lias
sobrevivem nos limites da
condi��o humana,
a fam�lia, em absoluto
estado de necessidade,
� descaracterizada como tal, e a educa��o,
mutilada do seu bra�o principal, tem a escola
reduzida � distribuidora de merenda e a ser um
ponto
de venda de drogas, al�m do mais, as vagas no
ensino
p�blico superior n�o atingem os 15% da demanda
e de cada cem jovens diplomados somente cinco
encontram uma ocupa��o.
No in�cio do ano 2000 os parlamentares
aumentaram seu sal�rio mensal em dois mil
d�lares e,
tr�s meses depois, com grande alarde de
benfeitores
do povo e dos pobres, aumentaram o sal�rio
dos trabalhadores em sete d�lares,
os "progressistas" resmungaram um pouco,
logo depois, culpando e amaldi�oando
os americanos, o FBI , o FMI e os pa�ses ricos
de toda desgra�a dos pobres, sentaram a mesa e,
junto aos outros, voltaram a comer tranq�ilos
e beatos.
O governo apresenta, e o
Congresso aprova
o Or�amento Nacional (2001) que
prev� uma
despesa, em d�lares, de: 10 (dez)
bilh�es para
o Ex�rcito, 05 (cinco) bilh�es
para o Minist�rio
da Justi�a, 1,4 (um bilh�o e
quatrocentos milh�es)
para o Congresso pagar sal�rios e
privil�gios
de 594 Parlamentares e 800 (
oitocentos )
milh�es para fazer a reforma
Agr�ria.
Os pol�ticos teceram uma
teia de aranha
de interesses e favores que
envolve, sorrateira
e infame, a vontade e a
consci�ncia do povo,
ser apadrinhado de um pol�tico, um
cliente ou um fornecedor
dos �rg�os governamentais, �
quest�o de vida
ou morte civil dos cidad�os,
Experimenta-se o sabor amargo de
engolir
a pr�pria dignidade para defender
a sobreviv�ncia.
Esta � uma descri��o fiel e objetiva
do contexto pol�tico do Brasil, 5� economia do mundo,
pot�ncia determinante da economia
da Am�rica Latina,
destacando-se que nos demais
pa�ses o contexto pol�tico,
econ�mico e social � muito mais
prec�rio, absurdo e imoral.
Depois desta descri��o, os
movimentos
antiglobaliza��o, os pol�tico e
partidos esquerdistas.
os f�rum sociais, as campanhas
para cancelar
a divida dos pa�ses pobres e, mais
que tudo,
o discurso do Papa Jo�o Paulo II,
dirigido � Academia
Pontif�cia de Ci�ncias Sociais do
Vaticano em 20/04/01 ):
"O mercado imp�e seu modo de pensar
e atuar e estampa sua escala de valores
sobre o comportamento ...
a globaliza��o n�o
deve ser uma nova vers�o
do colonialismo, muitas pessoas especialmente
os pobres, experimentam a globaliza��o como algo
que lhe � imposto em lugar de um processo
no qual possam participar ativamente ...
a igreja continuar� trabalhando para garantir
que os benef�cios neste processo,
sejam para a humanidade como um todo,
n�o s� de uma elite de ricos que
controlam as ci�ncias, a tecnologia,
as comunica��es e os recursos do planeta
em detrimento da grande maioria
de seus povos ",
estes discursos s�o pronunciamentos
de boas inten��es mas, ao se
omitirem
de denunciar e condenar os
primeiros e grandes
causadores da condi��o de pobreza
mis�ria
e indignidade humana dos 80% da
popula��o
dos pa�ses pobres ( os pol�ticos )
tornam-se
"colaboracionistas" de seus
carn�fices
em busca de aplausos, de votos,
ou da Beatifica��o.
Os pa�ses ricos, a globaliza��o
e ningu�m pode ou poder� excluir
os pobres
dos benef�cios do progresso e das
conquistas
tecnol�gicas, a classe pol�tica de
seus pa�ses,
sem remorsos, sem piedade e sem
limites,
j� os excluiu da condi��o
humana.
As entidade e as institui��es aqui citadas,
causam um grave dano aos povos dos pa�ses
subdesenvolvido ao alimentar a ilus�o,
de que a emigra��o indiscriminada rumo aos
pa�ses
industrializados seja uma solu��o e n�o uma
somat�ria
de problemas; o vazio de sua propostas
e contradi��es � evidente em seus Sites
Motivo de perplexidade �, tamb�m,
a "Carta da Terra"
publicada pelo Vaticano,
em 1997, baseada no questionamento da origem
e legitimidade da propriedade da terra.
Com esse questionamento a Carta da Terra
deixa
de ser um projeto de reforma agr�ria
para ser uma declara��o de guerra
civil.
Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
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