Marcello, acho que a Teresa Cristina encontrou uma fórmula boa, ela regrava
clássicos, mas também grava suas próprias composições inéditas. Eu concordo
com você, se os novos artistas de samba ficarem apenas regravando o que é
antigo, o samba corre o risco de ficar como o blues ou o choro, onde ninguém
arrisca, seja em disco seja em show são sempre as mesmas músicas manjadas de
sempre.
abs.
Eduardo Martins
----- Original Message -----
From: "Marcello Campos" <[EMAIL PROTECTED]>
A frase "No samba, temos de ser hereges", resume tudo.
A Veja está certíssima!
Também não sou fã da revista, mas a matéria está irretocável, ainda que
pudesse ter ouvido a opinião dos sambistas tradicionais, por mais previsível
e conservadora que costume ser.
Não há o menor sentido em um artista de 2006 regravar versões tradicionais
de sambas tradicionais. A cultura da "cover pela cover" é anti-artística e,
via de regra, coisa que deve ficar restrita a cantores de barzinho, com todo
o respeito pela categoria, à qual aliás presto serviços como assessor de
comunicação há pelo menos 15 anos.
Pixinguinha, Donga, Noel e tantos outros só se tornaram importante porque
inovaram, criaram, ousaram ser hereges, não se resumindo a agirem como meros
repetidores de tradições defendidas por quem utiliza como argumento o
critério duvidoso da "pureza".
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