Oi Caio,

A música lambada realmente não tinha poesia e sua melodia não era rebuscada
assim como acontece na maioria dos brasileiros axés, forrocks, sambrega, muitos dos
forrós, modas de viola, vanerões, sertanejos, breganejos, bregas, rock
brasil, ainda em alguns sambas e bossa novas... Mas creio que, independente
da nossa vontade, as musica romântica, as bobinhas e as apelativas, sempre
terão espaço, assim como os muitos programas: Gugú, Faustão, A Praça é
Nossa, Zorra Total...

As artes em geral podem servir para o crescimento e/ou para o entretenimento
e o caminho usado pode ser mais rebuscado ou mais direto.
A mídia tanto lança, como acompanha modas, quando lança, geralmente escolhe as não muito
rebuscadas, pois busca números, não qualidade - infelizmente ainda temos uma
grande massa de pessoas que não puderam estudar o mínimo para escolher
conscientemente o que gosta (como bem sabemos, aqui na lista muitos defendem
as músicas consideradas pela maioria como brega).

Sempre fiquei surpreso porque eu gostava da música lambada e hoje sei que era por
causa da dança. Creio que o grande motivo da música
lambada ter ido tão longe, foi a dança, que é realmente linda.

Para muitos a lambada e o samba (inicialmente maxixe) nem deveriam ter
nascido, se fosse assim o Brasil perderia no mínimo duas belíssima danças de
par, o samba e a lambada, essa última em duas versões, a de Porto Seguro e a carioca, que usa principalmente músicas lentas (zouks, kizombas...). Esse estilo novo (o carioca) , vem crescendo ano a ano e ganhando o mundo: Espanha,
Inglaterra, Argentina, Holanda, Austrália, Japão e Suíça já aderiram. Há
professores em muitos dos países e em algum tempo poderemos ter, caso esse
movimento continue crescendo, um fluxo turístico como tem a Argentina com o
tango.

Acabo de chegar de Lima* onde a maior sensação foi a lambada e muitos
pretendem vir conhecer mais do Brasil. Nas minhas viagens à diversos países
da Europa e no congresso internacional que realizo (Br Danças) o carro chefe
é a lambada e por causa dela podemos apresentar a eles o samba, o forró, o
frevo, o samba no pé, as danças gaúchas, as maranhenses etc.

Após essa pequena exposição, pergunto: se você tivesse o poder de condenar a
música lambada, você ainda faria?
Lembrando que esse poder seria dado a todos, inclusive aos que na época do nascimento do samba (fim do séc. XIX, início do XX) nas classe média-baixa, consideravam o gestante maxixe/samba como coisa execrável.

Abraços,
Luís Florião

*Sai pouco antes do terremoto.

----- Original Message ----- From: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Tribuna" <[email protected]>
Sent: Tuesday, July 31, 2007 1:04 PM
Subject: Re: [S-C] Re: O Samba de Cuba


Nessa eu tô dentro ... pra começar eu colocaria a Lambada e derivados
(bandas Calypso e cia).

Caio Pontual.

----- Original Message ----- From: "Sonia Palhares Marinho" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>; <[email protected]>
Sent: Monday, July 30, 2007 9:19 PM
Subject: Re: [S-C] Re: O Samba de Cuba


Gente:

Isso é pura gozação. Sou totalmente contra a pena de morte, viu?


Sonia Palhares


PS: A gente podia fazer um paredón de gênero musical.:-):-):-)


From: Julio Cesar da Costa <[EMAIL PROTECTED]>
To: [email protected]
Subject: Re: [S-C] Re: O Samba de Cuba
Date: Mon, 30 Jul 2007 20:17:46 -0300

Olá Sonia,

'Cê acha mesmo? E quem vai escolher os que vão pro "paredón"? Nosotros
quem? Já pensou se alguém inventa de criar um "paredón" artístico? Ou
jornalístico? Yo voy para Cuba, antes :)

[ ]'s,
J.


segunda-feira, 30 de julho de 2007, 18:54:43,
"Sonia Palhares Marinho" escreveu:


SPM> Sou contra a pena de morte, mas um "paredón" às vezes é bom. Vai me
dizer
SPM> que Maluf, Médici,  ACM, Luiz Estevão, Juiz Lalau, aquele chinês
SPM> contrabandista da 25 de Março, o Juiz João Carlos que vendia
sentenças e
SPM> assemelhados não mereciam um paredón? E tinha que ser como na China,
deviam
SPM> cobrar a bala da família. :-)


SPM> Sonia Palhares (BsB-DF)


>>From: José Luis Vivas Frontana <[EMAIL PROTECTED]>
>>To: samba e choro <[email protected]>
>>Subject: Re: [S-C] Re: O Samba de Cuba
>>Date: Mon, 30 Jul 2007 23:26:42 +0200
>>
>>Eugenio Raggi wrote:
>>
>>>Acirrando a polêmica,
>>>
>>>e parafraseando Nélson Rodrigues: " A liberdade é, SEMPRE, mais
>>>importante que o pão."
>>>
>>>
>>Pra quem tem pão é.
>>
>>>O mais curioso disso tudo talvez seja o paradoxo entre aqueles que
>>>cobravam da "comunidade internacional" uma postura em relação às
>>>ditaduras militares latino-americanas e hoje defendem que o Brasil
>>>mantenha uma relação de normalidade diplomática - e até de apoio -
>>>com
>>>uma ditadura repleta de presos e desaparecidos políticos.
>>>
>>>Ou alguém aqui vai querer me convencer que os paredões de Fidel são
>>>uma farsa criada pela CIA?
>>>
>>>
>>
>>Convencer não, acho difícil se você acredita nessas histórias sem
>>fundamento. No entanto, pra quem quiser saber mais sobre este assunto,
>>recomendo os trabalhos recentes sobre Cuba de um jovem sociólogo
francês,
>>Salim Lamrani. Entre outras coisas, ele afirma:
>>
>>En más de 45 años de estado de guerra, ni un solo caso de tortura, de
>>desaparición o de asesinato político ha sido reportado por los
organismos
>>internacionales con respecto al gobierno de La Habana.
>>(http://www.rebelion.org/cuba/040408lamrani.htm)
>>
>>É isso aí. Tudo lorota. Em 45 anos de "ditadura" não há um só caso
>>confirmado de desaparecimento político, um só caso confirmado de
>>tortura
em
>>prisão.
>>
>>E Cuba continua produzindo os melhores músicos do mundo.
>>
>>JLV



--
Abraços,
 Julio                            mailto:[EMAIL PROTECTED]


_______________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia  as regras de ETIQUETA:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta

Responder a