Uma coisa não dá pra negar, a Maria Rita é muitíssimo bem assessorada. De uma hora pra outra ela surge como novo fenômeno da MPB, com direito a matéria no Fantástico... Depois, também de uma hora pra outra, surge como maior cantora da MPB, também com direito a matéria no Fantástico... Agora ela posa como nova "musa" do samba, assim de uma hora pra outra, com direito ao título de "Maria Rita do Morro" e, só pra variar, matéria no Fantástico nos arcos da Lapa e tudo mais.

Será que a Maria Rita já se dignou a subir um morro ou até mesmo dar uma volta pelas ruas fétidas e cheias de mendigos da Lapa em seus tempos de anonimato?

Não é fantástico????

Aquele abraço,
Gabriel Gomes


Sonia Palhares Marinho escreveu:
Extraído da Revista CARTA CAPITAL

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/2007/09/462/maria-rita-do-morro


Edição 462

Maria Rita do morro

por Editoria de Cultura

“A tal da MPB virou uma coisa altamente elitizada”, propõe a cantora Maria Rita. O tema tabu, evitado pela maioria de seus pares, é o norte de lançamento do álbum Samba Meu

“É um dilema para mim, me incomoda essa história de MPB ter se elitizado, de dizerem ‘MPB é música de rico’. Porque fraciona incrivelmente o mercado, e não é verdade, não é realista.”

Ciente da clausura em que vive a outrora orgulhosamente batizada “música popular brasileira”, ela se alia ao que talvez seja um modismo atual, de uma leva de intérpretes identificados com a MPB de extração universitária (como Marisa Monte e Roberta Sá) que abraçaram o samba como veio de expressão.


Maria Rita, no entanto, radicaliza a opção. Mais da metade do repertório de Samba Meu é ocupada por canções compostas por Arlindo Cruz, Serginho Meriti e outros nomes egressos do núcleo conhecido como Fundo de Quintal, geralmente desprezado pela “nata” da MPB e seus admiradores.

A filha de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano adiciona ao trio jazzístico testado nos dois discos anteriores farta instrumentação de samba. A produção é de Leandro Sapucahy, um sambista carioca “tradicional” que tocou com Marcelo D2 e no disco de estréia adotou temática e vestimentas do hip-hop.


Os sambas, ao mesmo tempo simples e sofisticados, são quase sempre inéditos (a pungente Trajetória foi gravada em 1997 por Elza Soares, uma sambista “do morro” que há décadas peleja na determinação de cruzar a ponte samba-MPB). Aos sambas de fundo de quintal tipo anos 80, Maria Rita soma uma e outra referência pinçada dos trabalhos de Paulinho da Viola e Gonzaguinha na década de 70.

Outro bloco do disco é dedicado a canções de autores novos, e não necessariamente sambistas. É o caso das duas fortes canções do híbrido compositor Edu Krieger, Novo Amor (gravada simultaneamente por Roberta Sá) e Maria do Socorro. Filho do maestro erudito Edino Krieger, ele acaba de lançar um disco em que coexistem pop, rock, samba e erudição (Novo Amor, um choro, faz pensar de longe em Villa-Lobos).

Outro caso é o da dramática faixa-título, do novato Rodrigo Bittencourt, assim definido por Maria: “É um menino de Bangu, um roqueiro, mais pop. Ele diz que não é sambista”. No entanto, escreveu versos como o meu samba vai te acordar do sono, usados na abertura do CD da moça da MPB que luta para ser popular. – POR PEDRO ALEXANDRE SANCHES

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