Neste ano de 2007, o Clube do Choro de Brasília vai completar 30 anos de
fundação. Na programação, uma revisão da obra dos músicos homenagedos nos
últimos anos, como foi o caso de Radamés Gnattali em 2006.
Assim, serão prestadas homenagens a Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth,
Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Ary Barroso, Heitor
Villa-Lobos, Radamés ...
Em 2007, 500 alunos terão aulas de bandolim, violão, cavaco, sopros, teorias ...
Mas, o que se aguarda com ansiedade é o início da construção da nova sede,
situada em plena Esplanada dos Ministérios, ao lado da provisória sede de hoje.
O projeto de Oscar Niemeyer foi entregue. O jovem Oscar, apreciador do choro,
deu a sua preciosa contribuição ao choro, graciosamente.
A então governadora Maria de Lourdes Abadia, no dia 6 de dezembro, autorizou a
liberação do terreno para a construção do Espaço Cultural do Choro.
O governador do Distrito Federal, hoje empossado, José Roberto Arruda, assumiu
compromisso de tocar a obra.
Convênio com a Universidade de Brasília - UnB, já está entabulado. O objetivo
da parceria é criar na UnB um centro de referência, com partituras, cifras,
vídeos e DVD's dos programas das tevês Senado e Câmara, CD's com programs da
Radiobrás, matérias de jornais e revistas, depoimentos ...
Ainda, há pretensão de aproveitar o espaço onde hoje funciona o Clube do Choro
para uma oficina de consertos e construção de instrumentos.
Vamos lá 2007 !!!
Em seguida, matéria do Correio Braziliense de ontem, sobre a nova sede, matéria
do Irlam Rocha Lima.
Caio Tiburcio
==========================
Templo da música
Com projeto de Oscar Niemeyer e liberação pelo GDF de uma área no Eixo
Monumental, a nova sede do Espaço Cultural do Choro começa a sair do papel
Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
Admirador de Pixinguinha, Oscar Niemeyer tinha no rol de amigos Tom Jobim e
Vinicius de Moraes, dois ícones da bossa nova. Há dois anos, ao receber em seu
escritório, na Avenida Atlântica, em Copacabana (Rio de Janeiro), o arquiteto
Fernando Andrade e o presidente do Clube do Choro de Brasília, Henrique Santos
Filho, ouviu deles um pedido: elaborar projeto para a Escola Brasileira de
Choro Raphael Rabello.
Generoso, o genial criador da arquitetura de Brasília aceitou de pronto a
incumbência, mas com uma ressalva: Você faz comigo o projeto, disse
carinhosamente a Fernando Andrade. Tinha razões para isso. Além de ser um dos
representantes do seu escritório em Brasília (o outro é Carlos Magalhães),
Andrade conhece bem a estrutura da Escola de Choro, da qual é aluno de saxofone.
Quando procuramos o Oscar propondo a criação da sede, tínhamos em mente a
idéia de que isso iria estimular o interesse do Governo do Distrito Federal
pela criação da Escola de Choro. Fiquei surpreso com seu convite carinhoso.
Obviamente não fugi da intimação, comenta, em tom brincalhão. Depois de
estudos preliminares, desenvolvemos o projeto, que ficou pronto em um mês,
acrescenta.
De 2004 para cá, houve uma mudança na denominação da instituição, que vai se
chamar Espaço Cultural do Choro e se localizará no Setor de Difusão Cultural,
no Eixo Monumental, ao lado de onde hoje funciona o Clube do Choro. De acordo
com Andrade, o prédio abrigará a Escola de Choro, uma sala de concertos com
capacidade para 450 pessoas e outras dependências, além de área de convivência,
com um café e bancos. Será um novo ponto de encontro dos brasilienses, que
poderão manter contato com professores e alunos da escola, de maneira
informal, observa o arquiteto.
Entusiasmo
Andrade conta que, antes das últimas eleições, ele e Henrique Filho tiveram um
encontro com o governador eleito, José Roberto Arruda, na casa do jornalista
Silvestre Gorgulho, no Lago Sul. Sugerimos a incorporação do projeto de Oscar
ao programa de governo na área da cultura. A sugestão foi aceita com entusiasmo
e ele prometeu se empenhar na construção do Espaço Cultural do Choro.
Emocionado ao se recordar do encontro com Niemeyer, o presidente do Clube do
Choro contou que levou a ele, simbolicamente, as aspirações dos músicos
brasileiros, que não querem mais ser vistos como cidadãos de segunda classe.
Para Henrique Filho, o pessoal da música ser acolhido numa área nobre como o
Eixo Monumental, num espaço com a assinatura de Niemeyer, lhe dará
respeitabilidade ainda maior. O Clube do Choro ousou ao buscar apoio de
empresas do porte de Banco do Brasil, Petrobras, Correios. Para a temporada de
2007, vamos ter ao nosso lado, também, a Eletrobrás e o Banco Regional de
Brasília, comemora.
No último dia 6, no Palácio do Buriti, a governadora Maria de Lourdes Abadia
assinou documento aprovando a liberação do terreno no Setor de Difusão Cultural
para a construção do Espaço Cultural do Choro. O projeto entregue à
governadora tem a assinatura do secretário de Cultura José Ricardo Marques.
Outra defensora foi a secretária de Habitação, Diana Mota. Eles consideram que
a iniciativa se incorpora ao espírito da cidade, comenta Henrique Filho.
Já pensando na ampliação da Escola de Choro, vamos fazer parceria com a
Universidade de Brasília, para criar um centro de referência, visando ao
aprofundamento dos estudos do gênero musical. O Departamento de Música da UnB
colocará à nossa disposição um manancial de conhecimentos, para que possamos
disponibilizar o material que reunimos ao longo dos últimos 10 anos, anuncia.
São partituras, cifras, programas das tevês Senado e Câmara e da Radiobrás,
além de matérias publicadas em jornais e revistas.
Outra idéia de Henrique Filho é transformar a sala onde hoje funciona o Clube
do Choro numa luteria, para construção e conserto de instrumentos. Temos que
promover o desdobramento das atividades dos alunos da Escola de Choro. Depois
das salas de aula, eles, há dois anos, passaram a contar com um palco, com a
criação do projeto Prata da Casa, destinado a músicos da cidade. Em 2007, a
escola terá 500 alunos. Vamos oferecer aulas de bandolim, cavaquinho, violão de
seis e sete cordas, pandeiro, sax, clarineta, flauta e teoria musical, além de
percussão e gaita, que serão incorporadas, adianta.
COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS
Em 2007, o Clube do Choro vai completar 30 anos da fundação. As comemorações
começarão na primeira semana de março, com o início da programação, que
revisitará os projetos desenvolvidos nos últimos 10 anos. Os músicos convidados
a participar vão prestar tributo a Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir
Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Ary Barroso, Heitor Villa-Lobos e
Radamés Gnattali, homenageados entre 1997 e este ano.
_______________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA:
http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta