A frase "No samba, temos de ser hereges", resume tudo.
A Veja está certíssima!
Também não sou fã da revista, mas a matéria está irretocável, ainda que pudesse
ter ouvido a opinião dos sambistas tradicionais, por mais previsível e
conservadora que costume ser.
Não há o menor sentido em um artista de 2006 regravar versões tradicionais de
sambas tradicionais. A cultura da "cover pela cover" é anti-artística e, via de
regra, coisa que deve ficar restrita a cantores de barzinho, com todo o
respeito pela categoria, à qual aliás presto serviços como assessor de
comunicação há pelo menos 15 anos.
Pixinguinha, Donga, Noel e tantos outros só se tornaram importante porque
inovaram, criaram, ousaram ser hereges, não se resumindo a agirem como meros
repetidores de tradições defendidas por quem utiliza como argumento o critério
duvidoso da "pureza".
Abraços desafiadores,
MARCELLO CAMPOS
JORNALISTA
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