Teresa Cristina 
“Tenho ouvido muito o novo disco da Cristina Buarque, só com sambas de 
terreiro, que ela gravou com o Grupo Terreiro Grande, de São Paulo. Esse eu 
tenho ouvido muito.”
Pedro Paulo Malta
"Cristina Buarque e Terreiro Grande ao vivo é um registro precioso. Primeiro, 
pelo encontro feliz entre duas partes especiais: uma grande 
intérprete/propagadora generosa de seu acervo e um povo de São Paulo que, além 
de juntar vozes e instrumentos excelentes, realiza um puta trabalho de pesquisa 
– mostrando que o baú é bem mais fundo do que se imagina! Segundo, pelo 
repertório maravilhoso: 37 sambas de terreiro agrupados em quatro faixas, 
apresentando de sucessos como Quantas lágrimas (Manacéa) e Esta melodia (Bubu) 
a sambas “desencavados” como Lenços brancos (Picolino) e Não sou do morro 
(Chico Santana). Ainda assim, nada neste CD – gravado ao vivo no Teatro Fecap, 
em São Paulo – é mais especial do que a sonoridade que se tem: roda de samba 
com violões, cavaquinho, cozinha e coro (senhor vozerio!!!) à moda do 
obrigatório Portela passado de glória, primeiro disco da Velha Guarda, de 1970. 
Até os andamentos – mais cadenciados que os da própria VGP hoje – são prova de 
que o sam
 ba bom está aí: vivinho da silva, sem a necessidade de se enquadrar em 
melo-pagodes ou chatices mudernas pra emocionar a gente. 
PS1: Nada contra a faixa 1, mas sugiro que se comece a ouvir pela 2. É de 
arrepiar. Quando a turma ataca pra valer, dá pra ouvir a felicidade sobrando na 
voz da Cristina.”


Aquiles Rique Reis 
“Cristina Buarque é uma das maiores personalidades do samba carioca. Sem 
precisar de grandes esforços, ela tem no sangue o ritmo que marca a música 
brasileira e dá a ela o título de a melhor do mundo, haja vista tanta 
diversidade, tamanha criatividade. 
Cristina Buarque é a mãe-do-ouro (ente fantástico que, reza a superstição 
popular, guarda as minas de ouro) do samba, sempre disponível para gabar os 
dotes do samba e dos sambistas que o criam. Mãe nem sempre afeita a dar atenção 
desmesurada a seus rebentos, posto que sua vida para ela merece igual valor e 
cuidado. Mas, quando percebe que algum de seus filhos carece de zelo e mimo, lá 
está ela de prontidão, a alma na palma da mão, o coração na ponta do prato 
raspado a faca. 
Uma homenagem a Alvaiade, bamba portelense, estava sendo armada pelo grupo 
paulistano Grêmio Recreativo Tradição e Pesquisa Morro das Pedras. E foi assim, 
movida por esse instinto maternal, que Cristina se dispôs a pegar um avião e 
rumar para São Paulo. Os meninos, todos amadores, tinham por hábito cantar 
sambas de terreiro pouco conhecidos de grandes compositores que a imensa 
maioria dos brasileiros desconhece. 
Cristina voltou maravilhada. Afinal, ouviu sambas que nunca ouvira, feitos por 
gente de quem imaginava conhecer toda a produção. Tratou então de espalhar a 
novidade que presenciara em uma roda de samba movida a paixão e cerveja. 
Conhecedora como poucos dos segredos desses encontros, fossem eles na ilha de 
Paquetá e, agora, no Tatuapé, Cristina teve a certeza de que o samba mandava 
novamente lhe chamar. 
E lá foi ela para uma temporada de shows no Teatro Fecap, em São Paulo. E, 
claro, levou com ela os meninos que descobrira serem capazes de rodar sambas 
por mais de oito horas, sem repeti-los. Entretanto, o Grêmio Recreativo mudara 
de nome, agora era Terreiro Grande. Quinze amadores em busca do prazer de 
cantar e tocar sambas pouco conhecidos e nisso ter um enorme prazer. O 
resultado deste encontro acaba de sair em um CD, Cristina Buarque Terreiro 
Grande - Ao vivo (independente). 
Dividido em quatro grandes blocos de sambas, movidos a emoção, o coro come. 
Cristina se reveza nos vocais com Tuco e Lelo, e também com todo o grupo. Das 
37 músicas selecionadas, ao menos 16 são obras-primas. 
O primeiro bloco, de sambas cadenciados, abre com "O Meu Nome Já Caiu no 
Esquecimento", de Paulo da Portela, levado só no pandeiro que dá impulso à voz 
de Cristina. Segue-se "Eu não Sou do Morro", de Francisco Santana, quando entra 
o pandeiro que leva o samba até entregar a levada ao ritmo inteiro. E o bloco 
se encerra com Manacéa e seu antológico "Quantas Lágrimas", dos poucos sambas 
conhecidos do disco. 
O segundo tem "O Mundo É Assim", samba de versos inspirados escritos por 
Alvaiade: "O dia se renova todo dia/ E eu envelheço cada dia e cada mês/ O 
mundo passa por mim todos os dias/ Enquanto eu passo pelo mundo uma vez". E vem 
um dos maiores sambas de todos os tempos, cantado por Tuco, "Jura", de Zé da 
Zilda. O terceiro começa com belos sambas lentos: "Inspiração" (Candeia), numa 
emocionada interpretação de Cristina, "Banco de Réu" (Alvaiade e Djalma Mafra), 
"Você Chorou" (Brancura), e fecha com "Sentimento", belo samba de Mijinha, 
sucesso na voz de Paulinho da Viola. 
O último bloco, composto por sambas um pouco mais acelerados, acaba com três de 
autoria do "professor" Paulo da Portela - não à toa ele abre e fecha o CD -, 
que são "Teste ao Samba", "Tu me Desprezas" e "Cantar Pra Não Chorar". 
No irrepreensível CD Cristina Buarque e Terreiro Grande - Ao vivo, os sambas se 
entremeiam, enredam-se. Amadrinhados por Cristina Buarque, reverenciados pelo 
Terreiro Grande, nele o centro é o sambista quase sempre anônimo, sempre 
querido por seus pares, mas adorado apenas por quem tem o privilégio de ter 
acesso a seu trabalho.” 
Gente,
Chega! Acabemos com a palhaçada! Esse Eugênio está é ganhando nome deflagrando 
uma polêmica idiota.
Teresa Cristina, Pedro Paulo Malta, Aquiles, Celsinho, Mônica Salmaso, Renato 
Braz entre muitos outros grandes nomes da música - isso pra não mencionar os 
“suspeitos”, sem dizer que é mais um trabalho, elogiaram muito o CD Cristina 
Buarque e Terreiro Grande. Acho que esse pessoal entende alguma coisa de 
música, não?
Fora isso, muitos músicos da atualidade ficaram encantados com esse 
diferenciado disco. Tiago Prata e Gabriel (músicos cariocas que tocam com uma 
penca de grandes sambistas) já deixaram depoimento nessa Tribuna.
Eugênio, tem gente que sabe disfarçar as coisas. Fala bem, na moral, falando 
mal. Caso de  gente  podre, que não mostra a cara.
O tal de Leco criticou a qualidade de gravação, tá certo, não concordo. Mas 
respeito muito esse tipo de crítica e observação. Isso sim é válido, não o 
inferno que você tentou fazer.
Ei, só pra constar, o Didio é casado. Você cita toda hora o nome dele, deve 
estar interessado. Aliás, lava essa boca verminosa pra falar de gente limpa.   
Por fim, 
Peço aos muitos que discutiram até agora, por favor, chega. Estamos tumultuando 
a tribuna e dando cartaz para um coitado, infeliz, frustrado. Um ignóbil, que 
nada sabe de música, de povo, de respeito.
A rapaziada do Terreiro, sem exceção, não tinha pretensão de nada, não pensaram 
em fazer um CD revolucionário etc. Fizeram um trabalho sem disfarce de 
independente, foi independente mesmo. Trabalho de gente humilde, que dedicou 
anos e anos de vida transmitindo gratuitamente todo seu conhecimento ao povo da 
periferia.
E Cristina não é uma pesquisadora que canta, é uma cantora que pesquisa! Voz 
que participou dos principais encontros do samba em todos os tempos, não é 
aventureira. Estava lá, gravando o disco em homenagem ao Paulo da Portela, num 
tempo em que não tinha internet, Fenac etc. Respeito, porra!    
Chega!!!!
Pedro, André, Alvarenga, Zeca, todo mundo,
Ignoremos, vamos ajudar essa Tribuna com novas informações.
Que esse Eugênio já não tem mais máscara.  
 
Mas não se esqueçam que o lixo está pelo lado mais forte, da hegemonia, da 
vantagem, dos que exploram. O lixo não quer transformar. Lixo fala em novo, é 
grupo, ele quer conservar. Quer manter o mundo entorpecido, defendendo o lixo 
que manda pras massas.  Covarde!
Peço desculpa aos tribuleiros, sinceras desculpas, mas o Che tem razão:
“A única coisa em que eu creio é que nós temos que ter a suficiente capacidade 
de destruir todas as opiniões contrárias baseados apenas em argumentos ou, se 
não, deixar que todas as opiniões se expressem. Opinião que temos que destruir 
com pancada é opinião que tem vantagem sobre nós.” 
Pedroca, bora pro samba! 
Zé Colméia, grandessíssimo filho da puta, bom chifre!  
Rica

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