Gabriel,
Márcio, o que quis dizer é que a incorporação de elementos da música
estrangeira não desvaloriza a música dele. Quando disseram lá atrás que
o funk era música de colonizado porque tinha influências estrangeiras
tentei mostrar que o buraco era mais embaixo.
Nesse ponto concordamos, sou totalmente a favor da mistura... para melhorar.
Se for para não acrescentar nada ou para piorar, deixe como está.
Chico Science era colonizado? Pelos argumentos apresentados contra o
funk, o rap, o hip-hop seria. Mas é justamente o contrário. O Maracatu
sempre esteve lá, fadado ao esquecimento se não fosse pela Nação Zumbi.
As manifestações culturais espontâneas não estão fadadas ao esquecimento,
pois são feitas pelas comunidades que amam o que fazem, uma cultrura passada
de pai pra filho. Não estão nem aí se vão aparecer no Faustão, não precisam
de divulgação, fazem pela necessidade e prazer de fazer. Eles fazem seus
figurinos, seus instrumentos, tocam, cantam e são verdadeiros porque vivem
aquela cultura. O fato dessas manifestações não estarem na mídia não quer
dizer que elas não existam ou que estejam morrendo.
Tem um grupo de Belo Horizonte que faz um funk-soul com fortes
influências da música americana ... O grupo se chama Berimbrown.
Conheço e gosto muito, já vieram no Cultural bar, em Juiz de Fora várias
vezes, assim como o Farofa Carioca que também faz uma mistura muito legal
nessa linha. Não tenho a cabeça fechada para as misturas. Apenas sou crítico
em relação à qualidade delas. Não é qualquer boi com abóbora que me agrada.
Só isso.
Abração,
Mário Tarcitano
PS: Se vc me chamar de Márcio mais uma vez eu te chamo de Gabriela,
combinado? :-)
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