Tem razão. Brasília está em efervecência, no samba e no choro. O Clube do
Choro está produzindo, ano a ano, uma cultura genuínamente brasiliense -
Haroldo de Holando à frrente - e sofisticadano bom sentido, que ainda vai
dar sua contribuição importante à Música Popular Brasileira. Vocês todos do
Rio, de São Paulo, Pernambuco, Bahia - principalmente os interessados na
evolução da MPB a partir das suas raíses - nos visitem. Brasília ainda vai
dizer muito.
----- Original Message -----
From: "Sonia Palhares Marinho" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Tuesday, December 12, 2006 10:45 PM
Subject: [S-C] Garotos Nacionais (correioweb)
Brasília, segunda-feira, 11 de dezembro de 2006.
Garotos nacionais
Nova safra de músicos brasilienses brilha no palco, em discos e DVDs de
artistas como Zeca Pagodinho, Maria Bethânia e Ney Matogrosso, entre
tantos outros nomes consagrados da MPB
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Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
Quem assistiu ao Acústico MTV Zeca Pagodinho 2 - Gafieira, ou ao DVD
gerado pelo programa, certamente percebeu, em vários momentos, a presença
de um jovem violonista na banda que acompanhou o sambista. Trata-se de
Rogério Caetano, músico formado em Brasília, originário do Clube do Choro,
que desde 1994 está radicado no Rio de Janeiro, onde sempre é requisitado
por produtores de disco como Rildo Hora e Paulão Sete Cordas.
Foi Rildo Hora, aliás, quem convidou Rogério para tocar em Mar de Sophia,
um dos álbuns recentemente lançados pela cantora Maria Bethânia. "Tenho
trabalhado muito com o Paulão Sete Cordas, que tem produzido discos para
muita gente do samba. De Tantinho da Mangueira a Beth Carvalho", diz.
Embora Paulão seja diretor musical da banda de Zeca Pagodinho, foi Mauro
Diniz (filho do mestre Monarco da Portela) quem apresentou Rogério ao
cantor.
"O Zeca é um cara muito bacana, alegre, engraçado. Ele deixa todo mundo à
vontade na hora das gravações. Nos intervalos, costuma brincar bastante e
tomar cerveja. Senti muito orgulho ao ser elogiado por ele, com quem
toquei pela primeira vez numa roda de samba na casa dele", comenta o
violonista, natural de Goiânia, que veio para a capital aos 18 anos. "Toda
a minha base musical foi construída em Brasília, tocando com vários
artistas que vinham para apresentações tanto no Clube do Choro quanto no
Feitiço Mineiro ou em outros lugares."
Quando ainda morava em Brasília, Rogério foi convocado para acompanhar
Leila Pinheiro, na turnê do disco Mais coisas do Brasil, e Ney Matogrosso,
na série de shows do álbum em homenagem a Cartola. "Armazenei boa
experiência antes de me instalar de vez no Rio." Na companhia de Hamilton
de Holanda e Daniel Santiago, com quem formou o Trio Brasília Brasil,
Rogério lançou o álbum Abre alas. No ano passado, chegou às lojas com o
primeiro disco solo, Pintado o sete.
Rogério é um entre os inúmeros músicos da nova geração de Brasília que
hoje brilham nacionalmente. Só para se ter idéia, Cariocando, álbum mais
recente de Ivan Lins, conta com a participação do violonista e de mais
quatro instrumentistas brasilienses: o bandolinista Hamilton de Holanda, o
gaitista Gabriel Grossi, o violonista Daniel Santiago e o baixista André
Vasconcellos.
Instrumental
Profissional da música desde 1994, quando ainda era adolescente, André
Vasconcellos fez parte dos grupos Auravil e Bigroove e ainda integrou a
banda que acompanhava Hamilton de Holanda e Fernando César no Dois de
Ouro. "Em janeiro de 1998, o Carlos Bala, baterista de Djavan, me viu
tocar no Curso Internacional de Verão da Escola de Música e me indicou a
ele. De 1998 a 2001, toquei na banda do Djavan e gravei com ele os discos
Bicho solto e Ao vivo, que também ganhou registro em DVD", conta. Mais
recentemente, o baixista participou das gravações de Signo de ar (de Jorge
Vercilo) e Canção sem fim (de Flávio Venturini).
Em 2002, André lançou Observatório, disco solo com temas instrumentais de
sua autoria, e agora grava, no estúdio de Djavan, de quem se tornou amigo,
o segundo disco da carreira. Neste ano, o músico esteve várias vezes em
Brasília para integrar o Quinteto Brasiliano, liderado por Hamilton de
Holanda. O álbum de estréia do grupo foi lançado na Sala Villa-Lobos, em
show pelo projeto Cultura em Conjunto Premium.
Daniel Santiago é outro jovem músico candango que tem se destacado
nacionalmente. A exemplo de André, faz parte do Quinteto Brasiliano. No
Rio desde 2002, viajou no ano seguinte com o Trio Brasília Brasil para uma
turnê na Europa. "Neste ano, lancei nos Estados Unidos o disco One the
way, bem recebido pela crítica", diz. Entre os artistas consagrados com
quem o violonista gravou figuram Ivan Lins, Olívia Hime e Flávio
Venturini.
Gaitista elogiado por Paulinho da Viola e Chico Buarque, Gabriel Grossi,
discípulo do mestre Maurício Einhorn, fez duo com Daniel Santiago antes de
seguir para o Rio, em 2002. Naquele ano, lançou o disco solo Diz que fui
por aí. Depois, gravou com o violonista Marco Pereira o álbum Afinidade.
Os dois estiveram juntos com Hamilton de Holanda e o baterista Márcio
Bahia na gravação de Eu me transformo em outras, de Zélia Duncan. Beth
Carvalho, Jorge Vercilo e Ivan Lins também contaram com o som da gaita de
Gabriel em seus trabalhos - assim como Chico Buarque. "Embora tenha
gravado apenas na faixa Renata Maria, de Carioca, para mim foi uma
experiência incrível tocar ao lado de um dos maiores ícones da MPB. E
ainda ganhei elogio dele", festeja.
Pioneiro
Da turma de jovens músicos brasilienses, o tecladista Léo Brandão foi um
dos primeiros a tomar o rumo do Rio. "Quando deixei Brasília, levei uma
bagagem considerável, pois toquei muito na noite, integrei bandas e
acompanhei muita gente boa. No Rio, inicialmente fiz parte das bandas de
Oswaldo Montenegro e Sandra de Sá. De 2001 a 2003, toquei na banda de Ana
Carolina, com quem gravei o disco anterior ao de Seu Jorge." Atualmente,
Léo toca com Zélia Duncan e com ela gravou, nos dias 18 e 19 últimos, o
álbum e o DVD Ao vivo, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. O que
ocupa o tempo do instrumentista atualmente, porém, é a trilha da novela
Vidas opostas, da TV Record. "Tenho trabalhado com Léo Gandelman e Nico
Rezende nas canções de Chico Buarque que dão tom à trilha."
Multiinstrumentista, Daniel Musy é mais um brasiliense bem cotado no
mercado fonográfico brasileiro. Na música desde 1994, bacharel em produção
musical pela Berkley College of Music, de Boston, se apresentou na capital
ao lado de Renato Vasconcellos, Eduardo Rangel e também das bandas
Bigroove, Maskavo e Nativus (depois Natiruts), antes de se radicar no Rio.
"Como engenheiro de som, participei da gravação de praticamente todos os
discos do Hamilton de Holanda. E continuo no estúdio do Torquato Mariano.
Como músico, gravei Signo de ar, do Jorge Vercilo, e o DVD de Wando. Em
2004, atuei na banda do Roupa Nova. Toquei sax, flauta e harmônica no
disco Ao vivo e no DVD Roupa acústico 2, que foi lançado há duas semanas e
está entre os mais vendidos."
Da turma de Hamilton de Holanda, Rogério Caetano, Daniel Santiago e
Gabriel Grossi, o percussionista Amoy Ribas possui vasto currículo como
acompanhante de nomes de destaque na MPB. Esteve várias vezes no exterior.
Entre 2002 e o começo deste mês, se fixou no Rio, tocando no circuito dos
bares da Lapa - integrou até grupos como o Onze Cabeças e o Tia Ciata, com
Leandro Braga e Rogério Caetano. "Gravei com artistas importantes, como
Joyce, Gilson Peranzzetta, Marco Pereira, Olívia Byington, Yury Popov e,
claro, Hermeto Pascoal e o acordeonista francês Richard Galliano." De
volta a Brasília, Amoy foi contratado para dar aula de percussão na Escola
Brasileira de Choro Raphael Rabello.
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Com quem gravou.
Rogério Caetano
- Zeca Pagodinho, Maria Bethânia, Beth Carvalho, Ivan Lins e Hamilton de
Holanda
André Vasconcellos
- Djavan, Ivan Lins, Jorge Vercilo e Hamilton de Holanda
Daniel Santiago
- Ivan Lins, Olívia Hime, Flávio Venturini e Hamilton de Holanda
Gabriel Grossi
- Chico Buarque, Ivan Lins, Zélia Duncan, Beth Carvalho, Jorge Vercilo e
Hamilton de Holanda
Léo Brandão
- Ana Carolina e Zélia Duncan
Daniel Musy
- Roupa Nova, Jorge Vercilo e Wando
Amoy Ribas
- Hermeto Pascoal, Joyce, Olívia Byington, Marco Pereira, Gilson
Peranzzetta, Iury Popov e Richard Galliano
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