Caros tribuneiros,
Toda essa conversa sobre axé , me lembrou um texto curioso e
equivocadamente atribuído à Luís Fernando Veríssimo, mas cujo autor é Vítor
Trucco.
Sem querer ofender aos amantes de pagodes e axés, acho que contempla um
pouco aqueles que são mais exigentes quanto a qualidade daquilo que ouvem.
Reproduzo uma parte do texto abaixo (acredito que muitos de vocês já devam
conhecer):
"Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele
papo de
"experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu fui na dele.
Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra,
que
não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em
seguida um do Leandro e Leonardo.
Achei legal, uma coisa bem brasileira. Mas a parada foi ficando mais
pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de
"amigo" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja e pedi: " Me dá um CD do Zezé de Camargo e
Luciano."
Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele
me
ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve...
Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me
oferecendo coisas piores: o Tchan,Companhia do Pagode e muito mais. Após o
uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais
pesado, mais desafiador,que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia
mexido antes."
Aos mais curiosos, posso enviar em pvt o texto na íntegra.
Um abraço ,
Sandra.
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